PAÍS

Moradores dos Bairros do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana Voltam ao Protesto

(do nosso correspondente)

2014-11-29-guimaraes01Cerca de duzentos moradores dos bairros pertencentes ao Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) do Porto, Guimarães, Viana do Castelo e Barcelos concentraram-se, hoje, dia 28 de Novembro, à tarde, em frente a este instituto, no Porto, exigindo a revogação dos aumentos brutais das rendas de casa, a realização de obras nas casas e fazer-se ouvir nas suas exigencias pelo IHRU. 

Estes moradores voltam a protestar contra a escandalosa actualização das rendas exigida pelo IHRU que chega ao cúmulo de atingir 6000% (!!!) em alguns casos, e contra o novo regime de renda apoiada para habitação (Decreto n.º 281/XII), aprovada pela maioria parlamentar na Assembleia da República e que  facilita os despejos, de forma cega, sem respeitar situações de doença e velhice.

O representante dos moradores do Bairro de S. Gonçalo de Guimarães, bairro construído em 1977, referiu que “durante estes 40 anos o IHRU nunca fez melhoramentos nos prédios e para atingir as rendas que nos querem impor, vem penalizar-nos com a taxa máxima de conforto, como se vivêssemos num prédio de luxo!

Não conseguindo pagar as novas rendas impostas, e ameaçados de serem despejados, uma grande parte dos moradores entrou com uma acção judicial contra o IHRU e está a depositar a renda antiga à ordem do tribunal, por exemplo, em Guimarães são 248 moradores que o fizeram.

Revoltado e indignado com aqueles que lhes tentam retirar o direito à habitação, este representante acrescenta “ Esta cambada que nos governa de social não tem nada, tornou-se num desumano prepotente e ditador, cujo expoente máximo no caso do IHRU é a figura ridícula mas perigosa que se dá pelo nome de Vítor Reis.”

Na moção aprovada e entregue pelos representantes das comissões de moradores ao representante do IHRU é, mais uma vez, referida a necessidade de “ introdução de critérios de justiça social no cálculo do valor das rendas” e exigida “a suspensão imediata dos aumentos brutais e injustos das rendas que se encontram em aplicação, assim como a realização de todas as obras de melhoramento necessárias nos bairros.” Exigem, ainda, que o presidente da República não promulgue a nova lei.





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Greve na CP - Revisores e Trabalhadores das Bilheteiras Páram Comboios

(do nosso correspondente)

comboios parados 01A luta dos Operadores de Circulação e Venda (ORV), Revisores, Operadores de Venda e Controlo (ORC), isto, é os trabalhadores das bilheteiras, dos Assistentes Comerciais, Chefes de Equipa Comercial, Inspectores de Serviço Comercial, Inspectores Chefes do Serviço Comercial, têm dado uma resposta de grande força e determinação durante o decorrer da presente greve. Até ao momento mais de 50% dos comboios programados não se realizaram. Dos até agora realizados, 25%, faziam parte dos chamados serviços mínimos, o que corresponde a mais de 80% de adesão à greve. Dos trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso de greve muitos são chefes, cuja adesão a formas de luta como esta não é muito normal, depreendendo-se daqui que a adesão do pessoal operacional, ORV’s e ORC’s é praticamente de 100%.

Nas linhas de Cascais e Sintra desde as 21:38 de ontem até à hora de ponta de hoje de manhã, não houve qualquer circulação e destes apenas se realizaram os serviços mínimos. As bilheteiras estão todas fechadas. No serviço de Longo Curso, o Alfa com partida do Porto para Faro não se realizou. Outros Alfas e Intercidades estão a ser feitos com recurso a trabalhadores não qualificados ou que já há muito tempo não têm contacto com aquele tipo de serviço, o que põe em causa a segurança dos passageiros. Nos serviços regionais não há praticamente comboios, porque a empresa com o conluio do Tribunal Arbitral desviou a percentagem da maior parte dos comboios a efectuar para o serviço de Longo Curso. Os comboios com partidas do Porto e destinados a Régua, Valença, Braga e Aveiro, foram fortemente afectados, estando apenas a realizar-se os dos serviços mínimos, acontecendo o mesmo nas linhas do Douro e Minho. No Norte e no Sul as bilheteiras encontram-se todas encerradas, estimando os sindicatos que pelo menos 75% delas o estejam também em todo o País.

Entretanto a empresa não bloqueou a venda de bilhetes para o dia de hoje, no seu sistema de venda de bilhetes, como é normal acontecer em situações de greve, demonstrando uma completa falta de respeito pela luta dos trabalhadores e pelos passageiros, tentando, numa manobra do mais puro oportunismo, pôr trabalhadores e passageiros em conflito, desviando a atenção do alvo principal, que é conjunto, e que não é mais nem menos que a política de afrontamento das condições de vida e de trabalho impostas por esta empresa e pelo governo que a suporta e estende ao resto das empesas e trabalhadores do País.



Leia também:
Revisores e Trabalhadores das Bilheteiras da CP em Greve 

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Cacém - Os Muros da Vergonha

(do nosso correspondente)

muro cacem 01Um muro com 12 metros de altura construído irregularmente junto a dois prédios situados no Cacém, concelho de Sintra, desmoronou-se ontem, atingindo uma parte daqueles prédios.

Como foi denunciado ao Luta Popular Online, os riscos de desmoronamento deste muro já se tinham revelado há pelo menos três anos, facto que era do conhecimento da vereação camarária, sendo que os indícios da sua degradação já remontavam a 2007.

Assim, aquilo que agora sucedeu e que podia ter dado origem a uma catástrofe não foi, como invocou o actual presidente da câmara de Sintra, provocado pelas chuvas que caíram mais intensamente nos últimos tempos, mas antes o resultado da incúria e do desleixo da câmara por não cuidar de assegurar a manutenção destas edificações, para além das negociatas que envolve a emissão de licenças aos patos bravos da construção civil.

Acresce que situações destas existem outras no concelho, sem que a câmara intervenha a tempo de evitar consequências para a vida e património dos cidadãos.





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Enfermeiros em Luta Elevam Adesão em Novo Dia de Greve Nacional

(do nosso correspondente)

greve 01O segundo dia de greve nacional realizado este mês pelos enfermeiros, que termina às 24H00 de hoje, dia 21 de Novembro, registou uma adesão de 80%, ou seja, superou a do passado dia 14.

É esta a resposta que os enfermeiros dão às manobras e pressões exercidas pelo ministro Paulo Macedo, que já deveria ter percebido que os enfermeiros não se deixam amedrontar pelas suas contínuas chantagens e tentativas de colocar a opinião pública contra estes profissionais, gerando, ainda, confusão com a marcação de reuniões em vésperas das greves, recorrendo a ardis rasteiros como o de obrigar os enfermeiros dos centros hospitalares onde existiam casos de legionela a permanecer no seu lugar de trabalho apesar de estarem em greve.

A questão é clara: o governo quer acabar com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas sente-se obrigado pela luta do povo a fazê-lo às escondidas para tentar minimizar a revolta dos portugueses.

Na reunião realizada ontem, entre sindicato e ministério da saúde, voltou a sair uma mão cheia de nada, no que se refere a reivindicações cruciais que garantem a qualidade do serviço prestado, como sejam o horário das 35 horas, a contratação do número mínimo de enfermeiros necessários a uma prestação de serviço segura e de qualidade, o direito ao gozo das folgas, a harmonização dos salários.

O governo de traição nacional Coelho/Portas promete agora (mais uma promessa certamente igual a tantas outras que fez e rasgou no passado) um aumento do número de enfermeiros.

Fala em mil, querendo fazer esquecer que mais de 3000 enfermeiros no último ano passaram à situação de gozarem dos descontos que fizeram durante toda uma vida, ou seja, mesmo admitindo a hipótese de serem efectivamente mil os enfermeiros a iniciar funções (há, contudo, a ter em conta que nestes mil estão incluídos os enfermeiros que passaram de contratados a efectivos), a diferença para os aposentados (cerca de 3000) é abissal e não resolve nem de perto a falta de enfermeiros que está a provocar a ruptura em muitos dos serviços do SNS, de que destacamos o Hospital de Santarém como mero exemplo, já que os 30 enfermeiros contratados são notoriamente insuficientes, situação que pode levar ao encerramento de salas operatórias. Sem esquecer que dentro destes mil estão também os que passaram de contratados a efectivos.

Não pode ficar sem uma palavra de indignação e revolta os miseráveis "vencimentos" à hora para além de muitos outros, como os aplicados nas contratações feitas através de empresas de subcontratação, caso do Centro Hospitalar do Médio Tejo, e que subsistem abaixo dos valores legais (se incluirmos os ratados complementos, chegam algumas vezes a ser um terço do que está previsto na lei).

Trata-se, é bom que se diga e bem alto, de UM INSULTO A TODOS OS ENFERMEIROS QUE NÃO PODE NEM VAI FICAR SEM RESPOSTA.

É imperioso que os enfermeiros e as organizações que os representam assumam que a única forma de conseguir este desiderato bem como a melhoria das condições de vida e trabalho da generalidade dos portugueses passa obrigatoriamente pelo derrube deste governo de traição nacional.





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Penafiel: Salários em Atraso

(do nosso correspondente)

Este texto refere-se ao artigo “Em Portugal Cada Vez se Ganha Menos...”

Um grande bem-haja por este trabalho corajoso de desmascarar as atrocidades que se vão cometendo neste nosso Portugal!



Este texto leva-me a dar a conhecer um caso que se tem passado na freguesia de Macieira, concelho de Lousada.

Em inícios de Setembro, uma empresa têxtil abriu concurso para contratação de 20 trabalhadoras (costureiras), para abrir mais uma linha de produção. Apresentaram-se poucas, pois a má reputação desta unidade fabril levou a que ninguém queira apresentar-se para trabalhar nesta empresa. 

Há relatos de que tem sido vistoriada alegadamente por técnicos da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de Penafiel, mas até hoje a empresa continua a laborar.

Há relatos das funcionárias, sempre amedrontadas, de que nesta fábrica se praticam abusivamente horas extraordinárias sem serem pagas e de que há salários que nem chegam aos €300 mensais.

Quem não faz horas extras é confrontado com ameaças de desemprego, maltratadas verbalmente e humilhadas, coisas que infelizmente são práticas comuns no dia a dia destas empresas.

Já foi dado a conhecer, junto do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) local, também de Penafiel, no sentido de não colocarem trabalhadores nesta empresa, mas continuam a fazê-lo.

Houve uma operária que se queixou junto do IEFP e a empresa foi obrigada a pagar-lhe os descontos que não lhe estava a fazer há mais de 6 meses e a pagar-lhe os restos dos salários Só que logo a seguir a mesma empresa lhe facultou uma declaração previamente feita para a operária assinar, não sabendo a mesma (iletrada) que estava a assinar o seu próprio despedimento Recentemente, temos relatos de operárias recém-contratadas que já foram avisadas de que, enquanto não derem a produção, irão receber apenas 270,00 € (nem chega aos 310,00 € do relatório do INE), provavelmente sem descontos e com a conivência dos técnicos da ACT e do IEFP locais que, conhecendo os factos, continuam a permitir (com a omissão dos seus actos) que a empresa possa explorar estas operárias cuja alternativa é o desemprego.

Só para se perceber que o que escreve tem muita razão de ser e que deve continuar a ter força para o fazer.





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Contra a Chantagem do Governo - Enfermeiros Mantêm com Firmeza Greve de 24 Horas

Actualizado em 15.11.2014

(do nosso correspondente)

Contra todas as manobras e chantagens do governo, os enfermeiros prosseguem a luta, mantendo a greve de 24 horas convocada para hoje, dia 14 de Novembro, a qual teve início no turno da noite começado ontem, dia 13, terminando às 24H00 de hoje. Para o próximo dia 21 está convocada nova greve de 24 horas.

Estas novas greves vêm no seguimento das diversas lutas desencadeadas a nível nacional e local. No entanto, esta luta não pode só ser vista como uma luta contra as medidas intoleráveis impostas pelo actual governo, que em acto de desespero, tentou arremessar contra os enfermeiros os problemas de saúde pública criados pela incúria do grande capital, como é a “doença do legionário”.

Os enfermeiros, mesmo em greve, nunca deixaram de prestar os cuidados mínimos indispensáveis às populações e não é agora que o vão deixar de fazer; mesmo quando há instituições que, contra a lei, se recusam a pagar essa prestação de serviços mínimos, como é a ARS Lisboa e Vale do Tejo. Consequentemente, se o senhor Ministro da Saúde estivesse preocupado com os doentes internados, já há muito que tinha obrigado esta e outras instituições a pagar o trabalho prestado em serviços mínimos obrigatórios e não assobiava para o lado, como se de nada estivesse a acontecer.

No entanto, há que recordar que uma parte dos problemas atualmente existentes, deriva da liquidação da carreira de enfermagem (Decreto-lei n.º 437/91, de 8 de Novembro), pelo governo Sócrates, em 2009, substituindo-a por um diploma que remetia para as calendas gregas tudo aquilo que era reivindicação dos enfermeiros e amputando-a de tudo o que era favorável aos enfermeiros. Assim, a chamada carreira de enfermagem está espartilhada por diversos diplomas que foram sendo publicados a conta gotas, de acordo com as necessidades políticas dos governos. Não esqueçamos que nessa altura diversos dirigentes sindicais do PS, PCP e Bloquistas, apregoavam esta medida como “uma grande vitória”.

Só à luz dos lobbies políticos e corporativos, associados à exploração desenfreada dos profissionais e à tentativa de liquidação do Serviço Nacional de Saúde, é que se pode compreender que os enfermeiros ganhem abaixo dos restantes licenciados, recebam menos de metade da compensação da penosidade do trabalho noturno, trabalhem acima dos ritmos de trabalho considerados seguros para uma boa prática de cuidados aos doentes. Uma boa parte dos enfermeiros ganha hoje menos do que o que ganhava há 10 anos, apesar de muitos deles terem valorizado o seu desempenho obtendo (à sua custa) pós graduações e especialidades.

O problema das novas contratações dos enfermeiros é mais uma das mentiras do senhor ministro. Da forma como os concursos se processam, todos sabem que desde a sua abertura até à admissão dos enfermeiros decorre no mínimo 1 ano, sendo que muitos deles se arrastarão até aos dois anos. Deste modo, e para que as populações tenham os cuidados mínimos necessários (cuidados que o senhor ministro, perante a greve, se finge tão preocupado) o ministério teria de contratar imediatamente, no mínimo, 5000 enfermeiros através de contrato individual de trabalho, preocupando-se posteriormente com as aberturas de concursos, para regularizar a situação. Deveria ainda compensar remuneratoriamente as valorizações profissionais dos enfermeiros que obtiveram o grau de especialistas, independentemente de concurso.

Os enfermeiros devem tirar as suas conclusões e mobilizar-se numa luta que é sua e de todos aqueles que utilizam diariamente o serviço nacional de saúde.


Mais uma manifestação de força em boa adesão à greve

Enfrentando com firmeza a vergonhosa e demagógica chantagem do ministro Paulo Macedo e do seu séquito de lacaios de utilizarem a epidemia da legionela, aliás da responsabilidade do governo a que pertencem, para levar o sindicato dos enfermeiros a desconvocar a greve, esta não só se manteve como obteve elevados níveis de adesão, em particular nos principais hospitais do País.

Assim, tanto no turno da noite – com uma percentagem de grevistas de 78,6% -, como no turno da manhã – 70,6% - (percentagens calculadas com base em números rigorosos de grevistas nas unidades hospitalares onde esse apuramento foi possível ultimar), os enfermeiros demonstraram mais uma vez a sua determinação em prosseguir uma luta inteiramente justa e que põe directa e frontalmente em causa os cortes impostos pela Tróica e aplicados pelo governo de traição nacional Coelho/Portas.

Assinalem-se os casos mais significativos do Hospital de São José (168 enfermeiros escalados e 156 grevistas) Hopsial D. Estefânia (88 escalados e 72 em greve), Maternidade Alfredo da Costa (51 grevistas em 56 escalados) Hospital Santa Marta (92 escalados e 74 em greve) – em Lisboa e no turno da manhã, sendo que no turno da noite, o número de grevistas foi superior.

No Porto, destaca-se o Hospital de São João, com 298 enfermeiros em greve para 354 escalados.

Vários foram também os hospitais com 100% ou acima de 90% de paralisação – casos de Peniche (100%) Castelo Branco (100% no turno da noite e 95,4 % no da manhã, num universo de 139 enfermeiros), Serpa (100%).

Importa também aqui denunciar, sem prejuízo de uma abordagem mais profunda, até porque esta luta ainda não terminou – está marcada nova greve dia 21 de Novembro –, que o governo praticou uma descarada ilegalidade destacando para se apresentarem (não se trata, nem podia tratar-se, de requisição civil) mais enfermeiros, para além dos serviços mínimos no caso perfeitamente suficientes, nos hospitais de Vila Franca, Amadora/Sintra e nos centros hospitalares com doentes do surto da legionela.

Depois de falhada a manobra de levar o Sindicato a desconvocar a greve, é a perseguição e o desespero de uma corja de patifes que há muito devia ter sido corrida!




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Morte de Pescador em Barra Natural da Ria Formosa

(do nosso correspondente em Olhão)

Esta madrugada, morreu o pescador da pesca da ganchorra Jorge Manuel Serra, de 46 anos de idade, quando tentava sair para a faina pela Barra da Armona, na embarcação de sete metros “Patrício”.

Um outro pescador que acompanhava aquele ficou gravemente ferido, tendo sido salvo pelos pescadores das embarcações "Alamar" e "Mestre Francisco" que revelaram grande coragem nessa operação.

Apesar das condições de navegabilidade não serem as melhores pelas condições climatéricas, muitos pescadores arriscaram e perderam a vida, devido à situação de miséria a que os diversos governos votaram o sector das pescas.

Depois de quatro meses de inactividade, provocada pela presença de biotoxinas, os pescadores são forçados a arriscar a vida para ganhar tostões e ainda têm de levar com a perseguição que lhes é movida pelas autoridades.

Esta morte vem pôr a nu a forma negligente como as entidades públicas, a todos os níveis da hierarquia do Estado, encaram a situação do cordão dunar da Ria Formosa e, muito particularmente, das barras naturais, que se transformaram em autênticos cemitérios.

Tanto a Barra da Armona com a da Fuzeta sofrem pelo assoreamento, criando um percurso sinuoso no seu interior, o que leva a que qualquer embarcação, possa de um momento para o outro ficar de lado à mercê de um golpe de mar, com o consequente naufrágio.

Apesar de sabedoras disso, as entidades públicas, de forma absolutamente negligente, omitem o risco a que os utilizadores da barra em geral e os pescadores da pequena pesca artesanal em particular, estão sujeitos.

No caso da Barra da Armona, em 2009, ano de eleições autárquicas, estava em curso a ligação de água e saneamento às ilhas barreira. A obra foi abandonada pela empresa construtora e, tentando conquistar votos, o presidente da câmara municipal de Faro, à época, José Apolinário, intercedeu junto da Águas do Algarve, dona da obra, e esta acedeu à deposição das condutas no fundo da barra, numa obra apresentada como “provisória” e que contribuiu para o completo assoreamento da barra para além de impedir as necessárias dragagens.

Para que isto fosse permitido, o Parque Natural da Ria Formosa tornou-se cúmplice, dando o aval à obra.

Cinco anos depois, a trágica morte de um pescador, cuja responsabilidade exclusiva não pode deixar de ser atribuída às entidades públicas que tutelam as barras e a sua navegabilidade.

Já não basta condenarem os pescadores a uma vida de fome e miséria, para ainda lhes criarem autênticas armadilhas assassinas como o são estas barras.

Os pescadores, face ao infeliz acontecimento, devem lutar por barras em condições de navegabilidade, nem que para isso tenham de correr com este governo e outros do mesmo quilate.

Revelando uma total hipocrisia, a ministra da Agricultura e Pescas teve o desplante de vir lamentar a morte do mestre Jorge Manuel Serra, não deixando de culpabilizar os pescadores, vítimas da sua política e do seu governo de traição nacional, por não terem prudência, evitando sair para o mar.

Para além das circunstâncias e responsabilidades acima denunciadas que estão na origem deste fatídico naufrágio, o que a lacaia do governo está no fundo a aconselhar é que os pescadores optem prudentemente por morrerem de fome em terra.


*  *  *

2014-10-31-funeral jorge serra 01Realizou-se ontem em Olhão o funeral do pescador Jorge Manuel Serra falecido no naufrágio do “Patrício”.

Numa manifestação de intensa solidariedade estiveram presentes mais de três centenas de pescadores e familiares, gente do mar que arrisca permanentemente a sua vida para sobreviver às condições de miséria que lhes são impostas por este governo de traição nacional Coelho/Portas.

Visivelmente emocionado participou também no funeral o pescador David Baptista José que ficara ferido no mesmo acidente.

Uma delegação da Organização Regional de Faro do Partido que se integrou no funeral, entregou na ocasião aos familiares do pescador Jorge Manuel Serra uma mensagem de solidariedade e de luta. 


Actualizado em 31.10.2014


 

 

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Na Praia de Faro - Manobras de Intimidação do Corpo de Intervenção da PSP

(do nosso correspondente em Faro)

Numa clara manobra de intimidação, a polícia de intervenção de Faro realizou ontem um exercício operacional/militar na Praia de Faro. Isto ocorre, desde logo, num contexto particularmente difícil para os pescadores residentes nos núcleos habitacionais que desde sempre ocuparam naquela Ilha.

A Sociedade Polis, em conjunto com as câmaras municipais subscritoras daquela sociedade, tem vindo a enviar notificações aos moradores dos núcleos a "renaturalizar", ou melhor dizendo, demolir, no sentido de serem retirados todos os seus pertences e convidando-os a abandonar as casas.

Como não podia deixar de ser, instalou-se o sentimento de revolta entre os pescadores e é previsível que ofereçam resistência às desocupações. Maior é a revolta, porque à Câmara Municipal de Faro competia assegurar o realojamento das famílias a desalojar, na zona do Montenegro, e nada fez.

É neste contexto que surge o exercício policial, para que em pleno teatro de operações, os moradores possam assistir às habilidades dos artistas do cassetete, em defesa do patrão.

Normalmente, este tipo de exercícios é efectuado na Ilha dos Hangares, numa área reservada da marinha. Porquê, então, agora na Praia de Faro?

É por demais evidente, como começámos por dizer, que estamos perante uma manobra provocatória de um corpo policial que se distingue pela prática das acções mais repressivas e fascistas e que visa, naturalmente, minar a resistência dos moradores.

A raiz de todos os problemas reside no Plano de Ordenamento da Orla Costeira que cria as zonas a renaturalizar (demolir), elaborado por "socialistas" e agora gerido por social-democratas.
A Sociedade Polis tem à sua frente um tal Sebastião Braz Teixeira, por inerência do cargo que ocupa na ARH, um invertebrado politico. Já o pai tinha sido secretário de estado ao tempo da múmia de Boliqueime.

A promiscuidade entre os interesses em jogo, permitiu a alteração da cartografia da área desafectada a favor do município de Faro, por forma a contemplar catorze casas que tinham ficado de fora e em risco de demolição. Dessas casas, sobressai a de David Santos, o homem forte do PSD Faro, um oportunista, que conseguiu ser premiado com a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

Mas há questões que devem ser mais esmiuçadas e que revelam bem a hipocrisia do que se prepara.

Na verdade, olhemos para a Rua de Nª.Srª do Carmo na Fuzeta, cujo lado sul está, todo ele, em Domínio Publico Marítimo (DPM). Apesar de apresentadas queixas na Administração da Região Hidrográfica do Algarve, CCDR, nos Tribunais Administrativo ou Criminal continua tudo na mesma, não se prevendo qualquer demolição, pese embora o facto de ser reconhecida a sua ilegalidade.
Na Península de Cabanas de Tavira, existe um edificado que está em DPM, autorizado mas à revelia da legislação.

Na Quinta do Lago, existem casas a oito metros da linha de água, ainda que em propriedade privada, mas que não podiam ser construídas porque todos aqueles espaços constituem servidão administrativa.

Tudo isto para mostrar bem da dualidade dos critérios adoptados para demolir, cirurgicamente, as casas dos pés-rapados.

E se, do ponto de vista da dominialidade é assim, do ponto de vista ambiental, não o é menos.

Na verdade quanto mais alto for o edificado, pior será a movimentação eólica das areias, um argumento já abandonado, restando apenas o argumento do risco para pessoas e bens.

E este risco pode facilmente ser corrigido, a custos reduzidos, com recurso a recifes artificiais em mangas de geo-têxteis, uma técnica que permite alterar a energia das ondas e com isso aumentar em largura e altura a mancha de areal.

Tudo o que está programado para a Praia de Faro e para o resto das Ilhas Barreira, é a venda a retalho a preços de saldo dos nossos valores naturais, onde se insere a tal estratégia para o mar e ordenamento marítimo, cozinhado entre PS e PSD.




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Atenção ao Banco Popular!

(do nosso correspondente)
banco popular 01Informo que o BadBank do Banco Popular em Portugal será vendido e cerca de 200 empregados do Banco dispensados ou cedidos à empresa que vai adquirir esse negócio. Ao que parece, nós, empregados do Banco Popular, não teremos alternativa a não ser assinar esse contrato de cedência e passar a trabalhar numa nova empresa.

Trata-se de uma venda de serviços, em que o Banco Popular e um novo sócio, um fundo dos Estados Unidos, irão criar uma nova empresa, detida em 51% por esse novo sócio e 49% pelo Banco Popular. Essa nova empresa não terá activos nem empregados, os activos serão os do Banco Popular, e, como referido, os empregados terão de assinar um contrato de cedência.

Esta manobra foi explicada pelo próprio presidente do Banco, numa reunião realizada no Hotel Sana Malhoa e que, pelo conteúdo e pelas poucas explicações, deixou apreensivos os trabalhadores do Banco. Estes receiam que esta manobra não passe de um despedimento colectivo encapotado, além de que representa um encaixe financeiro que o Banco bem precisa, dados os cortes de financiamento que a casa mãe espanhola tem feito. Este facto demonstra, na opinião dos trabalhadores, uma prova da má gestão efectuada e teme-se que a exemplo de outros bancos nacionais, entre em ruptura. O que comprovadamente ainda só não aconteceu pela já referida entrada de fundos da casa mãe espanhola que permitiu aguentar até à data o banco nacional. Foi também anunciada a venda do edifício na Rua Augusta, propriedade do Banco Popular, onde se iniciou o antigo BNC (que depois deu origem ao Banco Popular, após compra pela entidade espanhola) e onde funciona actualmente o referido BadBank do Popular, mais uma vez encarado com apreensão pelos trabalhadores pela necessidade de venda de património valioso do Banco.

Penso ser uma notícia importante no enquadramento da banca no nosso País, que gostaria fosse por vós investigada e divulgada, sendo que caso estejam realmente em risco 200 postos de trabalho, num banco da dimensão do Popular, representarão perto de 15% dos empregados.





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O Assalto dos 430 Mil Euros na Parede

(do nosso correspondente na União das Freguesias de Carcavelos e Parede)

jfparede01Só agora, em 2014, foi concluída a auditoria final ao desfalque na junta de freguesia da Parede, que veio a público em 2010.

Este órgão executivo da freguesia era então da responsabilidade da coligação PSD/ CDS, a qual voltou a vencer as eleições em 2013, já na actual União das Freguesias de Carcavelos e Parede.

O então presidente da junta – substituto por morte do titular – disse na altura (Nov. 2010) à comunicação social, quando assumiu funções, que o golpe ascendia a 243 mil euros. Sabe-se agora pela auditoria final – ainda no segredo dos deuses! – que, afinal, a fraude saltou para mais de 400 mil euros.!! O que representava, em 2010, mais de dois terços do orçamento da freguesia. Como é possível que os membros da junta de freguesia nada tenham visto? Só abriram os olhos depois de terem as “ barbas a arder “, após a morte do Presidente?

A Lei 75/2013, de 12 de Setembro, é muito explícita sobre as competências da Assembleia da Freguesia – art. 9º. nº. 1: "Compete à Assembleia de Freguesia, sob proposta da Junta de Freguesia : a) (…); d) conhecer e tomar posição sobre os relatórios definitivos resultantes de acções tutelares ou de auditorias …"

A discussão da auditoria podia ter sido incluída na ordem de trabalhos da Assembleia que se realizou em Julho; mas, no mínimo, devia ter sido incluída na ordem de trabalhos da Assembleia que foi marcada para o dia 29 de Setembro, o que não sucedeu. E, no caso de Carlos Oliveira, presidente da assembleia de freguesia, não ter querido colocar à discussão o relatório da auditoria, deveria então a junta ter recorrido à mesma lei acima citada, que permite convocar uma Assembleia Extraordinária - alínea a) do nº. 1 do artº 12º.

Nada tem sido feito quer pela presidente da actual junta, Zilda Costa da Silva , quer pelo presidente da assembleia de freguesia, Carlos de Oliveira, para que os cidadãos conheçam o relatório da auditoria a um desfalque perpetrado por uma autêntica quadrilha de osgas do PSD/CDS, liderada pelo ex–tesoureiro da junta de freguesia da Parede …

Concluindo: a junta de freguesia e o presidente da assembleia da União das Freguesias de Carcavelos e Parede estão a defender com unhas e dentes a sua confraria autora do assalto dos 430 Mil €. No entretanto, a oposição …. apanha bonés!




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