Opinião
Greve na CP - Revisores e Trabalhadores das Bilheteiras Páram Comboios
- Publicado em 24.11.2014
(do nosso correspondente)
A luta dos Operadores de Circulação e Venda (ORV), Revisores, Operadores de Venda e Controlo (ORC), isto, é os trabalhadores das bilheteiras, dos Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores de Serviço Comercial, Inspectores Chefes do Serviço Comercial, têm dado uma resposta de grande força e determinação durante o decorrer da presente greve. Até ao momento mais de 50% dos comboios programados não se realizaram. Dos até agora realizados, 25%, faziam parte dos chamados serviços mínimos, o que corresponde a mais de 80% de adesão à greve. Dos trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso de greve muitos são chefes, cuja adesão a formas de luta como esta não é muito normal, depreendendo-se daqui que a adesão do pessoal operacional, ORV’s e ORC’s é praticamente de 100%.
Nas linhas de Cascais e Sintra desde as 21:38 de ontem até à hora de ponta de hoje de manhã, não houve qualquer circulação e destes apenas se realizaram os serviços mínimos. As bilheteiras estão todas fechadas. No serviço de Longo Curso, o Alfa com partida do Porto para Faro não se realizou. Outros Alfas e Intercidades estão a ser feitos com recurso a trabalhadores não qualificados ou que já há muito tempo não têm contacto com aquele tipo de serviço, o que põe em causa a segurança dos passageiros. Nos serviços regionais não há praticamente comboios, porque a empresa com o conluio do Tribunal Arbitral desviou a percentagem da maior parte dos comboios a efectuar para o serviço de Longo Curso. Os comboios com partidas do Porto e destinados a Régua, Valença, Braga e Aveiro, foram fortemente afectados, estando apenas a realizar-se os dos serviços mínimos, acontecendo o mesmo nas linhas do Douro e Minho. No Norte e no Sul as bilheteiras encontram-se todas encerradas, estimando os sindicatos que pelo menos 75% delas o estejam também em todo o País.
Entretanto a empresa não bloqueou a venda de bilhetes para o dia de hoje, no seu sistema de venda de bilhetes, como é normal acontecer em situações de greve, demonstrando uma completa falta de respeito pela luta dos trabalhadores e pelos passageiros, tentando, numa manobra do mais puro oportunismo, pôr trabalhadores e passageiros em conflito, desviando a atenção do alvo principal, que é conjunto, e que não é mais nem menos que a política de afrontamento das condições de vida e de trabalho impostas por esta empresa e pelo governo que a suporta e estende ao resto das empesas e trabalhadores do País.

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