PAÍS
Transtejo: Os trabalhadores não desarmam na sua luta contra o roubo do salário
- Publicado em 12.11.2013
Os trabalhadores desta empresa que assegura as carreiras entre Cacilhas (Almada), Seixal, Montijo, Trafaria (Almada) e Lisboa, decidiram em plenário uma greve de 24 horas para o dia 25 de Novembro.
No plenário realizado esta terça-feira, 12/11, reafirmaram que não estão dispostos a continuar a ser roubados nos seus salários e complementos, “tendo em conta as implicações do Orçamento do Estado e do decreto-lei 133/2013”, como referiu a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.
Os trabalhadores decidiram também apresentar um conjunto de propostas à administração da Transtejo, tendo em conta os impactos que as medidas anunciadas vão ter nos salários.
Relembremos aqui que estes trabalhadores resolveram cancelar a paralisação que tinham marcado para a semana passada, durante a quinzena de luta e greves nos transportes e comunicações e na função pública.
Como já dissemos aqui, estes riachos de luta não podem morrer nas suas margens ou na praia, têm de confluir para o caudaloso rio da revolta popular que se agiganta, têm de caminhar na senda da constituição de formas organizativas eficazes e firmes para conduzir ao derrube do governo.
Está demonstrado à saciedade que as lutas já anunciadas, mais uma vez pelo avançado e aguerrido sector dos transportes e comunicações, devem ser o prólogo de uma nova greve geral nacional. Por isso mesmo, os trabalhadores devem propor, em plenários ou assembleias, a sua convocação, cada vez mais premente, com o objectivo do derrubamento deste governo vende-pátrias.
A luta é dura, mas os trabalhadores vencerão!

