1 de Outubro de 2026

 CampanhaFundos202206

A Falácia da Igualdade no Acesso ao Ensino
Por um ensino científico, crítico e democrático!

O direito ao ensino está consignado no art.º 34 da constituição da República – 1 – Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.

Todos os membros do governo juram cumprir a constituição quando tomam posse. No entanto, a realidade mostra à evidência que tal não acontece e que muitas são as varáveis que, de forma mais ou menos oculta, contribuem para tal.

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A NOVA PRESTAÇÃO SOCIAL ÚNICA (PSU) FOI APROVADA…

Sob o pretexto de “simplificar” os apoios sociais, o Governo prepara uma nova ofensiva contra os trabalhadores e as camadas mais pobres. A Prestação Social Única junta 13 prestações e introduz critérios que podem reduzir apoios e excluir beneficiários.

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Trabalhadores da Super Bock Conquistam a Semana das 35 Horas!

No último dia do mês de Julho, a Super Bock aplicou as 35 horas semanais de trabalho, uma medida que há muito é uma necessidade para a classe operária em Portugal e que o nosso partido tem encabeçado.

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  12Out2026

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Visita de Marco Rubio à Europa
Morte à Subserviência Burguesa ao Imperialismo!

O PCTP/MRPP manifesta o seu mais vivo repúdio, bem como o da classe operária portuguesa, pela visita do secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, a Portugal e denuncia a asquerosa subserviência a potência estrangeira da burguesia portuguesa através do chefe do governo Montenegro e do ministro lambe-botas Rangel.

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 Honra ao Camarada 
Carlos Nascimento

CarlosNascimento

Faleceu ontem, ao final da tarde o camarada Carlos Nascimento, miltante do PCTP/MRPP, membro da célula dos CTT e também do Comité de Sintra durante os anos 70 e 80 no século passado. O camarada esteve sempre presente na listas do Partido às eleições burgueses. Tinha 85 anos.

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CINE ARMA

Uma Breve Nota Sobre a Passada Crítica Cinematográfica

Em primeiro lugar, saúdo a apreciação crítica apresentada pela camarada Rafaela e Andreia, no Luta Popular de Junho, relativa a um dos filmes/documentário mais importantes do pós 25 de Abril: “O que Farei eu com esta Espada” de João Cesar Monteiro, cuja revisitação se torna obrigatória, sobretudo agora que ainda se comemoram os cinquenta anos do 25 de Abril, comemorações em que a burguesia pretende claramente reescrever a História.

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A Juventude Estudantil Põe-se 
do Lado do Proletariado na Luta de Classes

Camaradas,

Aqui estamos hoje, neste 1º de Maio, reunidos para celebrar os trabalhadores portugueses, para comemorar e homenagear o sacrifício e a memória dos camaradas que tanto lutaram para tornar este dia possível. Lembramos a memória de Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, bravos camaradas assassinados a sangue-frio pela sua dedicação à verdadeira luta comunista, respectivamente, pela polícia política salazarista e pela UDP, traidora da sua própria causa.

Opinião

Malfeitores Na CIFIAL de Santa Comba Dão: Quem São?

Malfeitores
Na CIFIAL de Santa Comba Dão:
Quem São?

 (Do nosso correspondente em Santa Comba Dão) Como tem sido noticiado aqui, no nosso jornal Luta Popular Online, há longo tempo e por diversas vezes que vários trabalhadores da CIFIAL – Indústria de Cerâmica, S.A., em Santa Comba Dão, têm vindo a apresentar queixas denunciando as graves condições de trabalho existentes nesta fábrica, sem que uma só vez tenham obtido qualquer resposta por parte da ACT de Viseu!

Ao ter conhecimento da grave situação, o nosso Partido decidiu, ele próprio, intervir junto da Autoridade para as Condições do Trabalho em Lisboa, dirigindo ao Inspector-Geral do Trabalho uma participação onde denuncia as graves irregularidades que há longo tempo são praticadas naquela fábrica.

E, eis que o milagre acontece!...

Coisa de que não há memória tenha ocorrido antes na CIFIAL; duas digníssimas representantes da ACT, durante o período da tarde de segunda-feira, dia 23 de Janeiro, inspeccionaram longamente as instalações e recolheram depoimentos junto dos elementos da nomeada Comissão de Delatores fiéis lacaios do engenheiro Ramos e dos patrões…

Mas, até agora, o que foi que mudou? Nada!

Os secadores continuam a verter gás; o amianto e os tectos a ameaçar ruir, lá estão; as pastas sem qualquer qualidade, a impedir a fabricação de funcionar, são o último grito da irresponsabilidade e da incompetência de uma gerência vendida aos jogos e interesses obscuros do capital!

Pois, em vez de tomar medidas imediatas no sentido de eliminar os perigos para a saúde e a própria vida dos operários, o que fez o senhor engenheiro Ramos?

Este técnico, ele próprio responsável em boa parte pela situação de caos existente nesta empresa, ficou preocupado mas foi em descobrir quem são os “malfeitores” que deram a conhecer as criminosas irregularidades que diariamente põem em risco a saúde e a vida dos trabalhadores; e, tal como já fez em anteriores ocasiões, tratou de pôr em campo os seus cães de fila para amedrontar e tentar virar os trabalhadores uns contra os outros…

Mas olhai à vossa volta – senhores Ludgeros, Ramos e respectivos lacaios! 

E vereis que os únicos e verdadeiros malfeitores sois vós!...

Pois que as operárias e operários revoltados com a situação são apenas mulheres e homens fartos de ser humilhados e escravizados que exigem ser tratados com dignidade e que sejam tomadas medidas imediatas quanto à melhoria das suas condições de trabalho!

O nosso Partido, que é o Partido de todos os trabalhadores e trabalhadoras da CIFIAL, continuará a exigir da Autoridade para as Condições do Trabalho a inspecção das instalações da CIFIAL, até que sejam plenamente respeitadas as condições salariais, de saúde, de higiene e segurança do trabalho naquela fábrica e seja posta a nu a escandalosa protecção da Cifial pela ACT de Viseu, com manifesto prejuízo dos trabalhadores.

Fogo sobre os semeadores do medo!

Viva a classe operária!

31.01.2017

Viriato

 

 



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Esbirros da PSP ao Serviço dos Banqueiros Chineses

Esbirros da PSP ao Serviço dos Banqueiros Chineses

(Da nossa correspondente Isabel) Hoje, cerca das 10H00, dois esbirros da PSP dirigiram-se a uma mulher de nacionalidade moldava que se encontrava a pedir esmola sentada no passeio junto ao banco chinês Haitong, na Avenida Alexandre Herculano, em Lisboa, exigindo-lhe, sem qualquer fundamento, que saísse dali.

Estando a passar no local e ouvindo esta ordem arbitrária, interpelei imediatamente os polícias, perguntando-lhes se o passeio não era público e, além disso, por que razão quando esta pobre mulher se encontrava em frente à pastelaria do outro lado da rua, nunca fora molestada e, agora, por se achar perto do banco chinês, já lhe era proibido ficar, como se aquele passeio tivesse passado a ser propriedade dos chineses.

Irritados por terem sido apanhados a executar ordens dos banqueiros chineses, os esbirros da PSP pediram-me a identificação.

Retorqui que me identificava, mas se eles se identificassem primeiro.

Nessa altura, retiraram-se cobardemente do local, desistindo dos seus intentos de lacaios, provocatórios e ilegais.

Em conversa com a pobre mulher vítima desta prepotência, fiquei a saber que tinha vindo da Moldávia com o marido e que este se encontrava a viver num contentor numa zona perto da obra onde trabalha doze horas por dia.

13.01.2017

Isabel




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Terror Policial na Quinta do Mocho

Terror Policial na Quinta do Mocho
(do nosso correspondente com o deputado municipal do Partido na Assembleia Municipal de Loures)

2015-12-03-01Pelas 07H00, mais de duas centenas de esbirros da polícia de choque desembarcaram na Quinta do Mocho, em Sacavém, sitiando por completo este bairro municipal, cujos moradores têm sido vítimas de sucessivas acções de perseguição policial, visando em particular cidadãos portugueses de origem africana.

2015-12-03-02Sob o pretexto da realização de buscas domiciliárias, a policia ocupou o bairro durante mais de quatro horas, investiu contra os moradores, arrombou portas, destruiu selvaticamente o interior das já de si paupérrimas habitações, aí lançando o pânico nas crianças ainda a dormir e nos homens e mulheres que se preparavam para iniciar mais uma sofrida e penosa jornada de trabalho.

Pelo menos numa das casas assaltadas pelos esbirros da PSP que visitámos juntamente com o deputado municipal do Partido na assembleia de Loures, era visível o rasto do vandalismo praticado pela polícia, que, para tentar justificar a destruição e o terror intimidatórios, exibiam documentos para detenção de pessoas que não só não viviam nessa casa como nem sequer eram conhecidas dos moradores do bairro.

2015-12-03-03Esta investida terrorista é mais uma acção para controlar o bairro e reprimir qualquer revolta, em particular por parte de jovens desempregados, famintos e discriminados, agora desencadeada pelo novo governo do Hollande português, com o apoio dos partidos ditos de esquerda BE e PCP.



03.12.2015



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Naufrágio do Arrastão Olívia Ribau

Naufrágio do Arrastão Olívia Ribau
(do correspondente na Figueira da Foz)

Mais uma vez se assiste a um naufrágio na barra da Figueira da Foz.

Desta vez, segundo populares que ouvi, houve MUITA negligência das autoridades marítimas, na medida em que afirmam que em pleno dia, 19h e poucos minutos e perante os audíveis pedidos de socorro das vítimas que se encontravam a escassos metros da costa, estes, os 1ºs só chegaram cerca de 45m depois !!... o próprio helicóptero de socorro teve que ser pedido ao Montijo, PASME-SE !! Há uma Base aérea, a nº5, a poucos km da Figueira da Foz (mas será que esta só serve para fazer executar exercícios nocturnos que de tempos a tempos muito incomodam a noite e o descanso dos habitantes da cidade e arredores ??!! )

Os tripulantes do arrastão OLÍVIA RIBAU, de 20m, alguns eram naturais da Figueira da Foz, sendo mais propriamente da Leirosa (Fig. da Foz) os 2 irmãos sobreviventes, de 40 e 41 anos respectivamente, de Mira (1) Caxinas (1). O pescador cujo corpo acabou por ser resgatado, era natural da Cova -Gala (São Pedro, Figueira da Foz) e tinha 56 anos. Continuam por resgatar os corpos do mestre, de 41 anos, natural da Costa de Lavos (Figueira da Foz), de um pescador de Mira, de 40 anos, de um pescador natural de Ílhavo, com 57 anos, por último falta também resgatar o corpo de um pescador de 41 anos natural da Cova-Gala, São Pedro, Figueira da Foz.

De estranhar continua sendo a total revolta dos populares que assistiram ao naufrágio e eram muitos que ao final do dia se encontravam não só em actividade de pesca á linha, no molhe Norte da barra, bem como de outros que praticavam os suas caminhadas do final do dia, junto ao molhe norte, pela demora e inoperância das autoridades marítimas para prestarem o devido e atempado socorro ás vítimas. De tal forma os ânimos se estavam a exaltar, que a PSP foi chamada ao local para controlar a situação.

A mota de água utilizada no salvamento dos 2 pescadores náufragos, foi por mote próprio de um Policia que estava de folga !! Quanto ás autoridades responsáveis... limitam-se a desmentir a população que assistiu ao vivo e a cores ao desenrolar da dantesca situação e ás múltiplas falhas que por estas lhes são apontadas, o que já não é de estranhar, uma vez que neste País se passou a cultivar a pouca vergonha de "culpa tem sempre que morrer solteira" , o que causa não só um acentuado desconforto, mas também uma acentuada e justa revolta, por parte do seu demasiado e untrajado povo trabalhador.
Há pouco, perto do meio-dia, eram visíveis na zona da barra os "tardios" meios de busca e salvamento, o casco do arrastão naufragado, bem como centenas de pessoas que acompanhavam o desenrolar dos acontecimentos, com justos comentários de revolta.

Como comentário pessoal, acrescento que lamento a forma como estes acontecimentos são de um certo modo repetitivos, porque se voltam, de uma forma cruel a desprezar os mais frágeis, aqueles que dão a vida sem reservas, para poderem ganhar o seu pão e das suas famílias, aqueles que de nada são donos, senão da sua enorme capacidade de sacrifício e que são as maiores vítimas das traições das" regras" despudoradas implementadas por um "governo" servil, a soldo de uma Alemanha que os faz curvar consciente e programadamente.

07.10.2015

Maria Isabel Costa

 




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Contra a Privatização dos Transportes - Greve de 24 Horas no Metropolitano de Lisboa

CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS TRANSPORTES
Greve de 24 Horas no Metropolitano de Lisboa
Publicado em 17.06.2015      Actualizado em 18.06.2015

(do nosso correspondente no Metropolitano)

GREVE 01Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam, amanhã, dia 18 de Junho, uma nova greve de 24 horas com início às 00H00 e termo às 24 horas, sendo que os trabalhadores dos serviços nocturnos da via iniciam o seu período de greve às 23h30 horas do dia 17 de Junho e terminam às 7 horas do dia 18 de Junho.

Embora chamando os seus associados a aderirem a esta greve e assinalando como seu objectivo impedir a privatização da empresa e a reestruturação em curso, integrando-a na luta pelo derrube do governo, o SINDEM demarcou-se da manobra oportunista da Fectrans (Intersindical) de associar esta greve a uma pseudo-semana de “luta” dos transportes.

Isto, contrariando a proposta de moção apresentada pelo Sindem, numa reunião das organizações dos trabalhadores do sector dos transportes, realizada no dia 1 de Junho, em que este sindicato defendeu, considerando estar a entrar-se numa fase decisiva da luta dos trabalhadores dos transportes para travar a privatização das empresas públicas do sector, designadamente a TAP, Metropolitano de Lisboa, Soflusa, Transtejo, CP e CP Carga, EMEF, REFER Carris e STCP, a realização de uma Greve Geral Nacional em todas aquelas empresas com a duração mínima de 24 horas.

Os trabalhadores do Metropolitano têm de tomar consciência de que a luta, que até agora têm exemplar e corajosamente travado, só terá êxito se for prosseguida conjuntamente com os trabalhadores das restantes empresas alvo da política terrorista e corrupta do governo de traição nacional Coelho/Portas, repudiando o oportunismo divisionista das direcções sindicais que persistem em, por esta forma, isolar estas greves, em lugar de reforçar a unidade dos trabalhadores contra um inimigo que intensifica desesperadamente o seu ataque, lançando mão de todos os meios para intoxicar a opinião pública para impor os ditames da tróica.
 

ACTUALIZAÇÃO

grevemetro01A greve iniciou-se como previsto às 00h00 e  prolongar-se-á até às 24H00. Pelas 23h30 as circulações foram sendo parqueadas. A paralisação dos sectores operacionais ronda os 100%.

Os trabalhadores do metropolitano entregaram o aviso-prévio de nova greve de 24h00 para o próximo dia 26 de Junho.

 








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Motoristas de Transportes de Mercadorias em Greve

Motoristas de Transportes de Mercadorias em Greve

Mostrando o aumento da exploração sobre os trabalhadores, recebemos do nosso correspondente no Porto um texto e um vídeo com uma entrevista dada pelos motoristas dos Transportes Nogueira durante a realização da última greve e que passamos a transcrever.


FAMALICAÇÃO, TRANSPORTES NOGUEIRA
Um sinal: 11 dias de Greve em Dois Meses
Publicado em 31.05.2015 

GREVE01De 6 a 11 de Abril, motoristas da Transportes Nogueira (TN) estiveram em greve em simultâneo com os motoristas da ZAS - transportes e logística da zona Norte, pertencente ao grupo Jerónimo Martins e da Patinter SA, cuja greve terminou no dia 10. Em Maio, de 7 a 11, os motoristas da TN voltaram à greve- para os grevistas da TN são já 11 os dias de greve. É uma luta dura e com poucos exemplos entre nós por ser tão prolongada e determinada. 

Entre o primeiro e o segundo período da greve há a salientar o seguinte incidente: um grupo de motoristas pressionados assinou os papéis que lhes foram “apresentados” pelas chefias para a empresa deixar de proceder à transferência bancária da quota sindical para o sindicato; este facto apareceu aos olhos de todos os que souberam como uma saída significativa de sócios do sindicato; no entanto, a grande maioria destes “de-sindicalizados” foi ao sindicato pagar a quota e quer continuar a pagá-la, ou seja, manteve-se sócia do sindicato, mas sem que a empresa saiba, segundo informação do dirigente do STRUP Felipe Azevedo. É este o clima que se vive na TN…

Trabalham na TN 380 motoristas. Ao portão, em greve, estiveram cerca de 30; no estrangeiro, pelo menos dois que estão “de castigo” teriam aderido à greve se cá estivessem, dizem os companheiros; dos 30, um despedido recente, o António, diz que vai colocar a empresa em tribunal por despedimento sem justa causa; alguns outros estão com processos disciplinares às costas, especialmente os que tomaram a iniciativa de questionar a empresa e que pediram a intervenção da autoridade para as condições do trabalho.

O que leva a que a luta assuma este aspecto de greve prolongada e realizada por uma fracção pequena dos motoristas, é uma questão funda que radica na opressão capitalista - necessária à exploração da força de trabalho e que, pela forma como essa opressão se exerce, é particularmente sentida pelos motoristas - mas também no sindicalismo dominante.

Os antecedentes residem no que se seguiu à compra FRT Cargo Transportes S.A. pela TN em Janeiro de 2014. Os motoristas da FRT Cargo foram integrados na TN, mantendo o salário base que auferiam na FRT, o que é justíssimo, mas que “criava um problema”: esse salário situava-se, em termos médios, cerca de 190 € acima do salário base dos motoristas da TN.

O salário de um motorista, particularmente dos transportes internacionais, mas também dos transportes internos, não é só o salário base: há o subsídio de refeição, há as diuturnidades, há o prémio TIR, há, pode-se dizer, de forma generalizada o trabalho extraordinário, há, para casos específicos, o subsídio para transportes perigosos, e há, para os transportes internacionais, a cláusula 74.ª, que garante uma compensação monetária aos motoristas afectos ao transporte internacional (entre 300 a 400€ brutos 13 vezes ao ano), pela especial penosidade do trabalho.

Assim, como é que a TN faz? A maior parte destes componentes do salário – à excepção de algumas horas extraordinárias, do subsídio de risco e das diuturnidades – não são pagos como salário mas, no seu conjunto, como ajudas de custo de quilómetros percorridos. Dessa forma, torna-se impossível, para os motoristas, controlar o que é realmente pago, além de que constitui uma fuga às contribuições para a Segurança Social e ao IRS. É também por essa via que os salários dos motoristas da antiga FRT Cargo e da TN são igualizados, mas sem se perceber como, uma vez que as bases são totalmente diferentes. A prova é que são pagos a dois motoristas que se encontrem em iguais circunstâncias de serviços e antiguidade, mas com origem em cada uma das empresas, salários líquidos semelhantes, segundo os depoimentos recolhidos.

Há um outro aspecto também importante, decorrente da forma de pagamento ao quilómetro, e que é a justificação para colocar motoristas “de castigo”: quando estão parados no estrangeiro, não fazem quilómetros e, logo, não recebem essas falsas ajudas de custo. Assim, quando a empresa quer retaliar sobre um motorista, atribui-lhe um serviço para o estrangeiro para o qual ainda não tem retorno garantido e, depois da entrega, põe-no vazio num parque à espera que surja um serviço de retorno, pagando-lhe apenas o salário base, muito embora o motorista tenha os custos de estar no estrangeiro, para além, é claro, de o período que está longe da família ser acrescido dos dias de espera que, em alguns casos, chegam a ser duas semanas.

Todas estas ilegalidades levaram alguns trabalhadores a questionar a empresa. A ausência de respostas levou-os a denunciar o caso à ACT. A ACT apareceu, mas já passaram meses e nada mudou, excepto os processos disciplinares retaliatórios e os castigos que caíram sobre quem ousou questionar. Esse “hábito”, o dos processos disciplinares e mudanças de serviço retaliatórios e dos castigos, já fazia parte da “cultura” da empresa, mas chegou a um nível insuportável para uma parte dos motoristas.

Foram estas as razões que levaram à greve nos Transportes Nogueira. É claro que também são colocadas reivindicações relativas à aplicação do CCT do sector, nomeadamente a inclusão de todos os componentes do salário nos itens devidos e o seu cálculo não com base nos quilómetros percorridos, mas com base no acordado no CCT para cada uma dessas parcelas. A parcela mais significativa diz respeito à cláusula 74.ª que é um valor mensal independente da prestação de serviço extraordinário e dos quilómetros percorridos, cujo não cumprimento pela TN lhe permite o tipo de castigos que usa e a aldrabice generalizada. Além desse aspecto, um outro surgiu referente ao facto de o seu valor, embora fixo, ser calculado pelo preço de duas horas extraordinárias, querendo o patronato reduzi-lo com base na redução do preço das horas extraordinárias que este governo de traição nacional aprovou. Outra parcela importante é a que diz respeito ao trabalho extraordinário que não só desaparece parcialmente diluído no pagamento ao quilómetro como cujo tecto anual legal de 150 horas pode ser largamente ludibriado com as consequências conhecidas de cansaço e adormecimento de motoristas ao volante.

Outra motivação apontada para a greve é a localização da TN na estrada N14, via de grande movimento de transportes de mercadorias e, por isso, montra de mobilização de todo o sector. As buzinadelas de apoio dos motoristas passantes foram constantes durante a greve. Em Junho está previsto a realização de uma manifestação,em Lisboa, de todo o sector.

Em resumo: temos uma pequena fracção de motoristas que se dispõe a uma greve prolongada, motivados pela perseguição a que têm estado sujeitos e pela consciência de que a sua acção pode motivar o sector, que se encontra “todo esfrangalhado”, aproveitando a localização do portão da empresa numa via principal. A última “mensagem do dia” pregada às portas na empresa foi: “nunca desistiremos”.




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Porto - Mais um Trabalhador Assassinado

PORTO
Mais um Trabalhador Assassinado
Publicado em 22.05.2015

(do nosso correspondente no Porto)

2015-05-19-porto01O silêncio é a palavra de ordem na Câmara Municipal do Porto (CMP) de Rui Moreira – igual, nesse aspecto, à de Rui Rio – se o assunto é a morte de um seu funcionário, quando se encontra a trabalhar para a Câmara. Primeiro nada se diz, sob o pretexto de que ainda não foi realizado inquérito, nem sequer se esclarece a identificação do funcionário (deve ser porque até isso tem de ser previamente apurado em inquérito...). Depois do inquérito, continua a nada se dizer, a não ser o descartar de responsabilidades, imputando-as a situações imprevisíveis ou, mesmo, colocando-as sobre os ombros da própria vítima.

É um silêncio  criminoso com o qual a generalidade da imprensa colabora: são os “critérios jornalísticos” da maior parte da imprensa, nos quais não cabem notícias que afectem a credibilidade do poder burguês.

Joaquim Augusto Dias Barbosa, jardineiro de 41 anos de idade, ao serviço da CMP, morador em Paço de Sousa, morreu, no passado dia 19, pelas 21horas, em consequência da queda de uma grua, que cedeu quando levantava um tronco de árvore, deixando a viúva e uma filha de 17 anos órfã.

Como foi possível a grua partir, quando se içava o tronco, a não ser porque foi mal avaliada a capacidade e as boas condições da grua para levantar tal peso? Como é feita a fiscalização e a manutenção das máquinas ao serviço da câmara? Como e quem coordenou os trabalhos? Para o executivo de Rui Moreira, pouco importam as condições de segurança com que são feitos os trabalhos na autarquia, o que é preciso é cortar nos custos, nem que isso custe a vida aos seus trabalhadores.

Como foi possível, não ter sido estabelecido um perímetro de segurança, em redor das operações de elevação onde ninguém possa estar? Só se explica isto com o facto de para Rui Moreira e a sua camarilha tempo ser dinheiro.

Tudo isto foi possível e a consequência foi trágica: mais um trabalhador assassinado: só no espaço de oito dias morreram três trabalhadores devido à falta de segurança e condições de trabalho. Para que serve a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)?

Como se tem passado em tantos outros locais com acidentes graves e vítimas mortais, a ACT limita-se à já habitual abertura de um inquérito para averiguação dos acontecimentos, dando essas averiguações quase sempre em nada, ficando a fiscalização preventiva sempre por fazer, como o Luta Popular Online já por diversas vezes denunciou.

Neste caso, e para além da ACT, a responsabilidade deve ser assacada à Câmara Municipal do Porto, ao seu Presidente, enquanto responsável pela obra em causa, e que tem a obrigação de garantir que os seus funcionários desempenhem os trabalhos em segurança e de acordo com as suas qualificações.




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Greve de 24 Horas no Metropolitano de Lisboa, 3ª feira dia 19 de Maio

Greve de 24 Horas no Metropolitano de Lisboa, 3ª feira dia 19 de Maio
Publicado em 17.05.2015      Actualizado em 19.05.2015

logometro 01Os operários e demais trabalhadores do Metropolitano vão, mais uma vez, entrar em greve de 24 horas, com início às 00:00 e termo às 24 horas do próximo dia 19 de Maio, sendo que os trabalhadores dos serviços nocturnos de via iniciam o seu período de greve às 23:30 horas do dia 18 de Maio e terminam às 07:00 horas do dia 19 de Maio.

Para além da luta contra a privatização da empresa, O SINDEM conclama ainda os trabalhadores a realizarem esta greve com o objectivo do derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas.

Ao lacaios da administração têm vindo a criar um clima de terror laboral, com vista a levar a cabo os despedimentos já anunciados pelo presidente dos Transportes de Lisboa e que fazem parte do caderno de encargos.

Chamando os trabalhadores isoladamente, na presença de um grupo de quadros técnicos, o director da Gestão de Manutenção (GM), numa postura abertamente intimidatória, dirige-se-lhes, mesmo aos trabalhadores com restrições médicas comprovadas, da seguinte forma, vais ser transferido e tens que dar a resposta hoje… estes métodos, refinadamente fascistas, fazem tábua rasa dos Acordos de Empresa.

O mesmo presidente que tenta impor transferências de trabalhadores para outras empresas - que devem ser recusadas - e se preparam como ele próprio anunciou à comunicação social, para levar a cabo centenas de despedimentos, é o mesmo presidente que esconde ter sido responsável pelos defeitos de construção dos comboios aquando da sua montagem na Bombardier a que então presidia.

O SINDEM, em todos os plenários e reuniões de sindicatos da empresa e do sector dos transportes, defendeu sempre a greve geral nacional de 48 horas pelo derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas, e a constituição de um governo Democrático e Patriótico, como forma de impedir estas privatizações anti-operárias e criminosas.

Os trabalhadores têm de se unir como uma rocha sob uma direcção e uma política correctas, que vise o derrube do governo vende pátrias do PSD/CDS, lutando pela realização de uma greve geral do sector dos transportes com a duração, no mínimo, de 24 horas, discutida e aprovada em plenários nas empresas e bem organizada, com ocupação dos locais de trabalho, piquetes de greve e propaganda previamente distribuída aos utentes, explicando a situação e mobilizando-os para apoiar a nossa luta que é também a deles.

Do correspondente do Metropolitano de Lisboa.


ACTUALIZAÇÃO 

O camarada Garcia Pereira esteve com os operários e demais trabalhadores do Metropolitano de Lisboa no piquete de greve que se iniciou hoje às 00h00 e se prolonga até às 24H00. Pelas 23h30 as circulações foram sendo parqueadas. Desta vez a empresa cortou a energia, resultado das denúncias feitas pelos sindicatos do Metro de onde se destaca o SINDEM.

A paralisação dos sectores operacionais rondou os 95%.

Está marcada nova greve de 24 horas para 3ª feira dia 26 de Maio, com os mesmos objectivos.







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Assembleia Municipal de Moura - Moção do 1º Maio Separa as Águas

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MOURA
Moção do 1º Maio Separa as Águas
Publicado em 02.05.2015 

(do nosso correspondente em Moura)

Na última sessão da Assembleia Municipal de Moura, realizada em Santo Aleixo da Restauração no passado dia 28 de Abril, o deputado municipal, António José Valadas, presidente da Junta de Freguesia da Amareleja eleito pelo movimento UNIDOS PELA AMARELEJA PRÁ FRENTE, apresentou, a exemplo do que fizera já o ano passado, uma moção sobre o 1º de Maio, cujo texto adiante se transcreve na íntegra.

Na intensa discussão política que se seguiu, o PCP, pela voz do anterior presidente da câmara, José Maria Pós-de-Mina, tentando, à boa maneira social-fascista, desviar a atenção do verdadeiro conteúdo e alcance políticos da moção, não resistiu por começar a provocar o seu proponente, acusando o movimento Unidos pela Amareleja Prá Frente de constituir uma aliança do MRPP com o PS.

Em resposta, foi lembrado a Pós-de-Mina que, em matéria de alianças, nada ultrapassa a que o partido dele selou em Loures, pela mão de Bernardino Soares, com o partido de traição nacional no poder, o PSD.

Mas foi ainda dentro do debate desta moção que o PCP saiu mais uma vez desmascarado no seu oportunismo. É que, para além de persistir na defesa da táctica, por ele perfilhada há 40 anos, da aliança do povo-MFA e do pacto MFA-Partidos que conduziu à derrota do movimento revolucionário após o golpe de estado do 25 de Abril – opondo-se aqui à primeira parte da moção -, não deixou agora de manifestar concordância com a segunda parte da mesma moção, cujo conteúdo constava de moção idêntica apresentada o ano passado em sessão da assembleia municipal e que o PCP rejeitara conjuntamente com o PSD.

Resultado da votação: a moção foi rejeitada com os votos contra do PS e do PSD, a abstenção do PCP e o voto favorável do deputado municipal António José Valadas, seu proponente.
Mais palavras, para quê?


UNIDOS PELA AMARELEJA PRÁ FRENTE

MOÇÃO

Aproximando-se o 1º de Maio – Dia Mundial do Trabalhador -, a Assembleia Municipal de Moura saúda todos os trabalhadores e revolucionários que, antes e depois do golpe de estado de 25 de Abril de 1974, porfiaram sempre em lutar contra a exploração, pelo derrube do regime fascista de Salazar e Caetano e contra as ilusões abrilistas que lhe sobrevieram numa falsa democracia e numa não menos trágica aliança povo-MFA, pela emancipação dos explorados e oprimidos e por uma sociedade sem exploração nem opressão.

No momento em que o povo trabalhador português, e em particular o do nosso município, foi atirado para uma situação inaudita e intolerável de desemprego, de fome e de miséria, em consequência da política do governo de traição nacional PSD/CDS, imposta pela Tróica, e em que as liberdades e os direitos de quem trabalha são esmagados, em que os serviços públicos, como a saúde, o ensino e a justiça, são objecto de toda a espécie de cortes e consequente degradação, quando os reformados e idosos vêem as suas pensões roubadas e atingem níveis brutais de pobreza, sendo ademais obrigados a amparar filhos e netos desempregados e sem casa, quando, em algumas zonas do nosso concelho, o desemprego atinge mais de 25% da população activa, a Assembleia Municipal de Moura manifesta o seu repúdio pela política que conduziu a esta situação e exprime a sua inteira solidariedade para com a luta dos trabalhadores, desempregados, reformados e pensionistas e exorta todos os democratas e patriotas do concelho a unirem-se com vista a contribuírem para a constituição de um governo democrático e patriótico que assegure ao povo português a recuperação da sua independência nacional e resgate a sua soberania politica, económica, financeira, monetária e fiscal, libertando-o das grilhetas de uma dívida que já atinge mais de 220 mil milhões de euros e que se tornou impagável e insustentável.

Santo Aleixo da Restauração, 28 de Abril de 2015


Assembleia Municipal de Moura - PCP e PSD do mesmo lado contra moção sobre 25 de Abril e 1º de Maio






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Conservatório Nacional - Estudantes, Pais e Professores em Luta Pela Salvação da Escola de Música

(correspondência enviada por um familiar de estudantes)

2015-02-25-manifartistico01É sabido o estado de abandono, desprezo e destruição a que tanto o governo liderado por Sócrates e pelo PS como o actual governo PSD/CDS, votaram e votam a cultura e, no caso em concreto, o Conservatório Nacional.

Há cerca de 75 anos que o edifício não é sujeito a qualquer obra de restauro, ampliação, conservação ou, muito menos, modernização. Está, pois, a cair aos bocados e ameaça tornar-se, muito rapidamente, em mais uma das ruínas e destroços que abundam na capital.

A Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN), que representa uma parte significativa e significante da actividade desta instituição de ensino secular, ocupa cerca de 50 salas.

Na sequência de uma vistoria levada a cabo, por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, esta tomou a decisão de mandar encerrar e selar 10 dessas salas, isto é, um quinto do espaço disponível para as suas actividades.

Hoje, segundo dia de uma concentração realizada frente ao Conservatório Nacional para impor o financiamento e realização de obras imediatas, este vigoroso processo de luta, que vem de há muito mobilizando a opinião pública, obrigou a que a Direcção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino (DGESTE), organismo tutelado pelo Ministério da Educação se sentasse esta manhã com uma Comissão composta por representantes de professores, alunos e pais da EMCN.

Durante a supracitada reunião, a DGESTE assumiu o compromisso de libertar as verbas necessárias à concretização urgente e imediata de obras de conservação e restauro que permitam a reabertura das salas encerradas e a prática do ensino com qualidade e segurança em toda a escola.

Como actualmente têm de contar com a generosidade de outras instituições de ensino vizinhas – como é o caso do Passos Manuel – que cedem salas para poderem leccionar as matérias curriculares ou, pura e simplesmente, para praticar e ensaiar, professores, alunos e pais estão preocupados com a possibilidade de poderem surgir comportamentos de desânimo e abandono escolar, decorrentes do desconforto e insegurança que a situação que vimos a descrever provoca.

Para além disso, professores, alunos e pais manifestam também a sua preocupação em preservar um riquíssimo espólio, sobretudo de instrumentos musicais, mas não só, com grande valor histórico, que se degrada todos os dias, sujeitos que estão à humidade, à chuva, à queda de tectos e paredes, ao pó, etc.

Esta tarde decorreu uma Assembleia Geral onde professores, alunos e pais se congratularam com o alegado compromisso que impuseram à DGESTE e ao MEC. Mas, demonstrando ter consciência de que palavras leva-as o vento e de que de promessas têm um saco cheio, decidiram não baixar os braços, nem aliviar a pressão e a luta até que as obras, para cuja execução se exigia financiamento, estejam concluídas.

A consciência da necessidade de unir todas as forças e sectores do Conservatório Nacional – mesmo aqueles que, alegadamente, acreditam não estar a ser afectados pela presente situação – esteve bem patente no cordão humano que hoje envolveu todo o quarteirão onde se situa o Conservatório Nacional.

Para que professores, alunos e pais da Escola de Música do Conservatório Nacional possam vencer esta luta, essa unidade tem de ser aprofundada, alargada e cultivada todos os dias. Para ousar vencer, há que ousar lutar, há que ousar unir!

Terminando com um pouco de história, refira-se que o Conservatório para a Música, criado em Lisboa, nasce de um projecto proposto pelo compositor português João Domingos Bomtempo (1775-1842), um pedagogo de reconhecido mérito na sua época. A sua pretensão era colocar em marcha a reforma do ensino musical em Portugal, contando para tal com as experiências e contactos que tinha acumulado, particularmente em França e na Inglaterra.

Apesar de o projecto inicial, que seguia o modelo parisiense, ter sido proposto em Junho de 1834, só quase um ano depois, por decreto de Junho de 1835, o Conservatório e Música, então como anexo à Casa Pia, foi concretizado, sendo atribuída a sua direcção ao próprio João Domingos Bomtempo.

Tratou-se então de uma luta dura e prolongada contra os velhos do Restelo que naquela época, como hoje, vêem na cultura uma ameaça e um alvo a abater, pois contribui para elevar a consciência daqueles que a ela têm acesso.

 

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Violência Policial na Cova da Moura

(do nosso correspondente na Amadora)

2015-02-05-covadamoura01Na passada quinta-feira, numa das habituais visitas provocatórias ao bairro da Cova da Moura, a polícia agrediu brutalmente um jovem morador, por supostamente ter apedrejado uma viatura policial.

Aos protestos dos moradores que presenciavam revoltados o espancamento do jovem, que em consequência da violência da agressão já se encontrava caído no chão, a polícia numa manobra repressiva e de intimidação continuou a usar a força, com vários disparos de shotguns, ferindo uma moradora e acabando por levar o jovem para a esquadra.

O recurso à prepotência e à violência por parte dos esbirros da polícia continuou, quando, na sequência destes acontecimentos, um grupo de seis amigos do jovem, entre eles dois dirigentes da Associação Cultural Moinho da Juventude, se dirigiu à esquadra de Alfragide para obter informações sobre a situação do mesmo. Estes foram recebidos como invasores e expulsos da esquadra com violência, tendo um dos jovens sido atingido numa perna por uma bala de borracha de um tiro disparado à queima -roupa. Cinco elementos deste grupo foram detidos, tendo sido, posteriormente, libertados pelo juiz, uma vez que não havia motivos para a sua detenção.

Como em muitos outros bairros suburbanos, uma grande percentagem dos moradores da Cova da Moura são oriundos ou tem ligações familiares e culturais às ex–colónias, nomeadamente a Cabo-Verde, apresentando níveis de pobreza elevados e carências de toda a ordem. A comunicação social, ao serviço da burguesia, tem divulgado a ideia de que a Cova da Moura é um bairro problemático associado à marginalidade, delinquência ou tráfico de drogas, escondendo a sua população trabalhadora, duramente explorada, e que exerce as mais desqualificadas e mais mal pagas profissões e que também está sujeita a uma maior discriminação só pelo facto de morarem no bairro.

Estes bairros são fruto do capitalismo e da ausência de uma política social de habitação que permita a todos os trabalhadores terem acesso a uma habitação condigna, sendo que as políticas de austeridade e de empobrecimento forçado impostos por este e anteriores governos levou ao aumento do desemprego, que impede muitos elementos do povo de sair da situação de pobreza, e que os arrasta muitas vezes para situações de marginalidade, justificativas, depois, de intervenções das forças policiais que descarregaram violência de forma indiscriminada e gratuita, e cujo único objectivo é tentar conter a revolta da juventude e dos elementos mais conscientes e que mais se destacam na defesa dos direitos dos moradores do bairro.

Estas intervenções policiais apresentam muitas vezes indícios de racismo e xenofobia, como aconteceu, por exemplo, quando um dos agentes policiais mostrou ostensivamente uma tatuagem num dos braços com uma cruz suástica ou quando a polícia deliberadamente partiu um cartão de cidadão, simbolizando nesse gesto a negação da cidadania nacional à pessoa em causa.

A Associação Cultural Moinho da Juventude, uma instituição que, desde há largos anos, vem desenvolvendo, no bairro, um trabalho em defesa dos moradores, da cidadania, do apoio aos jovens, às crianças e aos idosos, já apresentou três queixas-crime contra as intervenções policiais do Serviço de Intervenção Rápida (S.I.R.) dada a violência exercida por este corpo repressivo, que desrespeita as mais elementares regras de cidadania.

O povo da Cova da Moura deve responder a estas agressões, organizando-se, desde logo, para lutar pelo derrube do governo de traição nacional Coelho/Portas e por um governo democrático e patriótico que proceda a uma melhoria efectiva das condições de vida de quem trabalha, que ponha termo à repressão policial nos bairros pobres e prossiga uma política de valorização do trabalho e progresso social.

Os moradores da Cova da Moura poderão contar sempre com o apoio do PCTP/MRPP na luta contra a exploração e a repressão, e com o seu jornal Luta Popular, como instrumento de denúncia de situações exploração e de injustiça.





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Movimento Somos Porto Santo

Movimento Somos Porto Santo
Publicado em: 31.01.2015 

somosportosanto01(Dos nossos correspondentes na Madeira) Um grupo de cidadãos independentes, preocupados com os problemas que afectam a segunda maior ilha da região autónoma da Madeira, constituiu há tempos a Associação Cívica Somos Porto Santo, que tem como propósito intervir para melhorar a vida dos portossantenses nos aspectos sociais, económicos, profissionais, de saúde, de transportes, ambientais, culturais e desportivos, e que tem desenvolvido um trabalho de muito mérito.

No manifesto do Comité Regional da Madeira do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), ontem publicado neste jornal, é também abordado o tema dos transportes de e para a ilha do Porto Santo, tema que, justamente ontem, foi também objecto de uma manifestação conduzida naquela ilha pela referida Associação Cívica.

Num comunicado divulgado ontem à tarde, o movimento Somos Porto Santo dá conta da importância da acção de massas desencadeada na véspera, dia 29 de Janeiro, junto à porta da empresa Porto Santo Line, armadora do navio Lobo Marinho e da Delegação do Governo Regional da Madeira na ilha dourada.

O movimento cívico do Porto Santo desmascarou a secretária regional da cultura, turismo e transportes, Conceição Estudante, de proteger o Grupo Sousa, proprietário da Porto Santo Line, impedindo que chegue ao conhecimento dos cidadãos do Porto Santo e da Madeira o contrato de concessão do serviço público de transportes regulares de passageiros e mercadorias por via marítima entre o Funchal e Vila Baleira.

A associação cívica denunciou vivamente, na manifestação da passada quinta-feira, a conduta de Conceição Estudante na ocultação daquele contrato, lembrando que solicitou à secretária regional, no pretérito dia 31 de Outubro, cópia integral do contrato, mas que a resposta ao pedido só chegou três meses depois, com uma surpresa absurda: Somos Porto Santo teria de pagar antecipadamente 60,45 euros pelas fotocópias…

No entender do movimento, a acção de massas levado a efeito à porta da Porto Santo Line e da delegação do governo regional visou alertar a opinião pública para a necessidade que têm os cidadãos de terem conhecimento do documento contratual escondido por Conceição Estudante.

A verdade é que o Lobo Marinho recolheu à doca para efeitos de manutenção, onde irá passar dois meses, período durante o qual o Grupo Sousa não substitui o navio e o Porto Santo fica isolado, por suspensão das indispensáveis e insubstituíveis ligações marítimas.

A manifestação, que agrupou cerca de uma centena de participantes, exigiu à secretária regional que recebesse imediatamente os dirigentes da Associação Cívica Somos Porto Santo, satisfazendo um pedido que lhe foi formalmente apresentado em Abril de 2013, vai já para dois anos.

Essa é, aliás, a maneira como o governo cripto-fascista de Alberto João Jardim e de Conceição Estudante tratava os pedidos do povo.

Somos Porto Santo soube organizar e conduzir uma excelente forma de luta em defesa dos interesse vitais dos portossantenses.


A.C./C.P./L.R./Esp.




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