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A Luta de Classes no Partido do Proletariado

Como já é do conhecimento dos nossos camaradas e leitores do Luta Popular, a luta ideológica e política dentro de um Partido Comunista Marxista Proletário é notoriamente forte e feroz, verificando-se duas perspectivas de acção e luta. A burguesia infiltrada no Partido, procura incessantemente converter os seus militantes em boçais serviçais, sem estudo e aplicação do marxismo às circunstâncias do presente, onde o tarefismo impera e eliminando a ligação às massas populares ao boicotar e combater a relação de fraternidade e elevação da consciência política e cultural do operariado. Em contrário, a linha vermelha e marxista promove o estudo da ideologia comunista, apoia e não ignora as grandes convulsões sociais e económicas, apresentando uma visão autónoma e acção deveras revolucionária.

No momento actual, onde o movimento comunista internacional sofre os maiores e demolidores ataques, é cada vez mais premente uma consolidação do nosso Partido, em que os seus militantes e simpatizantes desde logo têm como obrigação e dever, o de unir e reforçar a organização proletária em território nacional, preparando a classe trabalhadora para as lutas que se declaram diariamente aos nossos olhos, exigindo dos comunistas portugueses a atenção devida e trabalho revolucionário rigidamente organizado e alicerçado em princípios correctos de conduta comunista.

A burguesia em clima de perceptível agonia do seu amado modo de produção, tenta por caminhos assassinos reconfigurar o supracitado modo de produção capitalista, ao aproveitar a pandemia do covid-19 para aumentar o seu campo de controlo da população pobre e trabalhadora, atirando para o desemprego vastos sectores laborais, como o que se tem assistido nos últimos meses do corrente ano. Veja-se como, num exemplo recente igual a muitos outros, o ariete capitalista do despedimento actuou na empresa imperialista Saint-Gobain Sekurit Portugal – Vidro Automóvel, S.A., onde 130 operários são confrontados com uma situação de desemprego.

Ousemos pois, enfrentar esta luta de morte contra a burguesia parasitária com a clarividência necessária, na imortal defesa da causa libertadora do comunismo internacionalista, combatendo tudo quanto a burguesia apoia, e promovendo o que a mesma combate. Uma posição proletária é fundamental na mobilização dos trabalhadores, na luta e para a luta. E é através de uma organização robusta do proletariado, armas pela qual a classe operária conquista a sua emancipação do jugo a que está sujeita, instaurando a sua ditadura sobre toda a franja de chacais exploradores.

Para alcançar vitórias com expressividade, urge desenvolver um amplo movimento de debate e estudo em volta da classe operária e do seu Partido de vanguarda, não esquecendo nunca da pureza ideológica e teórica, o que se traduz numa constante no centro do movimento operário. É imprescindível que todas as células do nosso glorioso Partido, desenvolvam actividade regular de acção e propaganda junto de todas as fábricas, nas explorações agrícolas e agropecuárias, nos portos de pescas e demais locais de trabalho onde estão inseridas territorialmente, inteirando-se dos problemas mais gritantes dos trabalhadores, explicando-lhes a nossa perspectiva política e demonstrando de forma persuasiva e argumentada aquilo que advogámos para o bem estar da classe operária e do povo oprimido. Se a burguesia impõe a sua visão reacionária, exploradora e agente da mais abjeta alienação generalizada, devem os comunistas impor a suas ideias de libertação da humanidade da escravatura assalariada, ao esclarecer o proletariado da injustiça que a propriedade privada figura, direcionando a classe revolucionária na tomada do poder político/militar e na edificação de uma sociedade ausente da exploração do homem pelo homem.

A unidade de aço dos comunistas é uma condição cada vez mais precisa e crucial para os combates políticos que se avizinham!

08Set2021

José Afonso Lourdes

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