1 de Outubro de 2026

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A Juventude Estudantil Põe-se 
do Lado do Proletariado na Luta de Classes

Camaradas,

Aqui estamos hoje, neste 1º de Maio, reunidos para celebrar os trabalhadores portugueses, para comemorar e homenagear o sacrifício e a memória dos camaradas que tanto lutaram para tornar este dia possível. Lembramos a memória de Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, bravos camaradas assassinados a sangue-frio pela sua dedicação à verdadeira luta comunista, respectivamente, pela polícia política salazarista e pela UDP, traidora da sua própria causa.

Opinião

Caxinas (Vila do Conde) - Pescadores a viver abaixo dos limites da dignidade humana

(do nosso correspondente em Vila do Conde)

apmshmUma delegação da organização do PCTP/MRPP de Vila do Conde reuniu-se com José Festas, Presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar. Este encontro, de grande importância e significado, serviu para que esta importante Associação denunciasse de viva voz os graves problemas que afectam os pescadores. Segundo este infatigável defensor dos valorosos pescadores desta região do país, o Governo não dá o devido valor aos pescadores.

Há muitos pescadores a viver abaixo dos limites da dignidade humana. A nossa delegação constatou que os pescadores só têm direito a 30% dos proveitos daquilo que pescam. "Entre o valor a que vendemos o peixe e o valor a que o peixe é vendido ao consumidor nos hipermercados a diferença é de 70%", diz José Festas. Para o PCTP/MRPP, as grandes superfícies exploram os pescadores, quando os sectores que produzem directamente são precisamente as pescas e a agricultura. Por outro lado, apesar do volume de pesca se manter no mesmo nível, os pescadores vêem as suas dificuldades agravarem-se porque os consumidores, devido ao roubo dos salários levado a cabo pelo governo Passos Coelho e pela tróica, não têm poder de compra e compram menos peixe. Há também falta de mão-de-obra entre os homens do mar, o ofício não passa de pais para filhos. Como o Partido não se cansa de denunciar, as nossas pescas começaram a ser destruídas desde a entrada da CEE em Portugal, acentuando-se essa politica com os governos de Cavaco Silva.

No final da reunião, José Festas alertou ainda para a necessidade de se fazerem dragagens na barra. É necessário dragar junto à praia de modo a evitar o assoreamento da barra e os perigos da agitação marítima aí constante."


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