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Moradores dos Bairros do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana Voltam ao Protesto
- Publicado em 28.11.2014
- Escrito por Luta Popular
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(do nosso correspondente)
Cerca de duzentos moradores dos bairros pertencentes ao Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) do Porto, Guimarães, Viana do Castelo e Barcelos concentraram-se, hoje, dia 28 de Novembro, à tarde, em frente a este instituto, no Porto, exigindo a revogação dos aumentos brutais das rendas de casa, a realização de obras nas casas e fazer-se ouvir nas suas exigencias pelo IHRU.
Estes moradores voltam a protestar contra a escandalosa actualização das rendas exigida pelo IHRU que chega ao cúmulo de atingir 6000% (!!!) em alguns casos, e contra o novo regime de renda apoiada para habitação (Decreto n.º 281/XII), aprovada pela maioria parlamentar na Assembleia da República e que facilita os despejos, de forma cega, sem respeitar situações de doença e velhice.
O representante dos moradores do Bairro de S. Gonçalo de Guimarães, bairro construído em 1977, referiu que “durante estes 40 anos o IHRU nunca fez melhoramentos nos prédios e para atingir as rendas que nos querem impor, vem penalizar-nos com a taxa máxima de conforto, como se vivêssemos num prédio de luxo!
Não conseguindo pagar as novas rendas impostas, e ameaçados de serem despejados, uma grande parte dos moradores entrou com uma acção judicial contra o IHRU e está a depositar a renda antiga à ordem do tribunal, por exemplo, em Guimarães são 248 moradores que o fizeram.
Revoltado e indignado com aqueles que lhes tentam retirar o direito à habitação, este representante acrescenta “ Esta cambada que nos governa de social não tem nada, tornou-se num desumano prepotente e ditador, cujo expoente máximo no caso do IHRU é a figura ridícula mas perigosa que se dá pelo nome de Vítor Reis.”
Na moção aprovada e entregue pelos representantes das comissões de moradores ao representante do IHRU é, mais uma vez, referida a necessidade de “ introdução de critérios de justiça social no cálculo do valor das rendas” e exigida “a suspensão imediata dos aumentos brutais e injustos das rendas que se encontram em aplicação, assim como a realização de todas as obras de melhoramento necessárias nos bairros.” Exigem, ainda, que o presidente da República não promulgue a nova lei.



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