PAÍS
A Propósito da Demissão de Miguel Macedo e do Caso dos Vistos Gold - Derrube do Governo – A Única Medida de Elementar Justiça
- Publicado em 18.11.2014
A demissão do ministro das polícias e da repressão do governo de traição nacional Coelho/Portas, na sequência da chamada operação labirinto relacionada com os vistos gold tão do agrado de Portas, ao contrário dos elogios que mereceu por parte da coligação fascista PSD/CDS e dos inefáveis Costa e José Sócrates, é apenas um sinal da corrupção em que este governo está atascado e de como as medidas que tem tomado de empobrecimento, desemprego e austeridade para quem vive do seu trabalho foram simultaneamente acompanhadas de grandes negociatas, trafulhices e enriquecimento rápido para o séquito de banqueiros e quadros do aparelho do Estado, homens e mulheres amigos dos governantes e do presidente da República.
A solidariedade de ministros da mesma pasta manifestada por Costa para com o seu colega que agora se demitiu, não faz esquecer que foi Macedo que proibiu a manifestação a pé na ponte 25 de Abril, ameaçando à boa maneira fascista os que então pretendiam exercer o elementar direito de manifestação, que tem armado até aos dentes as polícias e apurado os sistemas de vigilância e perseguição pidescas e que justificou sempre os espancamentos dos esbirros da polícia nas esquadras e nas manifestações.
Desde Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Rendeiro, Ricardo Salgado, os (in)suspeitos do caso dos submarinos de que só se conhecem os corruptores, e em que está envolvido Portas e Durão Barroso, até aos mais recentes altos dirigentes da administração pública da especial confiança dos ministros da administração interna, da justiça e do ambiente, o desfile de corruptos apresenta-se interminável.
Mas para o presidente da República, nada disto merece a mínima censura nem indicia qualquer perturbação das instituições democráticas que leve a ponderar sequer a demissão do governo, a dissolução da assembleia da República e a convocação de eleições antecipadas.
Em Maio deste ano, o Luta Popular Online divulgou os resultados de uma sondagem realizada pelo conhecido instituto americano Galupp relativa à corrupção em vários países durante o ano de 2013, em que o governo português aparecia classificado num dos primeiros lugares no que concerne à corrupção e compadrio em que os seus membros estão envolvidos.
Com 88% dos inquiridos a classificá-lo de corrupto, o governo de traição nacional Coelho/Portas só era ultrapassado pelos índices de corrupção que se registam em países como a República Checa e a Lituânia.
Também a Transparency International (Transparência Internacional), denunciava que, para além da corrupção a nível governamental, são elevados os índices de corrupção na imprensa portuguesa, nas forças policiais, na justiça e na comunidade de negócios.
Tentando passar à margem deste lodaçal de compadrio e ladroagem estimulado pela política e medidas do governo, aparecem alguns ministros, como o espertalhaço e pateta Poiares Maduro, a querer apresentar tudo isto como um mero problema de polícia e da justiça.
E outros, como a ministra da justiça que já devia ter sido corrida há muito, pretendem fazer crer que com este governo a impunidade acabou, quando não só o maior gatuno e seu gang, banqueiros financiadores das campanhas eleitorais do partido da ministra e de Cavaco, continuam calmamente à solta, como ela própria arranjou bodes expiatórios para se safar da responsabilidade pelo colapso do sistema informático dos tribunais.
Enquanto não aparece alguém a internar Cavaco, cabe aos trabalhadores, aos democratas e patriotas intensificar a luta pelo derrube deste governo de traição nacional.



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