CORRESPONDÊNCIAS

Alto à penhora de rendimentos das famílias

Do nosso correspondente no Alentejo recebemos esta carta, onde diversos aspectos da actual crise são relacionados, e que publicamos integralmente:

Alto à penhora de rendimentos das famílias!

Irão escrever nos livros de história que a pandemia provocou inúmeros problemas à economia.
Não, não foi a pandemia, foram os 'nossos' governantes seguindo as ordens de Bruxelas com a cumplicidade dos deputados da Assembleia da República.
Restrições à circulação de pessoas e bens provocaram danos à economia que ainda continuam a ser contabilizados com a inflação a agravar.
Outro resultado foi o aumento da mortalidade porque as pessoas deixaram de ser acompanhadas nos Centros de Saúde e nos Hospitais.
As pessoas não podiam sair de casa para ir a um lago ou a um rio apanhar um peixe para comer. E quando as pessoas novamente puderam ir a uma praia, eram acompanhadas por recomendações ridículas de distanciamento social na praia como se o vento não soprasse.

Os 'nossos' governantes não tiveram problemas em  negligenciar o sector mais importante da economia ou seja a energia porque desligaram centrais de carvão sem ainda terem alternativas viáveis de substituição e, principalmente, não fizeram ainda para melhorar a rede de distribuição eléctrica nacional para que muitos projectos que ainda estão no papel vejam a luz do dia.

Os 'nossos' governantes na diplomacia internacional sempre nos habituaram que as partes envolvidas deveriam dialogar, ora isso não tem sido feito, neste caso na guerra da Ucrânia que já dura desde Fevereiro. Muito pelo contrário, entregando armas e equipamentos para a alimentarem. Exige-se que as hostilidades cessem imediatamente na Ucrânia.

Os bancos querem continuar a apresentar lucros fabulosos à custa do saco de esmolas do contribuinte, mas temos que dizer NÃO.  Note-se os últimos resultados da CGD.
Os contribuintes não têm culpa do que lhes está a acontecer desde Março de 2020.
Será imoral neste clima de emergência social, que bancos e empresas de telecomunicações que transmitem o sinal das televisões que tanto beneficiaram com as audiências dos confinamentos forçados penhorem a vidas das famílias já de si agastadas com tudo o que se tem passado.

Exige-se que durante 5 anos os subsídios de férias e Natal só possam ser penhorados a partir do indexante de apoios sociais tanto para reformados como trabalhadores. As pessoas têm que ter dinheiro para se alimentar, para se vestirem, calçar, para medicamentos, e procurar os melhores tratamentos possíveis.

Os governantes ainda que com uma elevada abstenção são lá postos para governar, e não para prejudicar a vida das  pessoas diariamente.

Urge acudir às famílias, a Conferência Episcopal já veio a público declarar que não tem forma de alimentar o povo trabalhador que lhe pede alimentos para sobreviver, e os deputados andam a alimentar debates sobre revisões constitucionais para passar o tempo.
Deputados incompetentes são aqueles que inventam falsos problemas para resolver, porque não conseguem resolver os reais existentes.

Podemos estar a caminho da pior crise económico-social e geo-política de todos os tempos, não é com a atribuição de 125 euros que uma pessoa se alimenta mensalmente.

Exige-se o fim das penhoras selváticas.

12Nov2022

CP

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