CULTURA

O eco silêncio

O eco silêncio

Tempos difíceis de agora
Num cheiro putrefacto de viragem
Não quero escolher solidão
Mas olho os astros e não me respondem
Quando humanos cravos te mentem
E tantos na janela olhando
Nunca escreveu a vida para mim uma canção
Engano-me na alegria de crianças de mão dada
Ouço sons desprendidos
Mas imagino sons de insatisfação
Gostava que ecoasse um ruído no meu silêncio
Que houvesse um brinquedo em cada mão
Mas os sorrisos são frágeis por condição
Calada a minha geração de nada
Pântanos de vozes em gemidos
Quando quero ouvir resistência
É hora, de ecoar
Melhor, de levantar
Será de dor e morte a viagem

Alberto de Sousa

pctpmrpp

Partilhar
Está em... Home Cultura O eco silêncio