PAÍS

As Próximas Eleições Burguesas de dia 30 de Janeiro

A intervenção do Partido

Terminou ontem, dia 29 de Dezembro, o prazo para admissão definitiva das candidaturas às eleições antecipadas para a Assembleia da República de 2022, a terem lugar no próximo dia 30 de Janeiro.

O Partido apresentou, e foram admitidas, candidaturas a nove círculos eleitorais: Aveiro, Beja, Castelo Branco, Coimbra, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Açores e Europa.

Encontrando-se o Partido num momento de reorganização e reforço das suas fileiras, e com uma situação financeira bastante difícil, a decisão da apresentação de candidatura a estas eleições antecipadas não foi pacífica, pois apenas uma pequena maioria dos militantes reunidos em reunião alargada, no dia 14 de Novembro e, posteriormente, em reuniões das várias organizações se manifestou pela participação nas eleições. O prazo para a organização e preparação das candidaturas foi, portanto, bastante curto: 36 dias.

O Partido tem uma linha política quanto à participação ou não participação nas eleições burguesas, sendo certo que essa não é a sua tarefa principal. A nossa agitação, propaganda e luta política não se guarda para o tempo de eleições e não precisa de eleições para se fazer!
Essa participação tem como objectivo primeiro o reforço do Partido, em termos de organização, cuja configuração está dependente das circunstâncias e situação políticas. Esta participação também é uma luta pela sobrevivência do Partido. E é assim que deve ser vista.

É esse o significado da apresentação da candidatura num momento de intensos ataques e combates contra toda a casta de oportunistas e traidores que apenas têm, tal como já está à vista de todos, como único e principal objectivo a ilegalização, fragmentação e destruição do Partido, apelando constantemente à deserção, minando e negando o estudo, a luta ideológica, e a organizada intervenção política — o Marxismo é a nossa estratégia, como muito bem defendeu o camarada Arnaldo Matos —  querendo, ainda assim, impor das suas cadeiras e do conforto do seu lar, os seus pontos de vista, crendo, talvez, que a sua fuga lhes dá o estatuto de ideólogos independentes e descomprometidos.

Até à data, o Partido participou,— à excepção de 1975, em que foi impedido de participar— em todas as eleições burguesas e, na maioria das vezes, mal e com derrotas pesadas, como aconteceu nas Eleições para a Região Autónoma da Madeira e Legislativas de 2015, cujos balanços, apresentados pelo camarada Arnaldo Matos, todos conhecemos e ninguém ousou negar. Será que o vão negar agora?
Mas, como vimos, essas derrotas não foram determinantes na decisão de estabelecer um plano, atempadamente (que tragicamente não foi cumprido) para as eleições que teriam e tiveram lugar em 2019 — legislativas e europeias — nem nunca ficou estabelecido ou foi aprovado pelo Partido o deixar de participar nas eleições burguesas. É evidente que isso acontecerá um dia, até por imposição da própria burguesia o que, aliás, já se deixa antever. Deixemo-la, então, desempenhar esse papel e tudo ficará mais claro!

São 127 candidatos, nem todos concordantes, o que é um aspecto essencial para o debate de ideias, mas todos dispostos a reerguer o Partido como uma necessidade para o combate contra este sistema de exploração e opressão.
O Partido decidiu que não se vai ilegalizar a si próprio, nem transformar-se num grupo diletante de pseudo-intelectuais, num momento em que o modo de produção capitalista apresenta todos os sintomas da agonia, sendo que a antecipação das eleições, após a implosão do parlamento burguês num processo de autofagia, também não lhe é alheia, nomeadamente pelo seu significado de recomposição das alianças políticas entre os diversos sectores burgueses

Viva o Partido Comunista Operário!

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