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Avarias e Atrasos Multiplicam-se – É Imperioso Deitar a Mão à TAP!

Com este governo de traição nacional já se viu que ninguém põe termo à perigosa situação que a administração da TAP está apostada em manter até levar à liquidação da companhia e provocar acidentes graves.

Desde o último sábado que a lista de avarias e atrasos se tornou quase interminável e a situação incontrolável.

Assim, anteontem, dia 6, o avião Airbus 340, que devia ter realizado o vôo do aeroporto de Guarulhos, em S. Paulo, com destino a Lisboa, embora já na pista, não chegou a levantar vôo, em consequência de uma avaria detectada pelo comandante. O avião devia transportar 235 passageiros que ficaram retidos no aeroporto brasileiro e só puderam seguir viagem 21 horas depois.

Por seu turno, o Boeing 767-300ER da EuroAtlantic Airways fretado pela TAP para realizar o vôo Lisboa-Natal (TP 003) e Natal-Lisboa (TP2502), descolou de Lisboa às 00H55 de ontem, quando o horário de partida era ás 15H10 do dia anterior.

Entretanto, o vôo (TP2502) cuja partida do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, em Natal, com destino à Portela, estava prevista para ontem, domingo, ficou retido naquele aeroporto a aguardar a substituição de um vidro do cockpit partido, que teve de ir de Lisboa. Por informação recente, este vôo, que chegou a ter a sua chegada prevista para as 15H35 de hoje (08/09/14), acabou por ser cancelado. Em causa estão 250 passageiros.

Convém aqui referir que o avião em causa, o Boeing 767-300ER - agora a ser utilizado pela companhia portuguesa de charters EuroAtlantic Airways – fez o seu primeiro vôo em 31.07.1990 – tem, pois, 24 anos – e passou pelas companhias Lot Polish Airlines (1990, 1997, 2000) Air New Zealand (1995, 1999), e Air Europe Italy (1996).

Não apenas em consequência das sucessivas avarias técnica, mas porque as tripulações estão a ser obrigadas a trabalhar nos limites e se recusam a ultrapassá-los e pôr em risco os passageiros, foram vários e prolongados os atrasos verificados em vários vôos durante o fim de semana.

Assim, o vôo TP 287 para Luanda sofreu um atraso de mais de seis horas; o que tinha como destino Toulouse, quatro horas; o Airbus para Paris só descolou mais de duas horas depois.

Por mais piruetas que a comunicação social permita a Fernando Pinto ensaiar para tentar limpar-se e explicar o cada vez mais inexplicável, é cada vez mais inadiável deitar-se a mão à TAP e tomar a medida inadiável que o PCTP/MRPP há muito vem reclamando de demissão imediata de Fernando Pinto, o qual, em todo o caso, já não pôde deixar de reconhecer que a sua actuação está a comprometer gravemente não apenas prestígio da companhia aérea portuguesa, como a colocar em risco a segurança dos passageiros e tripulações.


 

 

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