PAÍS
Trabalhadores das Minas Neves-Corvo vão paralisar todos os domingos
- Publicado em 24.11.2013
Apesar de ser dura a luta destes trabalhadores eles persistem em não a desmobilizar, prosseguindo as suas reivindicações contra o roubo dos seus direitos, conquistados arduamente e com denodo ao longo das últimas décadas.
Desde do passado dia 8 de Agosto, como aqui anunciámos, os operários mineiros lutam sem tréguas contra o trabalho suplementar. Neste momento entrou-se noutra fase da luta, que consiste na recusa de trabalhar aos domingos, contrariando a laboração contínua que a empresa Somincor quer impor.
Os cerca de 300 mineiros em regime de laboração contínua, na empresa do Grupo Lundin Minning que explora as minas de Neves-Corvo, em Castro Verde, decidiram paralisar o trabalho todos os domingos, desde o próximo dia 24 de Novembro até ao final do ano.
Os trabalhadores sempre rejeitaram com veemência o regime de laboração contínua, devido, por um lado, à penosidade do trabalho no interior da mina e, por outro, às graves implicações na saúde e na vida pessoal e familiar. Mas este sistema foi recentemente imposto pela empresa, utilizando para o efeito diversas formas de pressão puramente terroristas.
Conforme foi denunciado nos plenários realizados desde então, a laboração contínua não só é prejudicial para os trabalhadores, provocando-lhes um grande desgaste físico e psicológico, como acabará por se reflectir negativamente na produção e na segurança de pessoas e equipamentos, como comprovam as experiências bem patentes do passado.
Os trabalhadores exigem a reposição dos horários anteriormente praticados, preferencialmente de segunda a sexta-feira.
Mais uma luta dura mas que os trabalhadores não estão dispostos a ceder nos seus objectivos. Lutas essas que devem desaguar com urgência no vasto caudal de combates contra a imposição do aumento do horário do trabalho, contra as leis laborais terroristas impostas por este governo e anteriores. Este caudal terá confluir para a greve geral com o objectivo do derrube do governo, que já tarda.
Não há tempo a perder, a luta por um Governo Democrático Patriótico é outra necessidade premente para contrapor como alternativa, governo do trabalho contra o grande capital.
Não Pagamos!
Os trabalhadores Vencerão!

