PAÍS
Fora com a Ministra da Justiça!
- Publicado em 11.11.2014
Sem ouvir nada nem ninguém – ou, pelo menos, sem ouvir as faculdades de direito, os professores universitários, nem os advogados, os magistrados, os funcionários judiciais, os partidos políticos – a Dr.ª Paula Teixeira da Cruz resolveu empreender sozinha uma reforma da Justiça, para a qual manifestamente lhe faltava competência, saber, cultura e arte.
O resultado ficou imediatamente à vista: a Justiça afundou-se, e há dois meses que não consegue levantar cabeça. O caos apoderou-se dos tribunais, o país virou costas a esses órgãos de soberania e os funcionários públicos (magistrados e trabalhadores judiciais) que administram a justiça mais parecem estar de férias, sem atinarem com o que devam fazer.
O sistema informático dos tribunais judiciais e o do ministério público, que já patinavam em defeitos inultrapassáveis, colapsaram por completo.
Absolutamente em pânico, a ministra não conseguiu inventar nada de melhor para tentar safar a pele do que participar criminalmente de dois inocentes funcionários informáticos, adstritos à Polícia Judiciária, acusando-os, perante a procuradora-geral da República, da prática de gravíssimos crimes de sabotagem da reforma judiciária, designadamente informática.
Em menos de duas semanas, o ministério público, em geral mais lento do que as lesmas e os caracóis, mandou encerrar o inquérito, promovido com base na queixa da ministra, por não ter encontrado o mínimo vestígio dos crimes imputados aos dois funcionários informáticos da Polícia Judiciária.
Além de todos os erros cometidos com a precipitada elaboração de uma reforma judiciária que acabou por sair totalmente acéfala, a ministra, enquanto superiora hierárquica da polícia criminal a que pertenciam os funcionários denunciados, perdeu completamente a face, não tem condições para continuar a dirigir o ministério e deve demitir-se ou ser imediatamente demitida das suas funções políticas.
É certo que o governo de traição nacional Coelho/Portas, constituído por uma caterva de ministros mentecaptos, só se mantém em funções porque o presidente da República ou não tem coragem ou lhe falta o discernimento para os demitir, estando a criar ao País uma situação de tal modo catastrófica que irá pôr em causa a nossa própria sobrevivência como nação soberana e como país independente.
Não é, porém, possível manter por mais tempo em funções um governo de indivíduos totalmente incompetentes e irresponsáveis, como é o próprio primeiro-ministro e, entre outros, os ministros Nuno Crato, Rui Machete ou Assunção Cristas.
Mas a questão da incompetência da ministra Paula Teixeira da Cruz é coisa mais grave, porque paralisará a justiça do país até ser empossado o próximo governo, com todas as consequências muito sérias que dai advirão inevitavelmente.
É claro que se tivesse vergonha na cara, Paula Teixeira da Cruz já se teria ido embora, depois da salgalhada em que mergulhou os tribunais do país e os seus funcionários.
Contudo, como no governo actual não há ninguém com vergonha na cara e responsabilidade nos actos políticos que pratica, a ministra da justiça deve ser imediatamente corrida de funções, seja lá por quem for.
Rua com a ministra da Justiça!
Abaixo o governo de traição nacional Coelho/Portas!
Abaixo o Cavaco!

Espártaco


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