1 de Outubro de 2026

 CampanhaFundos202206

A Falácia da Igualdade no Acesso ao Ensino
Por um ensino científico, crítico e democrático!

O direito ao ensino está consignado no art.º 34 da constituição da República – 1 – Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.

Todos os membros do governo juram cumprir a constituição quando tomam posse. No entanto, a realidade mostra à evidência que tal não acontece e que muitas são as varáveis que, de forma mais ou menos oculta, contribuem para tal.

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A NOVA PRESTAÇÃO SOCIAL ÚNICA (PSU) FOI APROVADA…

Sob o pretexto de “simplificar” os apoios sociais, o Governo prepara uma nova ofensiva contra os trabalhadores e as camadas mais pobres. A Prestação Social Única junta 13 prestações e introduz critérios que podem reduzir apoios e excluir beneficiários.

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Trabalhadores da Super Bock Conquistam a Semana das 35 Horas!

No último dia do mês de Julho, a Super Bock aplicou as 35 horas semanais de trabalho, uma medida que há muito é uma necessidade para a classe operária em Portugal e que o nosso partido tem encabeçado.

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  12Out2026

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Visita de Marco Rubio à Europa
Morte à Subserviência Burguesa ao Imperialismo!

O PCTP/MRPP manifesta o seu mais vivo repúdio, bem como o da classe operária portuguesa, pela visita do secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, a Portugal e denuncia a asquerosa subserviência a potência estrangeira da burguesia portuguesa através do chefe do governo Montenegro e do ministro lambe-botas Rangel.

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 Honra ao Camarada 
Carlos Nascimento

CarlosNascimento

Faleceu ontem, ao final da tarde o camarada Carlos Nascimento, miltante do PCTP/MRPP, membro da célula dos CTT e também do Comité de Sintra durante os anos 70 e 80 no século passado. O camarada esteve sempre presente na listas do Partido às eleições burgueses. Tinha 85 anos.

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CINE ARMA

Uma Breve Nota Sobre a Passada Crítica Cinematográfica

Em primeiro lugar, saúdo a apreciação crítica apresentada pela camarada Rafaela e Andreia, no Luta Popular de Junho, relativa a um dos filmes/documentário mais importantes do pós 25 de Abril: “O que Farei eu com esta Espada” de João Cesar Monteiro, cuja revisitação se torna obrigatória, sobretudo agora que ainda se comemoram os cinquenta anos do 25 de Abril, comemorações em que a burguesia pretende claramente reescrever a História.

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A Juventude Estudantil Põe-se 
do Lado do Proletariado na Luta de Classes

Camaradas,

Aqui estamos hoje, neste 1º de Maio, reunidos para celebrar os trabalhadores portugueses, para comemorar e homenagear o sacrifício e a memória dos camaradas que tanto lutaram para tornar este dia possível. Lembramos a memória de Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, bravos camaradas assassinados a sangue-frio pela sua dedicação à verdadeira luta comunista, respectivamente, pela polícia política salazarista e pela UDP, traidora da sua própria causa.

Opinião

Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas

domingo, 11/08, 20:43 (há 21 horas)

 

À Direcção

do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas

 

Caros Companheiros

 

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) deseja exprimir a mais firme e estreita solidariedade para com a corajosa luta que estais a travar, não apenas contra o patronato da ANTRAM como contra as manobras provocatórias e intimidatórias do governo e a traição da Fertrans.

Se é certo que os capitalistas e seus lacaios e ideólogos têm destilado um ódio desbragado em relação à justa e mais do que legítima greve dos motoristas - o que não surpreende -, não é menos certo que podeis seguramente contar com o apoio da classe operária e dos restantes trabalhadores que acompanham e se solidarizam com esta vossa luta.

Pela nossa parte, temos estado desde o início do vosso lado, em particular através das posições veiculadas em vários artigos no nosso órgão central , o Luta Popular Online, artigos esses que tomamos a liberdade de vos remeter em anexo.

Estimando que esta luta venha a ser vitoriosa, abrindo novas perspectivas para outras lutas do movimento operário, contem com o nosso apoio e a colaboração que entenderem e aceitem as nossas mais cordiais

 

Saudações comunistas

 

                                                            O Secretariado do Comité Central

Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias

domingo, 11/08, 20:55 (há 20 horas)

 

À Direcção

do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (S.I.M.M.)

 

Caros Companheiros

 

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) deseja exprimir a sua mais firme e estreita solidariedade para com a corajosa luta que estais a travar conjuntamente com os vossos camaradas do SNMMP, não apenas contra o patronato da ANTRAM como contra as manobras provocatórias e intimidatórias do governo e a traição da Fertrans.

Se é certo que os capitalistas e seus lacaios e ideólogos têm destilado um ódio desbragado em relação à justa e mais do que legítima greve dos motoristas - o que não surpreende -, não é menos certo que podeis seguramente contar com o apoio da classe operária e dos restantes trabalhadores que acompanham e se solidarizam com esta vossa luta.

Para o PCTP/MRPP, esta greve, ao contrário de todos os restantes partidos, tem merecido uma inequívoca e intransigente defesa e acompanhamento, em particular

através das posições veiculadas em vários artigos no nosso órgão central, o Luta Popular Online, artigos esses que tomamos a liberdade de vos remeter em anexo.

Estimando que esta luta venha a ser vitoriosa, abrindo novas perspectivas para outras lutas do movimento operário, contem com o nosso apoio e a colaboração que entenderem e aceitem as nossas mais cordiais

 

Saudações comunistas

 

                                                             O Secretariado do Comité Central

                                                                              do PCTP/MRPP

Rosa Luxemburg

Prezado Camarada ARNALDO MATOS,

Com natural espontaneidade, isenta de quaisquer equívocos e/ou rancores, não resisto ao envio de uma brevíssima mensagem, de natureza (muito) pessoal, para felicitar o incansável Autor das justíssimas Notas evocativas de Rosa Luxemburgo e Carlos Liebknecht, mártires revolucionários cujo Centenário todos os trabalhadores politicamente conscientes (da Europa e do próprio Planeta),vítimas do capitalismo e do imperialismo, não podem, de modo algum, ignorar.

A este propósito, peço, apenas, licença para (re)lembrar, especialmente, a existência da versão francesa de um interessante volume, de John Peter Nettl,  intitulado "Rosa Luxemburg", Paris, Éditions Spartacus, 2012 (nesta data, um curioso comentário, em jeito de recensão, ficou disponível na Internet, em "PDF, Une nouvelle biographie de Rosa Luxemburg,Spartacus, Atheles".

Votos (extensivos, naturalmente, à Camarada CIDÁLIA) de saúde e Bom 2019.

Com o respeito e a admiração (de sempre!), do

Fernando FIRMINO

Falando do Tuíter

Falando do Tuíter 

Os comunistas nunca tomam decisões, sobretudo de índole estratégica e táctica, sem um fundamento. Quando o camarada Arnaldo Matos decidiu – e bem – assegurar a direcção política do Órgão Central do nosso Partido, logo se registou uma mudança qualitativa.

De mero observador da realidade, o Luta Popular Online passou a assumir a função que cabe a um Órgão Central de um verdadeiro Partido Comunista Operário – o de direcção da luta, o de organizador, o de farol da revolução.

E está a fazê-lo de forma a elevar a consciência dos operários e das massas, assim como dos simpatizantes e militantes, de que a luta é dura e prolongada, de que a luta de classes é o motor da história e de que, sem organização comunista, baseada no centralismo democrático, a classe operária não se poderá constituir em Partido e, muito menos, dirigir a revolução.

 

É neste contexto que se tem de entender a decisão do camarada Arnaldo Matos em criar e animar uma conta na plataforma tuíte,  à qual se pode aceder, quer como utilizador daquela rede social, quer – não sendo utilizador -, através do Luta Popular Online.

 

O camarada, com a inteligência, a sagacidade, o apurado sentido da análise marxista, a capacidade de identificar, a cada momento, quais os temas que devem ser alvo da análise e intervenção, bem como a firmeza que sempre o caracterizou,  tem transformado esta ferramenta numa importante plataforma para dar a conhecer, diariamente, as questões nacionais e internacionais mais importantes, suscitando a discussão das posições do Partido, quer entre simpatizantes e militantes quer, sobretudo, entre os operários e as massas populares.

 

Saibamos, pois, utilizar os seus textos diários no tuíte “...nos contactos com outros camaradas, simpatizantes e amigos do Partido e restantes elementos das massas, da forma que considerarem mais eficaz...”. Saibamos retirar dos ensinamentos que tais textos nos transmitem para definir e estabelecer uma melhor ligação às massas e reforço da organização e direcção do Partido!


15Dez18

Luís Júdice

A propósito da importância dos MUPIs

No distrito de Setúbal, por exemplo 

A propósito da importância dos MUPIs  

“(…) devemos prestar atenção ao aspecto quantitativo de uma situação ou de um problema e fazer uma análise quantitativa fundamental.
Toda a qualidade se manifesta por uma quantidade determinada e sem quantidade não pode haver qualidade.”

Mao Tsé-tung (1949, 13 de Março),
“Citations du président Mao Tsé-toung” [Éditions du Seuil, 1967 (pág. 70)],
a propósito dos “Métodos de trabalho dos comités do Partido”
Comunista operário.

De facto, uma consulta cuidada da tão conhecida obra de Jacques Ellul sobre as “Propagandas” não deixa lugar à dúvida. Nesta pedagógica “análise estrutural”, o autor demonstra claramente que, ao longo da contraditória Revolução Chinesa, “Mao aplicou com rigor os princípios da propaganda leninista adaptando-os às características em que se encontrava”, e “fê-lo com um rigor notável e uma perfeita compreensão dos dados concretos” (versão portuguesa, da editora Antígona, 2014, pág. 334).

Numa fase verdadeiramente desafiante da reorganização do PCTP/MRPP, em particular no distrito de Setúbal, como aquela que nos é proposto viver, em que a propaganda do projecto comunista se encontra, cada vez mais, na ordem do dia, não podemos deixar de nos sentir interpelados, na condição de membros do Comité regional do Partido, a encontrar formas adequadas que nos permitam transmitir aos trabalhadores as propostas marxistas e sempre jovens da única organização revolucionária existente em Portugal.

É neste contexto, dinamizador de vontades militantes, que importa referir o interesse suscitado pela iniciativa do camarada José Vila Boa e do próprio autor desta breve nota, os quais constituíram uma pequena e decidida brigada que, no final da tarde e durante a noite de quinta-feira, 12 de Abril, procedeu à colagem (decerto insuficiente mas, apesar de tudo criteriosa!) de alguns MUPIs, consagrados à empolgante Campanha das 35 Horas Semanais. Enumeram-se, de seguida, as diversas localidades onde tivemos o cuidado de focalizar a nossa atenção:

Barreiro (na Praça do “Fórum” e à porta da Escola Álvaro Velho); Moita (na “rotunda do Touro” e no coração da Baixa da Banheira); Montijo (na Praça “Entradas da Cidade” e na Freguesia do Afonsoeiro); Alcochete (próximo da Junta de Freguesia de S. Francisco e na artéria da Praça de Touros); Almada (na zona rodoviária de Cacilhas, na Avenida 25 de Abril, na rotunda de acesso ao Hospital Garcia de Orta e junto ao centro comercial “Almada Fórum”); e Setúbal (na Avenida Luísa Todi, junto ao Mercado do Livramento, e na Avenida Bento Gonçalves, em frente da Loja do Cidadão).

Conscientes de que os MUPIs constituem ainda um penetrante “suporte”, que vem complementar outros meios comunicacionais (a este propósito, não resistimos a sublinhar o êxito da recente distribuição, no âmbito do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, de mais um comunicado do nosso Partido, entregue às operárias e aos operários que trabalham e sofrem na Autoeuropa, no concelho de Palmela), pensamos chegado o momento de aprofundar esta estratégia, susceptível de alargar, de maneira ordenada e entusiástica, as formas de agitação e propaganda e, como é óbvio, a estrutura organizativa do Partido aos restantes municípios do distrito.

Ainda no seguimento da citação em epígrafe, e para terminar, falamos de motivações e de tarefas relacionadas com pessoas que, longe de serem elementos abstractos e distantes, são camaradas (mulheres e homens) com os quais vale a pena lutar, ao longo dos anos, pela causa planetária da Revolução Comunista.

Fernando Firmino

Comentário Sobre a Guerra na Síria

Comentário Sobre a Guerra na Síria

   O Irão ameaçou Israel directamente na terça-feira, depois do ataque aéreo perpetrado por Tel Aviv contra uma base aérea síria na segunda-feira, que matou pelo menos sete assessores iranianos. Assim, um alto funcionário da política externa iraniana advertiu Israel que o seu ataque "não permanecerá sem resposta". Tel Aviv, por sua vez, leva as ameaças iranianas muito a sério.

 De acordo com Haaretz:
https://www.haaretz.com/israel-news/israel-on-high-alert-prepares-for-iran-retaliation-for-syria-strike-1.5990777
(…), a fronteira do norte de Israel está em alerta máximo no meio de preocupações de uma possível "ação de vingança do Irã ou do Hezbollah", bem como um possível ataque dos  EUA contra Damasco em retaliação pelo alegado ataque químico na cidade de Duma.

   O ataque aéreo, do qual o Irão, a Síria e a Rússia culpam Israel, tinha como alvo a base aérea de Tiyas (T-4), pertencente à Força Aérea Árabe Síria, localizada perto da cidade de Homs. De acordo com relatos da imprensa estrangeira, o bombardeio causou danos significativos à base, em que o Irã havia planeado várias melhorias. Israel não reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A base aérea de T4 é um dos principais locais onde a Força Quds da Guarda Revolucionária Iraniana na Síria está implantada.

12ABR18

Carlos Pais

 

Tragédia em Terras de Viriato

Tragédia em Terras de Viriato

Cidália Guerreiro, José Dias Cruz, Lurdes Gaspar, Arnaldo Matos

Atravessou o Mondego, fronteira sul do distrito de Viseu, aí por alturas de Penacova, na zona onde dois irmãos, Alfredo e José Simões, respectivamente de 41 e 43 anos de idade, lhe fizeram corajosamente frente e acabaram por morrer queimados, abraçados um ao outro, na incompreensível ausência de bombeiros, de agentes da protecção civil, de militares, de polícias, de meios aéreos, de membros do governo, de Dona Constança – que, coitada, ainda não gozou férias – e de Marcelo, tudo gente, com excepção dos bombeiros, que só aparece depois dos incêndios florestais, não obviamente para combatê-los, mas para usufruir politicamente deles.

Dos altos de Penacova passou o fogo à margem direita do Mondego, venceu a barragem da Aguieira, engoliu novas matas de pinhais e eucaliptos e ocupou as terras de Viriato até à linha do rio Vouga, que divide ao meio, de lés-a-lés, o distrito de Viseu limitado a norte, como se sabe, pela fronteira do Douro.

No distrito de Coimbra, o fogo deixou para trás vinte populares mortos, entre operários, camponeses pobres e pequenos proprietários, destruindo fábricas, desocupando empregos, demolindo casas, desenterrando hortas, queimando pomares, asfixiando gados e arrancando culturas.

Mas o pior ainda estava para vir e aconteceu na metade sul do distrito de Viseu, nos concelhos que vão para norte até à Serra da Gralheira e para nordeste, pelo vale do Dão, até Mangualde.

O fogo do passado domingo, dia 15 de Outubro, matou aí também vinte pessoas, como em Coimbra, tudo gente pobre do povo (operários, camponeses e pequenos proprietários, muitos deles ex-emigrantes em países europeus). A última das vinte mortes das terras de Viriato ocorreu esta manhã no Hospital da Prelada, na cidade do Porto: tinha 53 anos de idade e chamava-se Joaquim Dias. Como todos os 45 homens, mulheres e crianças que morreram nos fogos florestais de 15 de Outubro, foram todos vítimas do criminoso abandono a que os governos de Passos Coelho e de António Costa deixaram as populações das aldeias do centro e norte de Portugal.

Durante dois dias, domingo e segunda-feira de 22 e 23 de Outubro, percorremos todos os locais da tragédia em terras de Viriato, vimos e chorámos com dezenas de pessoas simples do povo tudo o que então aconteceu, como aconteceu e porque aconteceu. Continuaremos agora a descrever o que vimos, o que ouvimos, o que cheirámos e tocámos e, sobretudo, a apelar ao que é preciso fazer e como fazer, face a tudo quanto aconteceu, por negligência criminosa dos governos e instituições públicas irresponsáveis que vamos tendo.

 

Mortágua

Veio pois o fogo dos lados de Penacova, como atrás se disse, e mergulhou logo na Zona Industrial do município de Mortágua, o primeiro dos vinte e quatro concelhos do distrito de Viseu.

Não se sabe por inteligência de quem as zonas industriais dos concelhos de Viseu estão implantadas em matas de resinosas e de eucaliptos. Quando os incêndios florestais irrompem, Viseu arrisca-se a perder toda a sua produção industrial, juntando à tragédia dos incêndios a tragédia do desemprego e da fome.

A empresa mais atingida foi a Pellets Power, que se dedica à transformação de madeira destinada à exportação, e é uma das cinco unidades existentes em Portugal, pertencentes ao mesmo grupo, o Gesfinu: além da unidade de Mortágua, uma outra unidade em Santo Estevão, no concelho de Lousada, a unidade de Setúbal, a de Alcácer do Sal e a de Sines mais abaixo, tudo estrategicamente situado junto de portos marítimos, para facilidade de exportação, e perto de fontes de matérias-primas florestais, para facilidade de produção, e … consequentemente dos correlativos incêndios.

Na fábrica de Mortágua, tomada pelo incêndio da zona industrial, cerca de quarenta trabalhadores aguardam ainda decisão dependente da análise da Seguradora, sem saberem qual irá ser o seu futuro. Há muitos contratos a prazo, tendo todavia a maioria dos trabalhadores dez anos de casa.

Na Central Termoeléctrica de Biomassa Florestal, vinte trabalhadores mantêm os postos de trabalho assegurados, mas os principais danos concentram-se na frota de transportes, com uma dezena de viaturas queimadas.

Nas unidades incendiadas, os operários devem organizar-se e exigir da segurança social e do patronato o pagamento dos respectivos salários, tanto mais quanto é certo que as fábricas ardidas irão reclamar e obter subsídios de reparação por parte do Estado.

Os camponeses cujas produções agrícolas se perderam devem organizar-se para exigirem do ministério da agricultura, do famigerado Capoulas, o pagamento dos prejuízos sofridos.

 

Santa Comba Dão

De Mortágua, saltou o fogo para a zona industrial de Santa Comba Dão, sem que ninguém aparecesse a travá-lo no caminho ou a recebê-lo do outro lado.

Na sede da empresa de construção civil Scoprolumba, ardeu o barracão do lado dos escritórios. Esta empresa já havia requerido judicialmente insolvência, e os comentários recolhidos inculcam que o proprietário não se mostrou muito preocupado com o incêndio.

No espaço contíguo, um conjunto de seis pequenas empresas arderam total ou parcialmente.

Cerca de trinta operários ficaram sem trabalho.

Na freguesia de São Joaninho, concelho de Santa Comba Dão, no limite com o concelho de Tondela, o fogo chegou pelas 11 horas da noite (23H00), não havia bombeiros, nem militares, nem polícias, nem agentes da protecção civil, nem autoridades de nenhuma espécie.

Dois homens, que tentavam ajudar o irmão de um deles a salvar um aviário, morreram. Aos dois homens juntou-se uma outra vítima, na aldeia de São Jorge, e um casal de idosos, na aldeia de Relvas.

Natália e o marido tentaram salvar a casa, o que conseguiram, mas não conseguiram salvar os animais, que morreram todos, acabando também o marido no hospital, onde ainda se encontra.

Numa população de 75 habitantes, São Joaninho perdeu quase 8% dos seus homens e mulheres, o que representa a maior tragédia aldeã em todos os incêndios deste ano em Portugal.

Para além da comovente solidariedade do povo das aldeias vizinhas, São Joaninho não tinha recebido ainda nenhum auxílio das autoridades do concelho ou do governo de Lisboa.

Os incêndios florestais estão a liquidar as aldeias de Portugal, depois de matarem o nosso povo.

O exército e a marinha devem acorrer urgentemente às aldeias e ao seu povo, pois do governo de António Costa e das palhaçadas de Marcelo não há nada a esperar.

 

Tondela

Na Zona Industrial da Adiça, do município de Tondela, arderam as fábricas da Neves & Mota, Lda., de transformação de madeira, e da Tratis-Tratamento de Resíduos Industriais, S.A.

Quarenta e sete operários perderam os seus postos de trabalho, e estão a morrer de fome, se não se unirem e organizarem para obrigar o patrão e o governo a pagar-lhes os salários que lhes são devidos.

Um Stand de Automóveis, situado de um e de outro lado da estrada nacional, ficou totalmente destruído, com 430 viaturas queimadas.

Na zona habitacional de Botulho, a mata de pinheiros e eucaliptos ficou totalmente destruída pelo fogo, que soprou violentamente dos lados do Sul, de Mortágua e de Santa Comba Dão.

Os populares salvaram as suas casas, mas não as suas hortas, culturas, pomares e animais domésticos.

Tondela é o maior município do país especializado na produção de aves. Calcula-se que o fogo, proveniente de todos os quadrantes, terá destruído para cima de vinte aviários, causando um prejuízo que o próprio presidente da câmara local avalia em sete milhões de euros.

As freguesias mais atingidas são as de Dardavaz, Vila Nova da Rainha e Lajeosa do Dão. Dois dos aviários, entre os quais o Pinto Valouro, perderam, respectivamente,               12 000 e 9 000 pintos.

No sector avícola de Tondela, terão ficado sem trabalho perto de trezentos operários, na sua maioria mulheres.

Apenas no concelho de Tondela ficaram destruídas 150 habitações e morreram três pessoas.

Os maiores incêndios florestais começaram cerca das 23H00 do domingo, dia 15 de Outubro.

Uma vez mais não apareceram as corporações de bombeiros, nem os agentes locais da protecção civil, nem ministros, nem auxílio de ninguém, a não ser a solidariedade das famílias e dos vizinhos das vítimas.

A população ficou totalmente abandonada à sua sorte. Onde paravam os bombeiros e autoridades concelhias de protecção civil? Onde estava o governo de António Costa, a ministra da administração interna e a protecção civil, responsáveis também pelas mortes de Tondela: Hermínio Lopes, Hermínio da Silva Romão e Marques da Costa?

 

Nelas

Um homem de 50 anos morreu a combater o fogo em Canas de Felgueiras. E duas pessoas estão dadas como desaparecidas na freguesia de Canas de Senhorim.

Em Nelas, concelho da série de municípios compreendidos entre o Dão e o Mondego, juntaram-se dois fogos, que incendiaram 4 800 hectares de eucaliptos e resinosas, correspondentes a 60% da área florestal e a 39% da superfície do concelho. Dos dois fogos, um começou na Serra da Estrela, a mais de cinquenta quilómetros de distância, perto do Sabugueiro, e o segundo fogo proveio de Oliveira do Hospital, a mais de setenta quilómetros, no distrito de Coimbra.

Como se não bastasse a união infernal dos dois fogos, um terceiro fogo desembestou da lixeira do município, saltou em cima da zona industrial de Nelas e destruiu mais de uma dezena de fábricas.

Os danos produzidos na floresta, na produção agrícola, na indústria e nas habitações de Nelas ultrapassam os mil milhões de euros.

O povo de Nelas deve organizar.se em associações de moradores, de operários, de produtores e de camponeses pobres, para exigir da câmara municipal e do governo o subsídio pelos prejuízos causados.

Incluímos no texto a imagem do concelho de Nelas tirada do satélite, com a representação da área ardida colorida de amarelo, e as aldeias incendiadas e a zona industrial coloridas a vermelho.

(continua)

24Out17

 

 

 

 

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Terras de Viriato em Chamas!

Terras de Viriato em Chamas!

Quem são os Assassinos?

Em todo o Maciço Central, assim como na maior parte do território https://www.cialissansordonnancefr24.com/ nacional, mais uma vaga de incêndios veio semear a morte e a destruição, alcançando proporções nunca dantes vistas no nosso país.

Percorrendo algumas centenas de quilómetros, desde a madrugada do passado dia 15, pudemos verificar a imensidão do incêndio que pelas 6,30horas da madrugada já lavrava nas imediações e viria a manter isolada por várias horas a aldeia de Sabugueiro, na Serra da Estrela…

De Seia a Nelas e de Tondela a Santa Comba Dão e Mortágua; de Castro Daire a São Pedro do Sul e de Vouzela a Oliveira de Frades –, em toda a Região de Lafões e por todo o distrito de Viseu onde o maior número de mortes ocorreu; por todos os lugares onde passei, vi morte, desolação e destruição; e gente a pedir justiça e castigo severo para os assassinos!

Vi na freguesia de Ventosa – Vouzela os que choravam a morte dos entes queridos; e, na zona industrial de Campia – Vouzela, homens e mulheres a repor as tubagens do abastecimento de água às habitações, onde o fogo rondou junto às fábricas…

Mas foi na Zona Industrial de Oliveira de Frades que uma maior desolação me comoveu ao contactar com aqueles que choravam toda a esperança das suas vidas destruída;

Mais de uma dezena de fábricas ficaram completamente destruídas, e centenas de trabalhadores sem os seus postos de trabalho, em que um dos casos mais significativos é o da Portax - Iberoperfil SA, onde a revolta de alguns trabalhadores ali concentrados com quem falámos era ainda maior porque, segundo eles próprios nos contaram, o incêndio só se propagou porque “o depósito abastecedor de água às bocas-de-incêndio se encontrava vazio, não obstante a Inspecção do Trabalho ter inspecionado a empresa há uma semana” (bela inspeção, sim senhora!) …

Enquanto um outro operário da mesma empresa, com a firmeza de quem sabia do que falava, nos transmitia este sábio comentário: “o que se está a passar no país só acontece porque há muita gente a ganhar dinheiro com isto!”…

Pois eu penso exatamente como este operário!

E, provocam-me náuseas as pantominices do primeiro-ministro António Costa proferidas na sua inútil e miserável declaração de boas intenções (mais uma!) transmitida ao país, onde não se coibiu de revelar, mais uma vez, toda a incapacidade e incompetência para resolver qualquer problema relacionado com a floresta, a menos que se trate de alimentar o negócio dos incêndios.

Quem se lembra das declarações deste mesmo primeiro-ministro proferidas a propósito dos grandes incêndios que devastaram no ano passado todo o Maciço da Gralheira entre os concelhos de Arouca e São Pedro do Sul?

Nessa altura, a prioridade apontada para os concelhos afectados foi a de “repor a economia a funcionar e em particular dos agricultores, e pensar no reordenamento da floresta, de forma a prevenir que situações destas venham a ocorrer no futuro”!

Um ano decorrido, e o que é que se viu? Que nada foi feito e mais milhares e milhares de hectares de área ardida e, no espaço de tempo de 4 meses, para cima de uma centena de pessoas assassinadas pela incúria governamental ao serviço das grandes negociatas em torno da lucrativa indústria incendiária!

Não restam dúvidas de que estamos perante um cartel de incompetentes e assassinos acoitados em diversos órgãos do poder político e económico que não olham a meios para atingir os seus fins, matando, queimando e destruindo o país, comandados pelos interesses do imperialismo global…

Basta de ilusões!

Este governo deve ser demitido! E, os seus apoiantes desmascarados!

Viva a Revolução Proletária!

18Out17

Viriato


 

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“Eles Matam-nos!”

Fábrica PSA (Peugeot/Citroën) Mangualde

“Eles Matam-nos!”

(Dos nossos correspondentes) Tal como se encontrava planeado, fizemos, na passada terça-feira, a distribuição do nosso comunicado Fogo Sobre o Regime de Escravidão! à porta da fábrica de Automóveis PSA-Mangualde, aos operários e operárias que nos receberam de forma muito calorosa e entusiástica.

A fábrica PSA de Mangualde é, como sabem, uma fábrica automóvel do grupo francês PSA Peugeot Citroën, situada em Mangualde, no distrito de Viseu.

As operárias e operários receberam-nos na terça-feira, dia 20 de Junho, pelas 14H00, com expressões como estas: “Ajudem-nos senão eles matam-nos!”; “Obrigado camaradas! Eu sei bem que este símbolo é do partido do Arnaldo Matos!”; “Isto é uma vergonha, eles fazem o que querem”; “O delegado sindical e a comissão de trabalhadores pertencem todos à mesma corja de traidores”!...

Estas são algumas das expressões de revolta que, às portas da PSA-Mangualde, pudemos ouvir da boca dos operários e das operárias que, com visível satisfação, acolheram a distribuição do nosso comunicado: FOGO SOBRE O REGIME DE ESCRAVIDÃO!

Alguns dos operários e operárias, fartos de ser escravizados, e muito desiludidos com as repetidas traições do delegado sindical e da Comissão de Trabalhadores, revelaram-nos: “Há aqui muita gente revoltada, só que temos medo… mas, seja lá como for, somos nós que temos de mudar isto”!...

Essa é que é a grande verdade, proletários da PSA! E são as leis que regem o desenvolvimento da luta de classes que assim determinam!

Só a classe operária, organizada no seu próprio partido, poderá mudar isto, conquistando o poder politico e instaurando a sua própria ditadura – a ditadura do proletariado -, com vista à construção de uma sociedade sem classes e sem exploração!

Proletários de todos os Países, Uni-vos!

Viva a Revolução Proletária!

20JUN17

Viriato/Sertório


 

 

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Correspondência Entre Departamento Financeiro Central e Secretário Regional dos Açores

Correspondência Entre

Departamento Financeiro Central e

Secretário Regional dos Açores

 

I

Boa tarde

Caro Camarada Pedro Pacheco

Em primeiro lugar quero transmitir-te a carta a fazer apelo a todos os camaradas dos Açores e não só, escrita pelo Departamento Financeiro.

Envio portanto a carta em anexo pedindo- te que a reenvies a todos os camaradas, simpatizantes, familiares e amigos cujo correio electrónico conheças. Pelo conteúdo da carta vais ver melhor.

Depois deste envio para ti responderei às outras questões que me colocas.

Arranja um livro de recibos para passares depois de teres conhecimento, através de mim ou camarada Margarida de quem deu Fundos para o Congresso.

Um grande abraço,

08Abr17

Inês

II

Camarada Inês

Obrigado.

Fiquei com a incumbência de esclarecer contigo como se processam os pagamentos das quotas, contribuições e fundos para o Departamento de Finanças e do Departamento de Finanças para a organização local em caso de despesas.

Perguntaram-me como se concebe e organiza as finanças no Partido e que informação e controlo é que no interior do Partido existe quanto à origem, ao uso e à demais prestação de contas dos recursos financeiros.

Grato. Saudações Comunistas,

06Abr17

Pedro



 

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Patrão Impõe Regime de Escravidão Sob Ameaça de Fechar!

ARA - Fábrica Alemã de Calçado em Seia:

PATRÃO IMPÕE REGIME DE ESCRAVIDÃO
SOB AMEAÇA DE FECHAR!

(Dos nossos correspondentes em Seia) Nesta fábrica dirigida pelo capataz Volker Kolossa, agente do imperialismo alemão, as mais de três centenas de operárias e operários que aqui são espoliados da sua força de trabalho, voltam a viver dias de angústia e de incerteza no futuro! 

Desta vez, fazendo uso da chantagem em que é especialista, Volker Kolossa ameaçou que teria de fechar a fábrica se não se conseguisse produzir determinado número de pares de calçado até ao final de Fevereiro, impondo assim veladamente um período trabalho intensivo com horário de 10 a 12 horas por dia, incluindo os sábados, num total desprezo pelo descanso a que têm direito e em prejuízo da vida familiar das operárias e operários que aqui trabalham.

Na verdade, não é a primeira vez que nesta fábrica os execráveis servidores do capital alemão mostram o seu desrespeito por aqueles a quem sugam a sua força de trabalho a baixo custo;

Pois já no ano 2003, a pretexto da falta de encomendas, a administração mandou os trabalhadores para casa, pagando-lhes as horas em singelo, tendo posteriormente, com o surgimento de novas encomendas, exigindo que os trabalhadores repusessem as horas, com trabalho ao sábado!

Umas vezes é por falta de encomendas, outras é por encomendas a mais!...

A ARA é uma marca alemã presente em 60 países. O mercado de venda de sapatos divide-se em 45 % na Alemanha e 55% para o resto do mundo, sendo a maior incidência para os países da Europa Central e do Norte, bem como os EUA, Canadá e Japão.

Como é evidente, os consumidores de sapatos ARA, têm um elevado poder de compra e são muito exigentes…

 Ora, para satisfazer as exigências deste mercado, os patrões alemães têm contado com a experiência e o empenho das operárias e operários portugueses, exímios conhecedores e muito experientes nesta indústria, facto a que não é alheio o recente investimento de milhares de euros num sistema de injeção direta de poliuretano (DIP); não certamente para melhorar as condições de trabalho das operárias (os) mas, isso sim, para aumentar a produção em mais 600 mil pares de sapatos por ano!

Volker Kolossa é um chantagista! 

Ao contrário daqueles que o consideram “um verdadeiro Herói na nossa cidade”, nós dizemos que ele é um chefe negreiro que sob chantagem procura impor na ARA um regime de escravidão operária!...

E, denunciamos, a infâmia do presidente da edilidade que lambendo as botas ao execrável agente alemão, vem dizer que “admira a capacidade de resistência desta empresa e que não se demitirá de distinguir os bons exemplos”… e, por isso o condecorou com a Campânula Municipal de Mérito Empresarial

Por acaso, alguém sabe de alguma distinção que tenha sido atribuída a uma só das mais de três centenas de operárias e operários, exemplares, que trabalham nesta fábrica?!  

Pois!...

Operárias e operários da ARA, não se deixem escravizar pelo medo! 

Exijam ser tratados com respeito e dignidade! 

O PCTP/MRPP é o vosso Partido Comunista Operário, sempre pronto a denunciar todas as arbitrariedades e a prepotência capitalista com que os opressores procuram eternizar o seu regime de exploração!

Organizada no seu próprio Partido, a classe operária vencerá!

Seia, 6.02.2017

Arimateia/Viriato



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O pescador arrisca a vida no mar e é roubado em terra!

O PESCADOR ARRISCA A VIDA NO MAR E É ROUBADO EM TERRA!

A LOTAÇOR ENTREGOU AS CAIXAS PARA A PESCA

E NÃO QUER PAGAR O PEIXE QUE NELAS ACEITOU!...

A LOTAÇOR TEM DE PAGAR!

 

(Do nosso correspondente em Rabo de Peixe) Como toda a gente sabe, a Lotaçor é, na Região Autónoma dos Açores, a entidade credenciada para efectuar a primeira venda do pescado fresco ou congelado nos portos do arquipélago.

Agora transformou-se também numa entidade policial destinada a apreender e roubar aos pescadores o peixe capturado.

Por causa da previsão do mau tempo para esta semana, seis companhas da pesca do chicharro do porto de Rabo de Peixe fizeram-se mais cedo ao mar, tendo sido descarregado na lota por volta das 02h00 de 2ª feira, dia 30.01.2017, um total de cerca de 800kg de pescado das quatro embarcações que vieram com peixe para terra.

A Lotaçor entregou, sem qualquer reparo aos pescadores que se preparavam para sair, as caixas para o transporte do pescado.

A Lotaçor recebeu às 02h00 de 2ª feira todo o chicharro capturado para posterior venda na lota.

A Lotaçor, cobardemente, aceitou a apreensão do peixe executada pela Inspecção Regional das Pescas, pelas 16h00 desse mesmo dia. A GNR, com reforços, interveio militarmente contra a revolta dos pescadores autuados.

A Lotaçor, na manhã de 3ª feira, abriu a sessão de venda mas os compradores abandonaram a lota em solidariedade para com os pescadores, privados de receber o dinheiro da transacção.

A Lotaçor tem nas suas instalações o peixe apreendido, destinado a ser entregue a instituições de caridade que à data não se chegou a concretizar, apesar da presença de carrinhas da Cruz Vermelha e do Instituto do Bom Pastor com senhoras dessas instituições, por causa da revolta popular contra a acção da Inspecção Regional das Pescas do Governo Regional.

Estamos perante mais uma actuação do governo regional dos Açores contra os pescadores açorianos, a somar ao continuado desrespeito para com as suas condições de vida, com portos perigosos planeados e executados à revelia dos seus mais sábios pareceres e favorecimento da exploração laboral praticada por armadores e comerciantes no sector.

A Cruz Vermelha rejeitou receber o peixe apreendido pela Lotaçor e GNR e devolveu o peixe apreendido aos pescadores roubados, mostrando a sua solidariedade para com esses pobres pescadores.

Os pescadores açorianos exigem a demissão imediata da Dr.ª Cíntia Machado, presidente do Conselho de Administração da Lotaçor, empresa pública do serviço açoriano de lotas.

A Lotaçor não serve os Pescadores!

A Lotaçor deve ser dissolvida!

A Lotaçor, além de empresa parasitária, passou agora a polícia piscatória.

01.02.2017

P.L.P./A.M.


 

 



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