PAÍS

Dia 8 de Maro2026

Existe uma diferença essencial na forma como nós, comunistas, abordamos a luta da mulher pela sua emancipação e a forma como a burguesia a apresenta.
Na verdade, a burguesia ao referir-se de uma forma geral à mulher – Dia Internacional da Mulher – fá-lo para ocultar a realidade de que numa sociedade como a nossa, também as mulheres pertencem a classes diferentes.
Naturalmente que existem situações em que se verifica uma convergência de interesses comuns a todas as mulheres, independentemente da classe a que pertençam, o que permite uma luta política mais alargada: “Esse ponto de coincidência objectiva reside em que não apenas a mulher trabalhadora, mas toda a mulher, é vítima de uma opressão comum consubstanciada na supremacia familiar e social do homem. E é apenas nesse sentido que se pode falar de uma luta social da mulher, sem especificar de que mulher se trata.”
Assim, hoje, dia 8 de Março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.
Na verdade, a instituição do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora surgiu, em 1910, na I Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhaga por proposta de Clara Zetkin que também fundou e dirigiu a primeira revista teórica e política para mulheres – revista Igualdade (Gleichheiit) –, consciente da força e determinação das mulheres na luta pela transformação da sociedade que as explora e oprime, marcada pela imposição do patriarcado e em que a divisão do trabalho as sobrecarrega com o trabalho doméstico oculto, impondo-lhe a condição de “fadas do lar”, retirando-lhes tempo para o desempenho de outras funções e intervenções, nomeadamente na política.
A esta data, estão também associadas as lutas das operárias em todo o mundo, com destaque para as operárias têxteis em Nova York, que integraram greves fortemente reprimidas, mas que contribuíram não só para a sua emancipação política, mas que também foram passos decisivos no caminho para uma sociedade de iguais. 
Neste movimento, tal como aconteceu na marcha das mulheres russas em Petrogrado, no dia 8 de Março de 1917, na qual às reivindicações económica se juntou a luta pelo direito de voto para as mulheres, o sufrágio Universal, que ainda não existe em todos os países como é o caso do Afeganistão.

No campo jurídico, ou seja formalmente e na lei, parece que se verificaram alguns progressos no que se refere a direitos políticos e sociais, no entanto, na prática a mulher trabalhadora continua a ser explorada e oprimida como nos mostram alguns números, embora só por si não sejam suficientes para fazer um retrato rigoroso da sua situação.

Vejamos, então, os números apresentados ao dia de hoje, destacando as áreas dos salários, reformas, emprego, desemprego, precariedade e condições de vida.

- As mulheres constituem 52,2 % da população residente em Portugal, embora continuem em minoria no mercado de trabalho, sendo as primeiras a ir para o desemprego;
- No que se refere à precariedade e não obstante o aumento dos níveis de escolaridade, também as mulheres estão à frente dos homens: cerca de 90% das mulheres com 25 ou mais anos trabalham a tempo inteiro, mas ainda inferior ao dos homens, que atinge 95%;
- As diferenças salariais continuam a existir: Em 2024, os salários das mulheres nos sectores da indústria, construção e serviços eram, em média, 7% inferiores aos dos homens. Também as reformas das mulheres são inferiores às dos homens;
- Os dados indicam igualmente que as mulheres enfrentam maior risco de pobreza ou exclusão social em todas as faixas etárias, diferença que atinge sete pontos percentuais entre a população com 75 ou mais anos;
- No que respeita à violência doméstica, uma área transversal a toda a sociedade, verifica-se um aumento global de 22,8% entre 2022 e 2025, ano em que ajudaram na APAV 14 006 vítimas do sexo feminino.

Estes dados provém de um estudo estatístico da Pordata e valem o que valem, pois baseiam-se num estudo global, não permitindo um retrato rigoroso no que concerne à mulher trabalhadora em especial, mas permite-nos afirmar que este dia tem de ser um dia de luta contra a exploração e a opressão que no caso da mulher é de sobrexploração. A emancipação da mulher acontecerá quando forem destruídas as causas das cadeias que a asfixiam. A luta pela sua libertação passa com certeza pela alteração da sociedade patriarcal, mas não é uma luta contra o homem, antes pelo contrário só sairá vitoriosa, quando à Metade do Céu que são as mulheres se juntar o homem.
 
Viva a Luta da Mulher Trabalhadora!
Viva a Sociedade sem Classes!
Viva a Revolução!

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Dia 8 de Março :  Dia Internacional da Mulher Trabalhadora!

   

 

 

Existe uma diferença essencial na forma como nós, comunistas, abordamos a luta da mulher pela sua emancipação e a forma como a burguesia a apresenta.

Na verdade, a burguesia ao referir-se de uma forma geral à mulher - Dia Internacional da Mulher- fá-lo para ocultar a realidade de que numa sociedade como a nossa, também as mulheres pertencem a classes diferentes.

Naturalmente que existem situações em que se verifica uma convergência de interesses comuns a todas as mulheres, independentemente da classe a que pertençam, o que permite  uma luta política mais alargada: “Esse ponto de coincidência objectiva reside em que não apenas a mulher trabalhadora, mas toda a mulher, é vítima de uma opressão comum consubstanciada na supremacia familiar e social do homem. E é apenas nesse sentido que se pode falar de uma luta social da mulher, sem especificar de que mulher se trata.” 1

Assim, hoje, dia 8 de Março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.

Na verdade, a instituição do  Dia Internacional da Mulher Trabalhadora  surgiu, em 1910, na I Conferência  Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhaga  por proposta de Clara Zetkin que também fundou e dirigiu  a primeira revista teórica e política para mulheres  - Revista Igualdade (Gleichheiit))-,  consciente da força e determinação das mulheres na luta pela transformação da sociedade que as explora e oprime,  marcada pela imposição do patriarcado e em que a divisão do trabalho as sobrecarrega com o trabalho doméstico oculto, impondo-lhe a condição de “fadas do lar” , retirando-lhes tempo para o desempenho de outras funções e intervenções, nomeadamente na política.

A esta data, estão também associadas as lutas das operárias em todo o mundo, com destaque para as operárias têxteis em Nova York, que integraram greves  fortemente reprimidas, mas que contribuíram não só para a  sua emancipação política, mas que também  foram passos decisivos  no caminho para uma sociedade de iguais.  

Neste movimento, tal como aconteceu na marcha das mulheres russas em Petrogrado, no dia 8 de março de 1917, na qual  às reivindicações económica  se juntou   a luta pelo direito de voto para as mulheres, o sufrágio Universal, que ainda não existe em todos os países como é o caso do Afeganistão.

 No campo jurídico, ou seja formalmente e na lei, parece que se verificaram alguns progressos no que se refere a direitos políticos e sociais, no entanto,  na prática  a mulher trabalhadora continua a ser explorada e oprimida como nos mostram alguns números, embora só por si não sejam suficientes para fazer um retrato rigoroso da sua situação.

Vejamos, então, os números apresentados ao dia de hoje, destacando as áreas dos salários, reformas, emprego, desemprego, precariedade e condições de vida.

- As mulheres constituem 52,2 % da população residente em Portugal, embora continuem em minoria no mercado de trabalho, sendo as primeiras a ir para o desemprego;

- no que se refere à precariedade e não obstante o aumento dos níveis de escolaridade,  também as mulheres estão à frente dos homens: cerca de 90% das mulheres com 25 ou mais anos trabalham a tempo inteiro, , mas ainda inferior ao dos homens, que atinge 95%;

- As diferenças salariais continuam a existir: Em 2024, os salários das mulheres nos setores da indústria, construção e serviços eram, em média, 7% inferiores aos dos homens. Também as reformas das mulheres são inferiores às dos homens;

- Os dados indicam igualmente que as mulheres enfrentam maior risco de pobreza ou exclusão social em todas as faixas etárias, diferença que atinge sete pontos percentuais entre a população com 75 ou mais anos;

No que respeita à violência doméstica, uma área transversal a toda a sociedade,   verifica-se  um aumento global de 22,8% entre 2022 e 2025, ano em que ajudaram na APAV 14.006 vítimas do sexo feminino.

Estes dados provém de um estudo estatístico da Pordata  e valem o que valem, pois baseiam-se num estudo global, não permitindo um retrato rigoroso no que concerne à mulher trabalhadora em especial, mas permite-nos afirmar que  este dia tem de ser um dia de luta contra a exploração e a opressão  que no caso da mulher é de sobrexploração.  A emancipação  da mulher acontecerá quando forem destruídas as causas  das cadeias que a asfixiam. A luta pela sua libertação passa com certeza pela alteração da sociedade patriarcal,  mas não é uma luta contra o homem, antes pelo contrário só sairá vitoriosa, quando à Metade do Céu que são as mulheres se juntar o homem.

 

Viva a Luta da Mulher Trabalhadora!

Viva a Sociedade sem Classes!

Viva a Revolução!

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