PAÍS
Na Central Hidroeléctrica de Salamonde II - Mais Dois Operários Vítimas da EDP
- Publicado em 30.08.2014
Mais uma vez a EDP é responsável por provocar dois feridos graves entre os operários ao seu serviço em obras de que é dona.
Agora, foi nas obras de construção da nova central hidroeléctrica para reforço de potência Salamonde II, junto à barragem de Salamonde no rio Cávado (distrito de Braga, concelho de Vieira do Minho), num investimento de mais de 200 milhões de euros.
A obra tem como empreiteiro o consórcio Teixeira Duarte/EPOS /Seth e envolve mais de 400 trabalhadores.
Ontem, cerca das 11H00, o operário Luís Gonçalves, de 23 anos, manobrador da Teixeira Duarte, e um outro operário dinamitista da EPOS, Manuel Augusto Botelho, de 58 anos de idade – tinha acabado de saber do deferimento do pedido de reforma - , foram gravemente feridos numa explosão, por falta de condições de segurança, quando se encontravam a preparar uma outra explosão em trabalhos de demolição de um muro de protecção de águas, edificado para alteração do canal de descarga.
O operário manobrador ficou com o tórax completamente esfacelado e o operário dinamitista sofreu lesões graves nas duas pernas, encontrando-se o primeiro ainda em perigo de vida.
Como nos foi referido no local, os acidentes nesta obra têm ocorrido com grande frequência, provocando dezenas de feridos graves e ligeiros - o último acidente tinha-se verificado há pouco mais de um mês e, num dos mais graves que ocorreu e foi silenciado, dois operários caíram de uma altura de nove metros.
Por outro lado, os trabalhadores desta obra têm estado sujeitos a ritmos de trabalho brutais, sendo forçados a fazer turnos de 12 horas seguidas e, nalguns desses turnos, ainda com prolongamentos.
A EDP tem de ser responsabilizada e os seus administradores severa e exemplarmente punidos pela prática de mais este crime, resultado de um continuado e sistemático desprezo pelas condições rigorosas de segurança no trabalho, cuja falta levou já ao homicídio de quatro operários na barragem da Foz do Tua e de três nas obras de reforço de potência da central da Venda Nova III, a decorrer junto à barragem da Venda Nova.
É que a EDP está, impunemente e com a total cobertura do governo de traição nacional Coelho/ Portas, a aplicar nas suas obras o regime de trabalho escravo que os novos mandarins chineses adoptam na China, usando os operários portugueses como carne para canhão da sua política de exploração desenfreada.
Embora as obras na frente de trabalho onde ocorreu o acidente tenham sido interrompidas, o PCTP exige a suspensão imediata de todas as obras da EDP até se acharem garantidas e executadas todas as medidas de segurança que ponham definitivamente termo à carnificina praticada por aquela empresa, bem como a imposição e respectivo controlo rigoroso dos horários de trabalho previstos na lei, designadamente, com o escrupuloso respeito pelas horas de descanso e de refeição.
Mas, para além destas medidas, a Unidade Local de Braga da ACT deve tornar público imediatamente o auto contra-ordenacional que porventura tenha elaborado a respeito deste acidente e as diligências que efectuou para travar o ciclo infernal de homicídios e ofensas à integridade física praticados nas obras da EDP na bacia hidrográfica do Cávado.
(do nosso correspondente)
De acordo com informações gentilmente transmitidas pelo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho ao Luta Popular, o operário Luís Filipe Pereira Gonçalves vítima da EDP nas obras de Salamonde II, encontra-se internado no Hospital de Braga, para onde foi transferido depois da intervenção cirúrgica no Porto, mantendo-se em coma induzido.
Este operário é também bombeiro na secção de Ruivães daquela Corporação de Bombeiros.
Já quanto ao outro operário igualmente vítima no mesmo acidente, Manuel Botelho, natural e residente no Fundão, foi recentemente transferido para o Hospital da Covilhã, onde ficará a recuperar das lesões que sofreu nos membros inferiores.
Actualizado em 2 de Setembro às 12H00
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No seguimento da deslocação realizada ontem, dia 3 de Setembro, pelo camarada Aleixo ao Hospital da Covilhã, em representação do Luta Popular, para visitar o operário Manuel Botelho, publicamos de seguida a correspondência enviada à Redacção.
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Leia também:
A ORDEM DOS ENGENHEIROS E OS OPERÁRIOS ASSASSINADOS NA FOZ DO TUA
A OBRA DA BARRAGEM DE FOZ TUA E A AUTORIDADE PARA AS CONDIÇÕES DO TRABALHO
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GREVE DOS ENFERMEIROS DO CENTRO HOSPITALAR VILA NOVA DE GAIA/ESPINHO REGISTA FORTE ADESÃO
- Publicado em 12.08.2014
(do nosso correspondente no Porto)
Os enfermeiros do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVN Gaia/Espinho), à semelhança do que tem vindo a acontecer por todo o país, realizam, durante o dia de hoje, uma greve, cuja adesão ronda os 100%, nos serviços de internamento, consultas externas e bloco operatório, onde funcionam apenas os serviços mínimos , e que conta com a solidariedade de auxiliares e médicos deste centro hospitalar.
Este centro hospitalar, onde actualmente trabalham 975 enfermeiros, perdeu nos últimos tempos 80 enfermeiros, sendo que só para repor os que saíram no último ano seria necessária a contratação de 45 novos enfermeiros.
Esta situação, tal como o Luta Popular tem vindo a denunciar, leva à contínua degradação das condições de trabalho, devido à imposição de trabalho extraordinário não programado, com turnos de 12 e mais horas, incumprimento do tempo de repouso entre 2 turnos, excesso de horas de trabalho programado, ultrapassando as 140 e 160 horas durante 4 semanas, o que, para além de manifestamente ilegal, se torna incompatível com a qualidade e segurança exigida neste trabalho .
Registe-se que estas horas extraordinárias não são pagas, mas convertidas em tempo, o qual também não é reposto de forma programada, impossibilitando, dessa forma, a organização da vida pessoal destes profissionais da saúde.
É perante esta situação que os enfermeiros do CHVN Gaia/Espinho reivindicam a contratação de mais enfermeiros, exigindo ainda que as administrações tenham autonomia para admitir os enfermeiros necessários.
Durante a concentração, o Luta Popular registou a ideia surgida entre os enfermeiros em luta da realização de uma greve abrangendo sucessivamente os vários sectores, dado todos os serviços estão carentes de pessoal. Estas greves setoriais culminarão numa greve geral do Centro Hospitalar.
A luta dos enfermeiros é também uma luta contra a liquidação do Serviço Nacional de Saúde assumidamente levada a cabo pelo sinistro ministro Paulo Macedo, e que deve ser apoiada por toda a população, a qual deve exigir o fim desta política de austeridade e o derrube deste governo de traição nacional Coelho/Portas.
Afinal de contas, a austeridade não é igual para todos: quando se trata de salvar os BPN, BPP e agora o BES rouba-se o dinheiro dos contribuintes, desviando-o, dessa forma, por exemplo, do Serviço Nacional de Saúde.
G.
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CASINO DA PÓVOA DO VARZIM - GESTÃO DELIBERADAMENTE DANOSA OU CERTEZA DE IMPUNIDADE?
- Publicado em 05.08.2014
(do nosso correspondente na Póvoa de Varzim)
A actual administração da Varzim Sol, SA, admitiu recentemente cinco novos pagadores de banca para o Casino da Póvoa de Varzim, segundo ela para suprir necessidades pretensamente resultantes da aposentação/saída de trabalhadores com essas funções, facto este previsível há pelo menos um ano.
Só por si, esta decisão dos administradores do Casino não mereceria uma particular atenção, não fora o caso de a mesma administração ter procedido o ano passado a um despedimento colectivo de 21 trabalhadores, grande parte dos quais ficheiros fixos e caixas, e, na fase de negociação, ter sido proposta pelos trabalhadores, entre outras soluções de não despedimento, a transferência para essa função específica de pagador de banca de alguns dos trabalhadores, na altura ameaçados de despedimento e entretanto despedidos, o que foi liminarmente recusado pela administração, não dando cumprimento à norma legal que obriga o empregador que quer fazer um despedimento colectivo a procurar, no seio da empresa, outras funções compatíveis para os trabalhadores cujo posto de trabalho é extinto.
Esta conduta, a juntar a um infindável rol de outros actos de gestão danosa, mesmo na óptica capitalista, tem feito surgir a ideia de que a actual administração terá por objectivo levar o Casino à falência. Mesmo que assim fosse, o certo porém é que o que a faz actuar assim é, além de uma convicção de impunidade com base nas leis do governo de traição nacional Coelho/Portas, criar condições de agravamento da exploração através da introdução de uma cultura de terror e subserviência entre os trabalhadores que uma arbitrariedade total e impune propicia.
A administração sabe que mesmo perdendo o processo do despedimento ganhará porque o despedimento ilegal hoje, com o suporte das leis do governo traidor Coelho/Portas/Cavaco, pouco custa aos capitalistas, além de servir para intimidar e pôr na ordem os trabalhadores.
É o que estes lacaios julgam…
Mas esperem pela resposta!
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ENFERMEIROS DO INSTITUTO DE ONCOLOGIA DO PORTO EM GREVE
- Publicado em 05.08.2014
(do nosso correspondente no Porto)
No conjunto de todos os serviços do IPO, a adesão à greve dos enfermeiros ultrapassou os 90%, sendo que naqueles que são mais afectados por falta de enfermeiros, designadamente os de medicina e cirurgia, a paralisação atingiu os 100%.
Cerca de uma centena de enfermeiros deste instituto conjuntamente com utentes dos serviços em greve concentrou-se à entrada do IPO, manifestando, através de várias intervenções e de palavras de ordem, um forte espírito de mobilização e a consciência de que esta luta é uma luta justa e decisiva para assegurar a prestação de serviços de saúde seguros e de qualidade.
Importa referir que, no caso do IPO, em que os enfermeiros já ultrapassaram em muito os limites da exaustão, os lacaios do ministro ficam apenas pela promessa de vir a admitir 10 enfermeiros , quando o número mínimo indispensável para atingir as dotações seguras estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde é muito superior a 50 destes profissionais.
Alguns destes trabalhadores grevistas revelaram a sua disposição de unificar as inúmeras lutas que os enfermeiros vêm desencadeando em todo o país, no sentido de realizarem uma greve geral nacional desta classe, ideia que nos parece inteiramente justa.
E mais, quer os enfermeiros, quer os restantes trabalhadores portugueses só conseguirão atingir os seus objectivos se se unirem para derrubar o governo de traição nacional Coelho/Portas, caminhando, desde já, para a realização de uma greve geral nacional de 48 horas.
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Plenário dos trabalhadores do Metropolitano - Unidade numa base séria só para a luta pelo derrube do governo de traição nacional!
- Publicado em 29.05.2014
(do nosso correspondente no Metropolitano de Lisboa)
No seguimento de uma reunião entre a CT e os sindicatos do Metropolitano de Lisboa foi convocado o plenário dos trabalhadores que se realizou hoje, dia 29 de Maio, junto às instalações da Sidónio Pais.
Simultânea e estranhamente foi também convocado pela CT e pretensamente pelas organizações sindicais (em que não se incluiu o SINDEM) um plenário de reformados para a mesma hora, mas para ter lugar no jardim da vivenda do ML na Avenida Fontes Pereira de Melo.
Este plenário acabou aliás por não se realizar pelo facto – a ter que ser explicado pelos seus promotores – de a vivenda se encontrar fechada e ter sido assim impedida a entrada e a realização do plenário, acabando os reformados por se deslocarem até à Sidónio Pais, escoltados pela polícia, ali presente não se sabe chamada por quem.
No que respeita ao Plenário dos trabalhadores do Metropolitano, que tinha como ordem de trabalhos a análise da situação actual da empresa e medidas a tomar, para além de se discutir a posição dos trabalhadores de se recusarem a aceitar a qualquer preço a extensão do seu horário de trabalho por ocasião das realizações do Rock in Rio e das festas da cidade de Lisboa, o plenário foi também ocasião para a direcção do SINDEM ter apresentado uma moção sobre a necessidade de intensificar a luta contra este governo de traição nacional, à saída da derrota por ele sofrida nas últimas eleições, propondo-se a convocatória de uma greve na empresa.
Confrontados com a apresentação desta moção, para além da sabotagem da sua discussão e votação pela direcção do plenário, alguns dirigentes da Frestru ficaram visivelmente embaraçados e foram mesmo forçados a manifestar-se contra a adopção de novas formas de luta, como a greve, para evitar que se concretizem as medidas terroristas do governo relativamente aos trabalhadores do Metro.
Antes de desmobilizado em consequência da conduta antidemocrática da direcção do plenário, o Presidente da direcção do Sindem teve ainda oportunidade de denunciar as hesitações veiculadas por certos dirigentes sindicais de mobilizar os trabalhadores para intensificarem a luta contra um governo que acaba de sofrer uma derrota esmagadora nas últimas eleições.
Assim, em lugar de saírem do plenário já unidos para novas formas de combate, os trabalhadores vão ainda ter de esperar por reuniões das diversas direcções sindicais.
Os trabalhadores do Metropolitano, tal como os restantes trabalhadores do sector dos transportes, não podem deixar-se enredar por manobras de entretém, quando o momento é de não dar um minuto de tréguas na luta pelo derrubamento deste governo de traição nacional Coelho/Portas.
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Descarrilamento na Linha da Beira Alta - Os efeitos da política terrorista dos transportes
- Publicado em 18.05.2014
(do nosso correspondente na C.P.)
Descarrilou ontem, dia 15 pelas 12 horas, um comboio de mercadorias da empresa privada TAKARGO, entre Mortágua e o apeadeiro de Luso-Buçaco, na Linha da Beira Alta, quando os rodados de um dos vagões saltou dos carris e veio a partir as travessas ao longo de seis quilómetros.
Até ao momento a REFER ainda não tem previsão sobre quando poderá reabrir a linha, mas o mais provável é que os trabalhos se prolonguem durante toda a semana devido à dimensão dos estragos.
O vagão não sofreu danos de monta, mas a extensão de via danificada coloca à REFER um problema essencialmente logístico: conseguir material e homens para atacar imediatamente uma frente de obra com seis quilómetros numa zona sinuosa e de difíceis acessos. São necessárias cerca de 10 mil travessas.
É que a interrupção da linha da Beira Alta ocorre numa altura em que a via que poderia servir de redundância à principal via de saída e entrada do País, em termos ferroviários, encontra-se abandonada desde que foi encerrado o troço da Linha da Beira Baixa que ligava a Covilhã à Guarda e todas as outras ligações com Espanha, à excepção da ligação para Vigo, se encontram encerradas e abandonadas. São apenas 50 quilómetros de via que começaram a ser renovados em 2009, mas pouco passaram do apeadeiro de Caria. Os transbordos que a CP se vê agora obriga a fazer, dos Intercidades e Regionais, serão entre Vilar Formoso e Lisboa, no caso do Sud Express e do Internacional de Madrid, poderiam assim ser evitados se a política economicista e de subjugação aos ditames do imperialismo germânico, via Tróica, não acontecessem.
A juntar ao tráfego normal que terá de ser completamente suspenso, afectando pessoas e mercadorias, há ainda a final da Taça dos Campeões de futebol no próximo dia 24, a realizar em Lisboa, estando fretados 12 comboios especiais vindos de Madrid.
Numa altura em que o governo se apressa a chamar toda a comunidade internacional, para que iluminem com os seus holofotes o "milagre económico" do cumprimento canino da prescrição da Tróica, seria bom que mostrasse também, toda a destruição a que tem vindo a levar do País e neste caso, abraçando-se aos dirigentes do PS, o aniquilamento de centenas de quilómetros de vias férreas, que têm deixado populações inteiras sem qualquer meio de transporte. O "milagre" que continua a ser pago com os maiores sacrifícios de quem trabalha ou se encontra na situação de reforma ou desempregado. O combate à desertificação do interior do País, não se faz com a supressão cada vez maior dos meios de comunicação.
É também por isso que este governo, PSD/CDS Cavaco, deve ser imediatamente destituído, e no próximo dia 25 não devemos votar em nenhum desses partidos que têm dividido o poder entre si, quer estejam no Governo ou representados na A.R. O voto deve ser dado àqueles que têm uma política consequente e de recusa do pagamento de uma dívida, que longe de estar resolvida, é cada vez mais impagável. O voto de dia 25 deve ser dado a quem lute pela saída imediata do Euro, pois só assim poderemos resolver grande parte dos problemas económicos do País e levar à prática a modernização das vias férreas e do material circulante.
Esse voto é sem dúvida nos candidatos do PCTP/MRPP!
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Empresa de Electricidade dos Açores (EDA) - Greve às Horas Extraordinárias
- Publicado em 08.05.2014
(do nosso correspondente em Ponta Delgada)
Com início no dia 27 de Abril e marcada até 31 de Julho de 2014, está a decorrer uma greve às horas extraordinárias pelos trabalhadores da EDA (Empresa de Electricidade dos Açores).
A pretensão do Governo Regional dos Açores é a de deduzir as horas extraordinárias no pagamento da chamada remuneração complementar, isto é, ao fazer horas extraordinárias o trabalhador não as recebe porque recebe a remuneração complementar! É o que se chama favorecer o malandro e esbulhar ainda mais o que trabalha. Prática corrente, aliás, da corja no governo.
Os trabalhadores com esta greve expressam a sua indignação e exigem o fim de discriminação negativa que sofrem comparativamente com as empresas equiparadas (SATA e Portos) e exigem a eliminação da dedução do valor das horas extraordinárias no recebimento da remuneração complementar.
A adesão à greve é total, apesar das diversas intervenções ludibriosas e intimidatórias levadas a efeito pela Administração (51% pública e 49% capitais privados) e pelo Governo Regional dos Açores.
É importante que fique denunciado o carácter fascista e provocatório da Vice-Presidência do Governo (que tem a tutela do que dantes eram atribuições do Governador Civil), da Polícia, e do próprio Presidente do Governo Regional, ao recorrerem ao Decreto-Lei nº 406/74 de 29 de Agosto para impedirem a livre circulação dos trabalhadores na via pública quando se dirigiam à Presidência do Governo para entrega da carta contendo o que na Reunião Geral de Trabalhadores ficara decidido.
É importante ainda que fique publicamente denunciado o recurso intencional e continuado à imposição de serviços mínimos no âmbito da prestação de horas extraordinárias com que a Administração e o Governo tentam insidiosamente quebrar a luta, vexar os trabalhadores e roubar-lhes as remunerações que lhes são devidas.
Os trabalhadores e as suas organizações sindicais e a CT têm sabido anular toda a sorte de armadilhas e provocações da administração e do governo com notável dignidade, inteligência e firmeza.
Viva a justa luta dos trabalhadores da EDA!
Ousar lutar ousar vencer!
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Trabalhadores do sector ferroviário em greve
- Publicado em 08.05.2014
(dos nossos correspondentes no sector ferroviário)
Convocada por todos os sindicatos do sector, à excepção do Sindicato dos Maquinistas e Sindicato dos Revisores, está hoje em curso, desde as 0H00 do dia 8 de Maio, uma greve de 24 horas dos trabalhadores da REFER (infra-estruturas, estações e linha dos caminhos de ferro) da CP (material circulante), da CP-Carga e da EMEF (oficinas).
Das informações recebidas até ao momento na redacção do Luta Popular enviadas pelo nossos correspondentes na CP e na EMEF, mais de uma centena de comboios foram suprimidos a nível nacional (CP) e registaram-se elevados níveis de adesão à greve nas oficinas (na EMEF no Barreiro, só sete de cerca de uma centena de operários furaram a greve), na CP-Carga e nos Centros de Comando (CCO), estes integrados na REFER.
Para além de uma maior adesão de grevistas maquinistas nas linhas de Sintra e Barreiro, registe-se ainda o facto de as bilheteiras de Vila Real de Santo António, Tavira, Olhão e Faro terem estado encerradas e, durante a parte da manhã, só se ter verificado a circulação de um comboio entre Vila Real e Tavira.
Os trabalhadores deste sector têm estado envolvidos numa luta persistente contra a política do governo de traição nacional e a greve foi agora convocada com os seguintes objectivos:
- Pelo cumprimento integral dos Acordos de Empresa em todas as suas matérias;
- Pela defesa dos postos de trabalho;
- Pelo imediato cumprimento do direito às concessões para todos os ferroviários e suas famílias;
- Pelo fim do processo em curso de liquidação e pulverização do Sector Ferroviário Nacional onde o único objectivo estratégico tem sido o criar de novas oportunidades de negócio para os grandes grupos económicos, custe o que custar aos ferroviários, aos utentes e ao país;
- Por um Serviço Ferroviário público, de qualidade e seguro, que corresponda às necessidades do País e dos Portugueses;
- Pela defesa da REFER como empresa pública e contra a fusão com as Estradas de Portugal.
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Plenário dos Reformados do Metropolitano de Lisboa e da Carris
- Publicado em 29.04.2014
(do nosso correspondente no Metropolitano)
Convocados pela Comissão de Reformados, os reformados do Metropolitano de Lisboa e também da Carris, concentraram-se hoje em frente da Segurança Social, Entrecampos, com o objectivo de exigir a devolução do CES, de Janeiro e Fevereiro, cortes esses que incidiram indevidamente sobre os inexistentes complementos de reforma que desde do princípio deste ano foram roubados por este governo terrorista, a esses mesmos homens e mulheres. Entretanto foi entregue uma carta de protesto, sendo recebidos pela direcção da Segurança Social uma delegação dos reformados. Dessa reunião, mais uma vez, a Segurança Social comprometeu-se regularizar esta situação a partir de 10 de Junho. Entretanto os reformados dirigiram-se a pé até à sede do Metropolitano de Lisboa, na Barbosa do Bocage, para demonstrar que não estão dispostos aceitar o roubo dos complementos de reforma.
Os trabalhadores reformados não cedem nas suas reivindicações, além da luta nas ruas, está já marcado uma primeira sessão no tribunal para dirimir uma acção que foi entregue pelos sindicatos representativos dos trabalhadores.
Luta dura, mas os trabalhadores vencerão!
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ENVC - A confirmação de uma linha política
- Publicado em 27.02.2014
(do nosso correspondente em Viana do Castelo)
Um experiente camarada comunista marxista-leninista questionado sobre quais as razões por que um governo de traição nacional como este, e nas circunstâncias políticas actuais da luta de classes, ainda não tinha caído, perante o silêncio dos ouvintes, respondeu: são duas, uma o PS e a outra a CGTP.O PS porque se não tivesse aceitado negociar o acordo de “salvação nacional” proposto pelo bandalho do Cavaco, o governo teria caído; a CGTP porque desconvocou a passagem a pé sobre a ponte. Pois, no que respeita à CGTP não se trata de um erro, de um erro grave é certo, mas apenas erro. Não! Os factos recentes nos ENVC provam que é uma política, uma política feita de desistência e derrota.
Todo o operário consciente, todo o democrata, todo o patriota cuidava, ainda há pouco, que os trabalhadores dos ENVC, principalmente os operários, estavam na vanguarda do combate político contra o avanço da contra-revolução não só no domínio das relações laborais como pela salvaguarda dos meios de uma estratégia nacional de desenvolvimento baseada na potenciação dos recursos próprios, nomeadamente do mar, contra a prática traidora do governo de venda ao desbarato de todos os activos e de entrega à exploração imperialista dos recursos nacionais.
A ofensiva vende-pátrias do governo consistia em concessionar o terreno e os equipamentos dos estaleiros a uma empresa de um grupo falido, a Martifer, por meia dúzia de tostões para, salvaguardando interesses de banqueiros postos em causa quer pela situação financeira do próprio grupo Martifer quer pela possibilidade de violação dos contratos dos ENVC, lavar as mãos do futuro encerramento do mesmo com a entrega do negócio da construcção naval aos estaleiros do Norte da Europa (encerrando os ENVC, mais negócio fica para os restantes estaleiros). Cumpriria assim mais um acto no processo de integração europeia do país fazendo o que Soares, Cavacos, Guterres, Barrosos e Sócrates já haviam feito no passado, mas ainda com maior gravidade dada a debilidade actual do aparelho produtivo nacional: liquidando a capacidade produtiva num sector estratégico para o desenvolvimento do país. Não hesitou mentir sobre exigências da UE, não hesitou em utilizar meios avultados para oferecer de borla à concessionária, não hesitou em utilizar todos os meios para tentar “limpar” os ENVC dos seus, segundo um ex-administrador, “piores passivos”, os trabalhadores.
A propaganda comunista marxista-leninista tudo isto denunciou. Para a vitória numa luta desta natureza tornava-se essencial conhecer o interesse do inimigo, a solidariedade dos sectores democráticos e patrióticos e uma unidade férrea dos trabalhadores para não se deixarem encantar pelos cantos da sereia do duvidoso interesse pessoal imediato ensaiados pelo governo. Mas um bando de dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito de Viana do Castelo (STIMMDVC), sindicato filiado na CGTP, o Branco Viana, o Martinho Cerqueira e o Diamantino Veiga, todos eles trabalhadores dos ENVC, para justificarem o seu encanto pelo interesse material imediato, violaram o mandato dos operários e negociaram com o ministro um “plano social” (mais 3500€ para cada trabalhador com direito ao complemento de pensão, mais 2500€ para os restantes e promessa de “prioridade” para os trabalhadores dos estaleiros nas 400 admissões da Martifer) em troca da traição (rescisão com mútuo acordo até 21 de Fevereiro). Para quem não assinasse, despedimento colectivo com direito exclusivamente aos “mínimos legais”. Dos actuais 617, apenas 11 resistiram.
E qual foi a reacção da CGTP que, em palavras, propunha a continuação da luta? Denunciar e expulsar do seu seio quem traiu desta maneira uma luta tão importante para os interesses sindicais? Não! Silenciar; passar de fininho; desistir. A mesma atitude da ponte. Enfim, uma política. Para já venceram o cálculo e o interesse pessoal, perderam a classe e interesses democráticos e patrióticos. Mas esta derrota de hoje pode ser transformada em vitória amanhã, se soubermos retirar as devidas lições.
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