1 de Outubro de 2026

 CampanhaFundos202206

A Falácia da Igualdade no Acesso ao Ensino
Por um ensino científico, crítico e democrático!

O direito ao ensino está consignado no art.º 34 da constituição da República – 1 – Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.

Todos os membros do governo juram cumprir a constituição quando tomam posse. No entanto, a realidade mostra à evidência que tal não acontece e que muitas são as varáveis que, de forma mais ou menos oculta, contribuem para tal.

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A NOVA PRESTAÇÃO SOCIAL ÚNICA (PSU) FOI APROVADA…

Sob o pretexto de “simplificar” os apoios sociais, o Governo prepara uma nova ofensiva contra os trabalhadores e as camadas mais pobres. A Prestação Social Única junta 13 prestações e introduz critérios que podem reduzir apoios e excluir beneficiários.

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Trabalhadores da Super Bock Conquistam a Semana das 35 Horas!

No último dia do mês de Julho, a Super Bock aplicou as 35 horas semanais de trabalho, uma medida que há muito é uma necessidade para a classe operária em Portugal e que o nosso partido tem encabeçado.

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  12Out2026

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Visita de Marco Rubio à Europa
Morte à Subserviência Burguesa ao Imperialismo!

O PCTP/MRPP manifesta o seu mais vivo repúdio, bem como o da classe operária portuguesa, pela visita do secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, a Portugal e denuncia a asquerosa subserviência a potência estrangeira da burguesia portuguesa através do chefe do governo Montenegro e do ministro lambe-botas Rangel.

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 Honra ao Camarada 
Carlos Nascimento

CarlosNascimento

Faleceu ontem, ao final da tarde o camarada Carlos Nascimento, miltante do PCTP/MRPP, membro da célula dos CTT e também do Comité de Sintra durante os anos 70 e 80 no século passado. O camarada esteve sempre presente na listas do Partido às eleições burgueses. Tinha 85 anos.

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CINE ARMA

Uma Breve Nota Sobre a Passada Crítica Cinematográfica

Em primeiro lugar, saúdo a apreciação crítica apresentada pela camarada Rafaela e Andreia, no Luta Popular de Junho, relativa a um dos filmes/documentário mais importantes do pós 25 de Abril: “O que Farei eu com esta Espada” de João Cesar Monteiro, cuja revisitação se torna obrigatória, sobretudo agora que ainda se comemoram os cinquenta anos do 25 de Abril, comemorações em que a burguesia pretende claramente reescrever a História.

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A Juventude Estudantil Põe-se 
do Lado do Proletariado na Luta de Classes

Camaradas,

Aqui estamos hoje, neste 1º de Maio, reunidos para celebrar os trabalhadores portugueses, para comemorar e homenagear o sacrifício e a memória dos camaradas que tanto lutaram para tornar este dia possível. Lembramos a memória de Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, bravos camaradas assassinados a sangue-frio pela sua dedicação à verdadeira luta comunista, respectivamente, pela polícia política salazarista e pela UDP, traidora da sua própria causa.

Opinião

Câmara da Póvoa de Varzim leva ao enceramento do Varzim Teatro

(do nosso correspondente na Póvoa do Varzim)

teatro varazim"O Varazim Teatro fechou as portas. A Câmara da Póvoa de Varzim deve 10 000 euros ao Varazim Teatro e não faz nada para ajudar a associação. Para o PCTP/MRPP, Macedo Vieira e Aires Pereira regem-se pelas leis do cálculo e dos mercados e não têm o mínimo de sensibilidade cultural. O teatro é uma das artes mais nobres e tem um papel insubstituível na educação das populações. O Varazim Teatro organizava 20 espectáculos por ano e teve 41 000 espectadores em 296 espectáculos entre 1997 e 2012, além de ser responsável pelo Festival "É-Aqui-In-Ócio". O que a Câmara da Póvoa e o Governo fazem ao teatro e à cultura é inadmissível. Querem construir uma sociedade de bárbaros e incultos, para melhor exercerem a sua ditadura, mas nós não vamos deixar."


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FINEX TECH - A luta das operárias e a questão política do encerramento da fábrica

(do nosso correspondente na Maia)

trabalhadores da finextech 01Se na Cerâmica de Valadares, em Gaia, o lay-off foi usado durante todo o tempo sobre uma parte dos trabalhadores, os operários da produção (o pessoal dos escritórios e armazéns, manteve-se ao serviço até serem “mandados” de férias na última ocupação), na Finex Tech, na Maia, o lay-off tem sido usado sobre todos os trabalhadores, operárias da produção e pessoal de apoio, mas durante apenas parte do tempo: desde há dois anos e previsto até 19 de Setembro a 2.ª e a 3.ª de cada semana de trabalho são de lay-off.

Mas se na forma de utilização do lay-off pelas duas empresas as diferenças são evidentes, já na estratégia empresarial o lay-off cumpre o mesmo papel: ganhar tempo e dinheiro à custa de sacrifícios dos trabalhadores. Ganhar tempo para fechar a fábrica, e não com objectivos da sua recuperação, como os patrões anunciam, mas que não passam de um alibi para a respectiva aprovação pelo Estado.

As operárias da Finex Tech tiveram que trabalhar até ao último minuto para concluir a última peça da encomenda que, como todas as outras, tinha de ser impreterivelmente carregada naquele dia, no caso, o último dia antes do início das férias. E foram de férias. Já estavam a trabalhar apenas três dias por semana com a perca de 50€ mensais além dos cerca de 100€ de “prémios” que, antes do lay-off, habitualmente recebiam se não faltassem. É preciso ainda dizer que a grande parte das operárias, as costureiras e algumas outras profissões, apesar de os produtos serem “técnicos”, quer dizer de grande complexidade, venciam o salário mínimo.

Mas, a menos de uma semana do reinício do trabalho, receberam uma carta dizendo que escusavam de regressar ao trabalho quando acabassem as férias (dia 16), e que não se preocupassem que continuariam a receber salário.

Só que todos se lembravam de quando encerrou a Finex e as melhores foram transferidas, sem perda de antiguidade, para a nova empresa, a Finex Tech. É que a Finex Tech tinha surgido de um falhanço da estratégia da multinacional finlandesa de “deslocalizar” toda a Finex: dada a complexidade de uma parte dos produtos (fatos para motards), as tentativas de os produzir noutros locais resultaram na produção de lixo. E, na altura, só com uma forte luta, os direitos das operárias despedidas e das transferidas foram garantidos, nomeadamente as indemnizações às despedidas e a antiguidade às transferidas. Por isso, foi normal exigir como garantia da antiguidade das trabalhadoras transferidas, bens reais, já que, para mais, a empresa deixava instalações próprias (que as vendeu para o centro comercial Maia Jardim) e passava a instalações alugadas. Assim, passou a constar dos activos da Finex Tech uma vivenda no Algarve no valor de cerca de 1,3 milhões euros.

Ora, essa propriedade, que servia de garante às indemnizações no caso de encerramento, foi vendida. Por outro lado foi pedida a insolvência da empresa e esta foi concedida.

Não acontece que a insolvência só é concedida no caso de existir uma evidência de que os activos não cobrem os passivos? Ora, sem despedir, a empresa não tem obrigação de indemnizar; como pode estar insolvente se tem nos seus activos 1,3 milhões de euros? Onde foram parar esses 1,3 milhões? Aqui convém dizer que a Finex Tech está para o grupo finlandês L-Fashion Group Oy como a Qimonda estava para o grupo Qimonda: o grupo é o fornecedor das matérias-primas e o único comprador. Ou seja, os lucros e os prejuízos declarados pela Finex Tech são uma ficção, são os que o grupo quiser, sem qualquer necessidade de interferência de terceiros. Assim, percebe-se facilmente de que forma e onde poderão ter ido parar os lucros, para agora lhe ser concedida a insolvência. Num outro ponto também se percebe o como e o porquê da justificação “não há encomendas”.

Este o quadro geral que levou as trabalhadoras à luta. Primeiro, apresentando-se ao serviço no fim das férias e, perante a porta fechada, fazendo o horário de trabalho à porta da empresa ou em movimentações para alcançar os objectivos. A exigência era simples: “queremos os nossos direitos!”.

Claro está que este problema levanta inúmeras questões políticas. De política económica e de política geral. Às operárias, por si sós e vendo apenas o seu próprio interesse imediato como trabalhadoras, é-lhes fácil perceber a enorme fraude em que está a consistir este processo. O objectivo da Finex Tech, para os finlandeses que pregam a moralidade aos povos do Sul, estava traçado logo à nascença: manter o mercado abastecido enquanto, na luta com os concorrentes, desenvolviam processos em que a preparação especial das operárias deixa de ser necessária (mais controlados e automatizados) para poderem, em cada momento, escolher o lugar do mundo onde a soma dos custos da mão-de-obra e os custos dos transportes dos produtos e das matérias seja menor. E este plano era conhecido de todos. Ainda assim o lay-off foi autorizado. Temos, então, uma Europa em que fundos dos descontos dos trabalhadores para a segurança social de um país em insolvência são usados no apoio à deslocalização de uma empresa de um país que se encontra desafogado… Porquê a segurança social financiar isto? Porquê aceitar ser peça numa cadeia de produção cujo controlo completo está no exterior sem sequer estabelecer qualquer espécie de garantias?

Arménio Carlos foi ao plenário dos trabalhadores da Finex Tech dizer-lhes que estavam a lutar pelo direito ao trabalho, e não para exigirem os seus direitos, ou melhor explicado, dizer-lhes que para exigirem os seus direitos teriam primeiro de obter uma superioridade moral conseguida pela reclamação do “queremos trabalhar”. No fundo, uma não saída, para além de escamotear que o “direito ao trabalho”, em regime capitalista, é o direito a ser explorado para conseguirem, pensam, a condescendência do governo burguês e dos capitalistas. As operárias não precisam nem querem a condescendência da burguesia e demonstraram-no bem com as perguntas com que confrontaram a burocracia sindical e as exigências que demonstraram publicamente.

Foi aprovado pelo plenário manter a presença das operárias à porta da fábrica durante o período de trabalho e, se nada avançasse, realizar uma manifestação em frente à embaixada finlandesa. Entretanto, o gestor judicial veio anunciar a decisão de encerramento da empresa.

Os ingredientes estão colocados, e a consciência das operárias vai avançando. Importa agora que tudo isto se traduza em novas formas de organização que imponha novas formas de luta por objectivos políticos mais vastos, como o do derrube deste governo.


VIVA A JUSTA LUTA DAS OPERÁRIAS DA FINEX TECH!
MORRA O GOVERNO VENDE-PÁTRIAS PSD/CDS!
POR UM GOVERNO DEMOCRÁTICO PATRIÓTICO!


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Sector ferroviário - os trabalhadores não baixam os braços!

(do nosso correspondente)

comboio cp cascais 01Começa um novo mês e com ele o prosseguimento da greve no sector ferroviário. Depois de um mês em que o SMAQ deu alguma "folga" à Administração/Governo, porque parecia haver alguma "boa vontade" em querer resolver o conflito, eis que os termos da greve passaram a ser os mesmos que já vigoravam em Junho. Outras organizações sindicais, representando a totalidade dos trabalhadores da CP EPE e CP Carga, como o SFRCI e o SNTSF/FECTRANS/CGTP, também têm pré-avisos de greve até 30 de Setembro. Em todos eles, o teor é o mesmo: recusa ao trabalho extraordinário em dia de descanso semanal e ao trabalho em dia feriado, a mais de 8 horas de trabalho diário e a mais de 5 horas consecutivas de trabalho. O ponto alto será no dia 7 de Setembro, feriado em Faro, em que a paralisação será total no Algarve.

A "boa-fé", de que a secretaria de estado aparentava estar imbuída no princípio do mês de Julho, depressa se desvaneceu, servindo apenas para tentar quebrar a mobilização dos maquinistas, com a desculpa do Comboio Turístico do Douro, dos festivais de música, de que com as férias havia comboios suprimidos…, nunca assumindo que a responsabilidade do arrastamento da situação, da falta de pessoal e de organização do trabalho, é sua, do governo a que pertence e que dá as orientações às Administrações da CP e CP Carga. Mas que assim seria já se estava à espera, pois sempre usaram desta táctica. Só espanta é que dirigentes, com tantos anos de tarimba, ainda se deixem levar neste engodo, fazendo atrasar e desmotivar o movimento que se quer cada vez mais forte e caudaloso.

O ataque perpetrado em todas as empresas de transporte, com a suspensão unilateral dos A.E's, a tentative de imposição do novo Código do Trabalho e todas as tropelias às relações de trabalho que o Governo tem vindo a implementar só nos pode levar a uma situação que é o endurecimento das formas de luta, a unidade entre todos os sectores dos transportes e comunicações, ligá-los a outros sectores do movimento sindical e impor uma nova Greve Geral Nacional. Greve esta que só poderá ter como bandeira de luta, o derrubamento do governo fantoche de Coelho/Portas e a formação de um Governo Democrático Patriótico, como há muito exigimos e em alguns sectores já se começa a reivindicar. Governo Democrático Patriótico que deve repudiar o pagamento de uma dívida impagável, que não é nossa, não foi contraída por nós trabalhadores, nem em nosso benefício e aplique medidas efectivas de defesa do Trabalho.

Aos sindicatos nada mais resta senão lutar por aqueles objectivos, deixando para trás as reivindicações economicistas como faz a CGTP, que reivindica um mísero euro por dia, que faz festas, festarolas e pic-nic's para "lutar" contra o desemprego e a precariedade, que nos seus comunicados, como o de 27 de Julho (06/2012 da EMEF) em que, na moção aprovada à porta do Ministério da Economia, se fala de "combater, rejeitar, reclamar e mostrar discordância", mas no que diz respeito à luta ficam-se por divagações várias sobre a melhor maneira de gerir a EMEF. A luta tem de passar a uma nova fase que é abertamente pelo não pagamento da dívida e contra este governo.


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Greve a 100% no feriado de 15 de Agosto - Trabalhadores ferroviários voltam a demonstrar a sua firme disposição de lutar contra as medidas terroristas do novo Código do Trabalho

(do nosso correspondente) 

ferrovia01 01Foi com uma adesão de 100% que se realizou mais uma greve de paralisação total na CP EPE, CP-Carga e REFER, no feriado de dia 15 de Agosto, de acordo com os pré-avisos de greve entregues por quase todas as organizações sindicais representativas daqueles trabalhadores. As próprias Administrações tiveram de reconhecer este facto, tal foi a resposta dada pelos trabalhadores ao roubo do salário e do trabalho que o novo Código do Trabalho veio tentar impôr. Apenas os serviços mínimos ainda foram efectuados.

A disposição para a luta e a vontade férrea de não vergar perante as imposições do grande capital imperialista germânico, ficaram mais uma vez demonstradas nesta jornada de luta que uniu maquinistas, revisores, pessoal de estação e outros profissionais ferroviários num objectivo comum, o de lutar contra a prepotência, o roubo descarado em forma de lei e as leis descaradas que nos roubam.

A luta e preparação de uma grande Greve Geral Nacional, pelo derrubamento do governo Passos/Portas e a imposição de um Governo Democrático Patriótico, devem ser os próximos objectivos a conquistar, para que o Trabalho se possa começar a libertar das teias da opressão e da exploração do homem pelo homem.


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Sobre o incêndio nos concelhos de Tavira e são Brás de Alportel

(do nosso correspondente em Tavira)

2012-incendios em taviraDeflagrou 4ª feira passada um incêndio de grandes proporções na Serra do Caldeirão, mais propriamente na zona de Cachopo, concelho de Tavira. Rapidamente, ajudado pelo vento, correu para Sul, em direcção à cidade de Tavira, chegando à Assêca, às portas da cidade, e para oeste, tendo chegado a 2 quilómetros de São Brás de Alportel. Deslocados para o local mais de mil bombeiros com o correspondente arsenal de meios de combate, considerando o ministro Miguel Macedo serem “os meios disponíveis os suficientes e que não é preciso um reforço”, isto numa reunião acontecida na 6ª feira de madrugada com representantes da Protecção Civil. Dos 1021 operacionais, 755 são bombeiros, apoiados por mais de 198 veículos e dez meios aéreos, segundo informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Apesar de todo este aparato de homens e meios, o incêndio lavrou a seu belo prazer por toda a zona de serra e barrocal, quase chegando à zona litoral.

Críticas, logo se fizeram ouvir pelos presidentes das duas edilidades. “Houve ‘alguma descoordenação dos meios’ que, em certos locais, chegaram com ‘atraso em relação à propagação das chamas’, disse ao Expresso o autarca de Tavira, Jorge Botelho”. António Eusébio, de São Brás, teve de se deslocar a Cachopo, onde estava instalado o Posto de Comando Operacional, pois já o fogo estava no seu concelho e não havia ninguém para o combater. Também em muitas zonas foram as próprias populações que tiveram de se defender das chamas, com os seus parcos meios, movidos pela solidariedade entre vizinhos dos vários montes e localidades afectadas, onde, durante toda a tarde de 5ª feira, não chegou a aparecer nenhum daqueles operacionais.

Até ao momento, são já enormes os prejuízos causados por este fogo. Segundo o responsável da Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel, Gonçalo Gomes, indicou, “uma parte significativa das manchas que arderam correspondiam a manchas de sobreiral, não só de São Brás, mas também na fronteira com o concelho de Tavira”, A contabilização no concelho de São Brás ainda não é possível porque o “incêndio está a progredir infelizmente tão rapidamente, não há forma de manter uma actualização”. Sendo que estas manchas de sobreiral seriam das melhores do País. Deles dependiam alguns pequenos produtores, havendo muitos para quem este era o seu único sustento. Além destes, várias populações foram afectadas, tendo muitos dos seus animais e culturas sido completamente queimados, ficando sem nada. Pequenas pérolas paisagísticas, como o Pego do Inferno e Moinhos da Rocha e outros patrimónios naturais, foram também fortemente afectadas, demorando bastantes anos até que retomem o seu esplendor. A lamentar também cinco bombeiros feridos, dois em estado mais grave, na sequência de um acidente com um dos quatro veículos da protecção civil que ficaram cercados pelas chamas em Vale do Lugar do Moreno, no concelho de Tavira.

Por todo o Algarve se vê uma nuvem enorme de fumo, cobrindo o sol de Silves a Cacela. As cidades, vilas e aldeias, mais próximas dos focos de incêndio, estão cobertas de cinzas e o ar está quase irrespirável devido ao cheiro a queimado que grassa por todo o lado. De assinalar a onda de solidariedade que se gerou para auxiliar os bombeiros, tanto em apoio humano como de géneros: água, leite, iogurtes, sandes, etc.

Toda esta situação não acontece por um capricho da natureza que ora vira o vento a Sul, ora o vira a Oeste ou Norte. Acontece sim pela incúria dos poderes públicos, pelo desinvestimento na limpeza e ocupação das matas, pelo desleixo de não cumprimento das leis que esses poderes públicos aprovam, mas não cumprem ou fazem cumprir.

Todos estes fogos não são por acaso, mas para satisfazer os interesses instalados dos grandes madeireiros e no caso presente dos grandes corticeiros, que assim conseguem manter os preços em níveis de maior e mais rápido lucro. Toda a descoordenação não acontece por acaso, mas para satisfazer interesses instalados dos proprietários das aeronaves, que como se sabe quanto mais voarem, mais ganham. Toda esta situação sazonal não acontece por acaso, mas para manter toda uma situação de opressão e exploração de um povo. A reflorestação com eucaliptos, para satisfazer as grandes necessidades da indústria da celulose, em detrimento de outras formas de economia mais sustentável, como o montado que se praticava em grande parte daquelas zonas agora incendiadas, será de certeza a resposta que os tais poderes públicos irão implementar, não querendo saber que essa seja uma medida que a médio prazo se torna estéril, como também não quer saber das populações que vivem daquela forma de vida nem daqueles que poderiam passar a viver e assim se vêem obrigados a partir destas paragens, para então os senhores de terras poderem explorá-las a seu belo prazer sem ninguém que se lhes oponha.

Tal como noutros aspectos da vida actual, também aqui se vê a natureza de classe de quem dirige o País e a resposta continua a ser a mesma: derrubamento do Governo de Coelho/Portas e formação de um Governo Democrático Patriótico.


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CP - As intermitências do Conselho de Gerência

(do nosso correspondente)

comboiocp 01Têm vindo a lume, ultimamente, notícias que dão conta que há zonas do País com comboios suprimidos. Umas vezes essas supressões são à tarde, outras de manhã, só nalguns dias. Isto é, nunca são faltas de comboios iguais de dia para dia. Os responsáveis da CP, a começar pelo seu Presidente, têm justificado essas falhas no transporte ferroviário, com a greve que os maquinistas têm em curso. Se antes não havia supressão de circulações, houve o fim de alguns serviços, há uma greve de maquinistas, logo a razão daquelas supressões só pode ser desta greve. Mais, como a intermitência das falhas não é regular, diz-se e dá-se a entender que são greves a bel-prazer de cada um, “à la carte” e que a breve trecho implicam o fecho de mais linhas, por falta de passageiros.

Mas examinemos mais de perto e esmiucemos a questão. Os maquinistas têm vindo a encetar, desde fins de Dezembro do ano passado, uma greve ao trabalho para além das 8 horas diárias, a mais de 5 horas consecutivas de trabalho sem qualquer pausa para descanso, ao trabalho extraordinário, e desde Julho, juntamente com todos os outros ferroviários, greve aos dias de descanso semanal e aos feriados. É certo que acabaram certos serviços, em que inclusivamente foram deixadas populações inteiras sem qualquer tipo de transporte e há esta greve, nestes moldes, que vem demonstrar aquilo que era evidente: a CP tem falta de pessoal. Servia-se dos seus funcionários, ela sim “à la carte”, para suprir essa lacuna, pagando um preço muito inferior, no orçamento anual, do que se tivesse de admitir mais pessoal para completar a falta de quadros. Menos contribuições para a Segurança Social, menos TSU a pagar ao Estado, menos preocupações com a gestão de recursos humanos, mais IRS retido na fonte, pois com o aumento do valor a receber, os escalões por cada trabalhador, subiam . Era um negócio que lhe era bastante favorável. Nunca se queixou que havia funcionários seus que não tinham um único descanso durante meses. E não vale a pena dizer que esses funcionários também não se importavam de trabalhar assim, até ganhavam mais, porque na realidade quem não o fizesse era logo apelidado de “não colaborador com o serviço” e “quando precisares de alguma coisa já estás aqui na lista negra”. Isto tudo com o beneplácito de todos os sectores dirigentes da empresa. Era um negócio que lhe era bastante favorável, além de ter um certo número de profissionais debaixo da sua alçada.

O caricato neste queixume da empresa, é que não tem havido supressões, nem falta de pessoal, nos comboios Alfa e Intercidades. Seria lógico que com estes comboios se passasse o mesmo do que com os regionais, suburbanos e mercadorias, mas não. É que a empresa, para estes comboios, tem desviado pessoal disponível e são estes os comboios que garantem uma boa parte das receitas. Além de que se encontram, maioritariamente, no tal eixo estratégico, único que a empresa e o Estado têm interesse em explorar, que é o eixo Faro/Lisboa/Porto/Braga, e tudo o resto é paisagem.

Continuando a esmiuçar, verificamos que há maquinistas com pedidos de transferência, de Depósitos centrais para outros regionais, mas que não lhes são dadas essas transferências. São os casos de um colega de Lisboa-Stª Apolónia e outro da Bobadela, com pedidos para o Algarve, mas a quem não são concedidas as transferências com o argumento de que nada será feito enquanto a greve durar. Mesmo nesses Depósitos há maquinistas que não têm os cursos de certas automotoras, no caso as UDD 450, e que como tal não podem ir fazer serviço, por exemplo, ao Oeste, linha onde a intermitência de comboios se tem feito sentir. E os cursos dessas unidades não podem ser dados, porque nada será feito enquanto a greve durar.

No Algarve, há um caso ainda mais grave, que é o de um Colega que esteve os primeiros seis meses do ano passado de baixa, por problemas na coluna, provocados pelas más condições de trabalho que sempre ali se verificaram, com a linha completamente degradada, condução durante anos a fio em cima das 1200, que se tinham de conduzir de pé durante horas. Como durante este tempo de baixa as UTD 600 foram substituídas pelas UDD 450, não pôde tirar o curso desta unidade, embora quase todos os maquinistas daquele Depósito o tivessem tirado, mesmo havendo greve. Quando voltou ao serviço, e como estava retirado da condução, não lhe foi ministrado o curso, não se sabe porquê. Passando à situação de apto para todo o serviço em Fevereiro, já decorria esta greve, pelo que não lhe dão o curso, porque nada será feito enquanto a greve durar. Está neste momento fora de escala (sem fazer nada), manietado por uma gestão de pessoal que só vê culpas na greve dos maquinistas. No entanto, continuam a ser suprimidos comboios por falta de pessoal. E a este mesmo Colega, foi-lhe negado o direito de gozar férias durante as suas férias escolares, pois é trabalhador-estudante e detentor do respectivo Estatuto, alegando a empresa, primeiro, com uma lei (116/97 de 4 de Novembro) que já tinha sido revogada pelo primeiro Código do Trabalho (2003), depois, com o argumento de que não se aplicava lei nenhuma e, ultimamente, com o que está decidido, decidido está.

Por estes exemplos se vê que não é por culpa da greve dos maquinistas que em determinadas zonas do País há falta de comboios. Até porque se os maquinistas e todos os outros ferroviários têm neste momento diversas formas de luta, deve-se única e simplesmente ao não cumprimento, por parte da CP, do que ficou assinado, de livre vontade, entre a administração e os representantes dos trabalhadores. Deve-se ainda ao roubo que a Tróica nos quer fazer do resto do salário e do trabalho e que as novas alterações ao CT vêm facilitar. A luta dos ferroviários é a luta de todos os trabalhadores portugueses. Como tal só há que prosseguir nesta via, em conjunto com os outros trabalhadores de Norte a Sul do País, pela organização de uma nova Greve Geral Nacional que vise o derrubamento deste Governo, a recusa do pagamento de uma dívida que além de impagável, não é nossa nem foi contraída em nosso benefício e pela imposição de um Governo Democrático Patriótico, cujas primeiras medidas sejam a favor do Trabalho, do desenvolvimento da economia e contra o bode expiatório de que quem trabalha é que é o responsável pelo estado de degradação social a que o País chegou .


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CP (Coimbra) - Mais um dia de greve com sucesso dos trabalhadores ferroviários

(do nosso correspondente)

placar-comboios-01Dia 4, foi dia de feriado municipal em Coimbra. Como tal, foi dia de greve do sector ferroviário nos Depósitos daquela cidade. Greve essa, que a exemplo de outras cidades do País, decorreu com uma adesão de 100%. Foram afectadas as linhas do Oeste, Vouga e Norte, e com maior incidência o serviço suburbano. Dos primeiros 11 comboios, nenhum se efectuou e, dos 91 previstos, apenas 44 circularam, por serem compostos por tripulações de outros Depósitos.

Se a resposta ao afrontamento do roubo do trabalho e do salário já tinha sido dada de forma clara a nível nacional, também nestas greves que apenas abrangem algumas zonas do País, essa resposta não deixou de ser dada de forma cabal. De Lisboa ao Porto, passando pelo Barreiro e agora Coimbra a determinação foi só uma: Greve total.

Há que prosseguir a luta preservando a unidade que está criada em torno de objectivos claros e precisos, por todos os ferroviários e não deixar que algumas franjas, seja em zonas do país com menor número de colegas, seja naqueles sectores e elementos mais recuados, se deixem levar pelo embalo de que se calhar devíamos abrandar a luta para dar algum fôlego à empresa. O caminho é lutar, contra este Conselho de Gerência, ou outro de igual ou pior valia, e contra a tutela seja do Passos ou de outro qualquer lacaio do imperialismo germânico e da Tróica.

A luta já deu alguns frutos e o último foi o de obrigar a secretaria de estado dos transportes a sentar-se à mesa para dialogar com o SMAQ. Quem ousa lutar, ousa vencer.


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A luta dos maquinistas da CP continua por todo o mês de Julho

(do nosso correspondente na CP)

placar-comboios-01A greve iniciada em Dezembro de 2011, tem um novo prolongamento, pelo menos até ao fim de Julho, em moldes iguais aos que se vinham a verificar no mês de Junho. Isto é, greve ao trabalho extraordinário, incluindo o trabalho em dia de descanso semanal (PB), em dia de feriado (PE) nos termos do AE – SMAQ/CP EPE 2003, com falta de repouso mínimo previsto na cláusula 22ª do AE-SMAQ/CP, à prestação de todo e qualquer trabalho não contido entre as horas de entrada e de saída do período normal de trabalho diário atribuído nas escalas de serviço e nos termos da cláusula 20ª do AE – SMAQ, à prestação de todo e qualquer trabalho incluído e resultante de toda e qualquer alteração às escalas de serviço em vigor à data do início da greve, incluindo às alterações das rotações de escala individualmente atribuídas com referência à mesma data, à prestação de todo e qualquer trabalho que ultrapasse as oito horas diárias, a todo o tempo que ultrapasse mais de cinco horas consecutivas de trabalho sem pausa para tomada de refeição e à prestação de todo e qualquer trabalho nos comboios efectuados com Locomotivas a Vapor. Os objectivos imediatos desta luta são:

1. Contra a perseguição disciplinar dos trabalhadores da Tracção desencadeada pelos Conselhos de Administração da CP EPE/CP Carga SA.

2. Repúdio das políticas de desmantelamento do Caminho-de-ferro e anulação dos postos de trabalho; supressão de comboios de passageiros, com o argumento da greve, com maquinistas disponíveis.

3. Pelo cumprimento integral dos acordos em vigor, designadamente de 21 de Abril e 09 de Junho de 2011; contra as medidas das Administrações da CP EPE/CP Carga S.A. que visam reduzir os salários dos trabalhadores.

4. Contra as medidas da Administração da CP EPE e CP Carga SA que restringem, abusivamente, o exercício da actividade sindical e o direito à greve.

5. Cumprimento do Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, datado de 16 de Dezembro de 2010, com aplicação a todos os associados do SMAQ da média da retribuição variável devida a cada trabalhador – retribuição de férias e subsídios de férias e Natal.

6. Definição das funções/responsabilidades em “Dupla Tripulação da Tracção” nas cabinas de condução das unidades motoras.

7. Escalas de serviço – aplicação das regras respeitantes à tomada de refeição, entradas e saídas de serviço na sede, afixação dos horários de trabalho diário/semanal, tempos de preparação e resguardo das unidades motoras. Garantia de três fins-de-semana consecutivos, no mínimo, na programação dos descansos em escalas de serviço.

8. Plano de intervenção nas unidades motoras para melhoria das condições de trabalho dos Maquinistas/ligação de cabos eléctricos entre Unidades Motoras, realização e acompanhamento de manobras e estacionamento/resguardo/marchas em vazio.

9. Condições de prestação de trabalho e repouso/alojamento dos Maquinistas, com a realização de auditoria para apuramento de responsabilidades na gestão, lesiva dos interesses das Empresas e dos trabalhadores no que respeita à contratualização dos serviços das unidades hoteleiras e dormitórios /transporte de táxi, (quantificação comparativa de custos, duplo registo de utilização de quartos e eventuais utilizações abusivas, trabalho extraordinário/abusivo e ilegal nos comboios de Évora, atribuído pela CP Longo curso).

10. Actualização do plano de rescisões dos contratos de trabalho por mútuo acordo, reestruturação dos Centros de Trabalho da Tracção, correspondente efectivo e preenchimento de vagas/transferências.


No decorrer da luta, algumas das reivindicações já foram conquistadas, nomeadamente as 8 horas diárias, o tempo para refeição (TR) não ser além de 5 horas consecutivas de trabalho e os descansos em Faro e Évora, o que só prova que vale a pena lutar. Quem ousa lutar, ousa vencer.

Há no entanto outras questões para que os maquinistas, e outros ferroviários, têm de estar atentos. São questões que se encontram no seu seio. Assim, tem-se revelado um punhado de fura-greves, normalmente afectos a sindicatos da Intersindical, que sistematicamente, e apelando a sentimentos retrogrades - como o de que devíamos aliviar a luta para dar lugar às conversações - têm vindo a furar a greve de forma subreptícia. Para alguns desses Colegas, que ainda estão iludidos com a política da Intersindical, há que trazê-los para o nosso campo de forma persuasiva. Também há que ter atenção às próprias direcções daqueles sindicatos que tudo têm vindo a fazer para cavalgar esta luta, levá-la para becos cuja saída que apenas eles conhecem e que acabam por ser sempre a capitulação, a desmobilização, o fado eterno de que não podemos fazer mais nada senão “reforçarmos a unidade na acção”, marcar reuniões nos ministérios, para mendigar o que é nosso e convocar manifestações que depois são convertidas em passeatas do Marquês ao Terreiro do Paço e onde são aprovadas em 5 segundos, Resoluções de pedinchice e sem qualquer objectivo avançado e que traga a tal “unidade na acção” com cariz de luta e de vontade de defesa dos direitos de quem trabalha. Prova disto, foi aquela concentração de dirigentes e delegados sindicais do passado dia 5, no Rossio em Lisboa, aparentemente de todo o sector dos transportes e comunicações, mas onde só estiveram estruturas próximas da FECTRANS/INTER, pois foram os únicos a ter conhecimento de tal concentração (não fossem por lá aparecer também alguns trabalhadores desempregados e exigissem, não uma reunião com o ministro para discutir as “políticas alternativas”, mas a própria demissão do ministro e de todo o governo). E como se não bastasse, aprovaram uma resolução, dando a entender que era todo o sector dos transportes que ali se encontrava, quando muitos sindicatos apenas tiveram conhecimento daquela realização através da comunicação social, como foi o caso do SINDEM do Metro de Lisboa. Ou ainda o caso do Álvaro Pinto, revisor e dirigente do SNTSF/INTER, que não teve qualquer pejo em se deixar identificar, numa entrevista para a TVI, como maquinista e representando um pretenso Sindicato de Maquinistas do Norte. Quanto a estas direcções sindicais, são apenas um empecilho e como tal devem ser demitidas e eleitas outras, compostas por homens e mulheres que estejam realmente empenhados em lutar. Caso isso não seja possível, temos de formar novos sindicatos e trazer aqueles trabalhadores que têm vontade de lutar, mas por oportunismo das suas direcções sindicais, não o podem fazer.

O exemplo dos maquinistas deve ser seguido e divulgado. Os revisores e operadores de bilheteira já começaram a fazê-lo, outros se devem seguir. Há já exemplos de outros companheiros dentro do sector dos transportes que seguem o mesmo caminho. Agora temos de unir todas essas forças e de forma concertada dar respostas precisas e certeiras aos ataques da Tróica e do seu governo.

E essa resposta tem de passar pelo derrube do governo fascista do PSD/CDS, o repúdio do pagamento de uma dívida que não é nossa, nem foi contraída em nosso proveito, a implementação de um Governo Democrático Patriótico que tome medidas imediatas de protecção ao Trabalho.


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A Greve na CP (Barreiro) - Ferroviários cumprem com rigor e sucesso mais um dia de greve nos feriados

(do nosso correspondente)

placar-greve-comboios-01Mais uma vez, os ferroviários demonstraram a sua coesão e disposição para a luta. Desta feita, foi na Linha do Sado, por ser feriado na cidade do Barreiro, que se desenrolou mais uma jornada de luta com paralisação total. Desde a véspera que a circulação foi afectada, não se tendo realizado no final do dia 27, sete comboios. A Administração nada mais pode dizer senão confirmar estes números. A recusa ao trabalho extraordinário, dias de descanso semanal e feriados, cumpriu assim um mês, com praticamente todos os sindicatos representativos do sector ferroviário no mesmo movimento, secundando o sindicato dos maquinistas (SMAQ), que de forma ininterrupta se encontram em greve desde Dezembro do ano passado.

A luta contra o roubo do salário e do trabalho, encontra-se numa fase em que é necessário estar atento a todas as manobras. Hoje mesmo, o SMAQ enviou a sua resposta de recusa, a uma proposta da empresa para que desconvocasse a greve, sob o pretexto de duas das reivindicações serem aceites, nomeadamente as dormidas em Faro e Évora. No entanto, para a realização do comboio a vapor no Douro, pretendiam o pagamento desse serviço, em dia de descanso e com o famigerado pagamento a 50%. A resposta daquele sindicato foi inequívoca, “Esta posição do SMAQ resulta da indisponibilidade da Empresa para aceitar uma resolução global do conflito no que respeita ao trabalho extraordinário, dia de descanso/feriado”. Outras manobras têm sido tentadas, como o pagamento dos dias de descanso e feriados, a Inspectores e fura-greves, ao preço do acordado em AE. Por isso a luta tem de se travar não só contra a Administração e o Governo, mas também na persuasão daqueles colegas que, iludidos, executam tarefas que não estão de acordo com a presente luta, principalmente alguns Inspectores.


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Greve a 100% na CP (Porto) - A luta dos trabalhadores ferroviários está firme e prossegue com sucesso!

(do nosso correspondente)

placar-comboios-01Foi cumprido mais um dia de greve aos feriados, no sector ferroviário, agora na zona do Porto, por ser feriado municipal nesta cidade. Esta greve, a exemplo das últimas, decorreu com uma adesão de 100%, ainda que tenham circulado três comboios, que foram realizados por trabalhadores afectos ao posto de Aveiro e seis na linha do Douro, efectuados por trabalhadores do Posto da Régua, onde não era feriado em nenhuma destas cidades. Um Alfa Pendular, com destino a Lisboa, foi também suprimido. Nos suburbanos e na Linha do Minho, não se efectuou mais nenhum comboio, pois todos os trabalhadores dos Depósitos de Contumil e São Bento, estiveram em greve.

Mais uma vez os trabalhadores ferroviários demonstraram a sua força e vontade de lutar, não se deixando levar pelos cantos de sereia da Administração e do Governo, sobre a inevitabilidade do roubo do salário e do trabalho a mando da Tróica. A unidade e coesão têm sido as armas para enfrentar a opressão que foi desencadeada com vista a vergar-nos. A luta vai ter de continuar até à total reposição do que foi acordado e do que nos têm roubado até agora.


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A Greve na CP no dia 13 de Junho (feriado municipal em Lisboa) - A luta dos ferroviários irá até ao fim

(do nosso correspondente)

placar-comboios-01Conforme já esperado, decorreu novamente com uma adesão de 100% a greve de 13 de Junho, na região de Lisboa, dos trabalhadores ferroviários. De todos os comboios suburbanos das linhas de Sintra, Azambuja e Cascais, nem um se moveu, demonstrando a firme vontade de lutar e vencer destes trabalhadores.

Lutar e vencer contra o roubo do salário e do trabalho, contra o desmantelamento da rede ferroviária nacional, contra as más condições de trabalho e descanso, contra as prepotências da Administração e da tutela, pela aplicação dos acordos de 9 de Junho de 2011, livremente assinados. Ao longo do dia fomos ouvindo falar dos prejuízos que esta greve causou à empresa, mas nem uma palavra sobre aquele outro que é devido aos trabalhadores desde 1996, que por decisão judicial já devia ter sido pago e que o Conselho de Gerência se recusa terminantemente a pagar.

Tentam fazer passar para os outros trabalhadores, a ideia de que são os ferroviários os responsáveis pela má gestão da empresa, quando estes desde há muito que estão a ser roubados, ficando esta com dinheiro que é nosso por direito, pois foi fruto do nosso trabalho. Somos nós é que devemos pedir contas desse dinheiro.

Mas se pensam que nos isolam, estão bem enganados, pois continua a alastrar o apoio de outros trabalhadores à nossa luta que muitos deles vêem já também como sua. Basta correr as redes sociais para se ver o apoio, dado de forma inequívoca, da parte de trabalhadores que se identificam e à empresa onde trabalham, sem medo.

O derrube do governo fascista do PSD/CDS, a expulsão da Tróica, a recusa de pagamento de uma dívida que não é nossa, nem foi contraída para nosso benefício e a instauração de um Governo Democrático Patriótico, devem ser os objectivos próximos destas lutas.


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Greve dos ferroviários da CP no 10 de Junho, com 100% de adesão!

(do nosso correspondente)

placar-greve-comboios-01A greve de ontem, 10 de Junho, decorreu nos mesmos moldes da de dia 7, com 100% de adesão, o que só demonstra a vontade e unidade férreas dos ferroviários em lutar contra os roubos do salário e do trabalho. Recorde-se que os trabalhadores ferroviários da CP se encontram em greve ao trabalho em dia feriado (PE), em dia de descanso semanal (PB), a mais de 8 horas diárias e 5 consecutivas, assim como se encontram em luta contra o roubo deste tipo de trabalho já realizado, desde Janeiro e que a administração e o governo pretendem agora vir retirar todo o valor que ultrapasse os 50% por cada dia trabalhado naqueles moldes. Além de continuarem este ano a roubar-nos o subsídio de férias e de Natal, de todos os meses nos roubarem uma percentagem para o Orçamento de Estado (imposição da Tróica), ainda nos pretendem roubar o salário dos dias feriados e de descanso, em que a empresa precisa de nós, pois não admite mais trabalhadores. Como se não bastasse impor um preço do trabalho que não foi acordado com ninguém, ainda tentam que dias depois daquele trabalho efectuado, em que quase temos de pagar para ir trabalhar, fiquemos em casa para consumar os 50%. Isto é, obrigam-nos a trabalhar no feriado, quando a família e os amigos estão em casa, para depois nos “darem” o dia quando a família e os amigos estão a trabalhar, ou pelo menos não terão a mesma disponibilidade como num dia feriado, pois nos dias de semana o mais provável é andarem à procura de emprego.

A unidade e coesão irão manter-se e os trabalhadores ferroviários, têm de persistir na luta pelo tempo que for necessário para conseguirem os seus objectivos que são no fundo os objectivos de todos os trabalhadores: a luta contra o roubo do salário e do trabalho, a luta contra as imposições do imperialismo germânico consubstanciados nos acordos de traição assinados com a Tróica.
 

Greve na CP - Mais uma grande vitória dos maquinistas e trabalhadores ferroviários


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