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PAÍS

E agora, José?!

O secretário-geral do partido socialista anda continuamente metido em sarilhos, de tal monta que, se não fora o caso de tratar-se de um político incorrigivelmente oportunista, chegaríamos sinceramente a ter pena dele...

Vejam só mais esta:

Os serviços de propaganda do PS andam a gastar milhões de euros, que ainda não se sabe de onde provêm, para vender uma nova imagem do seu secretário-geral, António José Seguro.

O homem aparecia demasiado colado à política passada de Sócrates e à política presente de Passos Coelho, o que tinha consequências catastróficas em matéria de sondagens.

Para obviar ao caso, o departamento de propaganda e Seguro encetaram, após a chegada da terceira inspecção da Tróica, um novo discurso, com maior autonomia: Seguro passou a criticar levemente a política de austeridade e a exigir suavemente uma política de emprego e desenvolvimento económico.

Dentro dessa nova estratégia propagandística para a obtenção de uma nova imagem, Seguro viu-se obrigado a assinar a declaração dos secretários-gerais dos partidos socialistas europeus, todos corridos do poder nos seus países com a ofensiva desencadeada pela chancelerina Merkel e pelo imperialismo germânico.

Nessa declaração, destinada a ser remetida aos chefes de estado e de governo europeus reunidos na Cimeira de Bruxelas no passado dia 2 de Março, os secretários-gerais dos partidos socialistas exprimiram o seu desacordo com a política de austeridade, recessão e policiamento orçamental que iria ser aprovada na Cimeira e, em contrapartida, propuseram uma política de crescimento, desenvolvimento económico e emprego, todavia sem qualquer definição concreta.

Como é evidente e seria previsível, o Conselho Europeu de Bruxelas enviou às malvas a declaração dos secretários-gerais dos partidos socialistas europeus, assim como já tinha mandado às urtigas o Memorando de David Cameron, primeiro ministro do Reino Unido, mesmo quando sabia que o memorando britânico tinha sido assinado por doze dirigentes europeus, actualmente no poder.

A verdade é que o pacto assinado em Bruxelas instituiu o novo Tratado Orçamental da União Europeia, o tal tratado que, por exigências do imperialismo alemão, introduziu a talregra de ouro orçamental, que obriga cada país subscritor a não ultrapassar um défice estrutural de 0,5% e a ter uma dívida pública sempre abaixo dos 60% do produto interno bruto.

Resumindo tudo o que se disse até aqui e para não esquecer: Seguro, tanto pelo que proferiu de viva voz como pela declaração partidária europeia que subscreveu, está contrae é contra o Tratado Orçamental da União Europeia, aprovado em Bruxelas na cimeira do passado dia 2 de Março.

Acontece que esse novo Tratado vai à discussão e a votos no próximo dia 12 de Abril, na Assembleia da República, em Portugal, onde o governo de traição nacional Coelho/Portas, que assinou o tratado em Bruxelas, apresentará, para os devidos efeitos, uma resolução aos deputados.

A questão é esta: como vão votar Seguro e os deputados do PS, eles que já se manifestaram contra o novo Tratado, por este ser contra o crescimento e o emprego e por ter unicamente uma lógica de contenção orçamental?!

Assistiremos mais uma vez àquela ginástica com que Seguro pensa passar à história: sentar-se em duas cadeiras ou tentar saltar por cima da própria cabeça!

E agora, José?! Vais ficar mais uma vez desmascarado, que chatice, hem!...O oportunismo não compensa, homem!...


A traição de Seguro
A ginástica política de Seguro
Nas pegadas de Seguro 

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