CampanhaFundos202206

IBAN PT50003502020003702663054   NIB 003502020003702663054

26 de Maio de 2024

Nota à Imprensa

PCTP/MRPP informa a sua posição sobre o Serviço Militar Obrigatório no momento presente

Lisboa, 29/04/2024

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) considera, e sempre considerou, que a defesa do país compete a todos os cidadãos e não a um grupo de mercenários mesmo que este se designe por Forças Armadas Portuguesas pelo que propugna a prestação, por todos os cidadãos, de Serviço Militar durante um dado período de tempo a definir que lhes permita aprender as perícias militares para, em caso de ataque ao nosso país ou o seu bem-estar se torne impossível, se mobilizem rapidamente para, consoante o caso, repelir esse ataque ou instaurar o bem-estar popular.

Sobre o mesmo tema, o PCTP/MRPP reafirma hoje o que o camarada Arnaldo Matos referia já em 2016:

As Forças Armadas, de portuguesas, só têm o nome. As Forças Armadas ditas portuguesas são hoje um grupo de mercenários, lacaios do imperialismo americano, francês e alemão.

Todas estas tropas mercenárias deviam recolher a Penates, para serem imediatamente desmobilizadas.

Os portugueses não podem nem têm de pagar tropas para defender os interesses do imperialismo, precisamente aquele mesmo imperialismo que também explora o nosso povo em Portugal, nas fábricas que já não são nossas, mas francesas, inglesas, suecas e alemãs, nos bancos que são espanhóis, nos mares que já só falam castelhano.

Ler mais 

Estado em Degradação Política Reprime Violentamente Manifestações Pacíficas de Apoio à Palestina

À volta de 100 estudantes ocuparam durante cerca de uma semana as instalações do departamento de Ciências e Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em favor da causa palestiniana. Eles exigem o fim das relações da UP com o Estado de Israel, face ao genocídio de Gaza. Por isso, entoaram palavras de ordem como "Solidariedade Proletária por uma Palestina Livre", "Israel não é uma democracia, Israel é um país terrorista" e "A Revolução começa aqui". Cânticos revolucionários, portanto.

Ler mais


O fascista ventura Afinal É Tão ou Mais Corrupto Que os Outros

André ventura, o nazizinho, campeão da honestidade e da luta contra a corrupção, ao fim de contas, é, comprovadamente, corrupto.

Em 2014, o bom do ventura assinou um parecer, enquanto inspector da Autoridade Tributária, que contribuiu para isentar uma empresa de Lalanda e Castro, ex-patrão de José Sócrates, do pagamento de 1,8 milhões de euros de IVA. Este caso foi investigado no âmbito do processo dos "Vistos Gold", por suspeitas de favorecimento de Lalanda e Castro, que também está referenciado na Operação Marquês e é acusado de corrupção no processo Máfia do Sangue. O andré ventura que serviu de peão na manobra de evasão fiscal de Lalanda e Castro é o mesmo histérico ventura que demoniza todos os beneficiários do RSI, incluindo crianças.

Ler mais

Manifestação Contra o Encerramento Nocturno da Urgência Pediátrica do CH Tondela - Viseu/ULS Viseu Dão - 1 de Junho

Para os partidos da burguesia, nada como campanhas eleitorais, oficiais ou não, para em palavras tudo resolver, mas chegados ao poder, o caso fia mais fino…

Num país que chora a baixa natalidade, a “solução” dos governos burgueses (o anterior e o presente) para o problema é encerrar maternidades e urgências pediátricas, primeiro aos fins-de-semana à noite, depois toda a semana à noite e depois, dia sim dia não, etc..

A propósito de mais um caso, o encerramento nocturno do serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar Tondela - Viseu / Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões, recebemos de uma cidadã mobilizada para a luta a Carta Aberta que abaixo publicamos na íntegra

Carta Aberta

O serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar Tondela - Viseu / Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões começou a encerrar, de sexta a segunda-feira, durante o período noturno, em março.

Ler mais

EDITORIAL

II Congresso Extraordinário do Partido

A luta pelo Partido Comunista do Proletariado dominou o II Congresso Extraordinário do PCTP/MRPP, realizado no passado dia 1 de Abril, no Palácio Baldaya, em Lisboa e cujos motivos foram dados a conhecer no Luta Popular online.

A realização deste congresso, antecipando-se um mês à data inicialmente definida, mostra a necessidade e urgência do mesmo face ao avolumar da luta interna, cuja violência degradante começava a ameaçar a sobrevivência do Partido.

Mas, mais uma vez o Partido respondeu à chamada e, num espírito de unidade e vontade de avançar, fez deste congresso, um congresso de resistência, de força e coragem, não só discutindo activa/entusiástica e criticamente os documentos apresentados – Relatório Político e de Organização (aprovado por unanimidade), a actualização do Plano de Acção Estratégica (aprovado com uma abstenção), Considerações Tácticas (aprovado por unanimidade), e proposta de Programa Preliminar (a discutir e a desenvolver após o Congresso) – como propondo formas de reorganização e de comunicação. Foi um congresso de grande e ampla discussão, não significando isso que não se verificassem pontos de vista e ideias diferentes; a própria existência de duas listas para o Comité Central é disso reflexo.
O Congresso realizou-se num momento de aprofundamento da crise do capitalismo, em que os vários imperialismos lutam desesperadamente pela hegemonia, com vista a uma nova distribuição e reconfiguração do sistema de exploração. Mas, operários e trabalhadores estão a demonstrar que querem escrever uma nova História para a Humanidade. A História do fim da exploração de uma classe por outra. As manifestações e sublevações sucedem-se simultaneamente em vários países: França, Alemanha, Reino Unido, Perú, EUA, Índia, China, …
Como o Partido sempre afirmou, o imperialismo é a guerra, guerra que o chamado ocidente hipocritamente tentou esconder, em nome de uma cultura superior e sob a capa da ajuda, da pseudo segurança, enquanto os vários imperialismos, com a hiperpotência (EUA) à cabeça, invadiam, saqueavam e exploravam até à medula, numa nova versão de colonialismo, as regiões e populações, cujas riquezas necessitavam para o seu desenvolvimento e sobrevivência.

Tal como se refere no Plano de Acção Estratégica do Partido actualizado e aprovado no congresso “A guerra inter-imperialista em curso, e já prevista no anterior congresso, não é só uma disputa por recursos naturais e mercados entre as diversas potências imperiais, é principalmente uma guerra do imperialismo contra o proletariado de todo o mundo, pela recuperação das taxas de lucro em queda de um capitalismo apodrecido e concomitante agravamento da exploração da classe operária. O agravamento das condições de vida e da opressão do proletariado verifica-se em todo o mundo, quer por medidas repressivas, desde leis anti-greve (“aprimoradas” no texto legal ou na aplicação prática em praticamente todo o mundo desde a Ucrânia aos EUA, passando pela Rússia, China e, como não poderia deixar de ser, Portugal) até à militarização das polícias e reforço dos seus poderes, passando pela implantação de sistemas que pretendem conseguir uma vigilância total e um controlo absoluto das populações, quer pela redução salarial real generalizada para o que utiliza, através de medidas e decisões estatais (dos governos, parlamentos e tribunais), todos os pretextos e meios. Na sua lógica belicista, cada imperialismo toma todas as medidas para extorquir à “sua” classe operária os meios que considera necessários para fazer frente ao imperialismo a que se opõe.

Hoje, em 2023, o capitalismo já chegou ao fim do seu ciclo há algum tempo. Isto é, tornou-se um empecilho ao desenvolvimento das forças produtivas. Os operários e trabalhadores a nível mundial, em todos os cantos do planeta manifestam-se com a intenção de alterar a ordem burguesa. Lutam pela sua liberdade, não lhes interessa a velha ordem com um capitalismo unipolar, nem tão pouco a tão propagada nova ordem multipolar com vários imperialismos locais, regionais e mundiais, e que agora parece ser a solução milagrosa para a sobrevivência da burguesia capitalista. Mas nem isso vai acontecer. Os vários imperialismos estão a alinhar-se para a batalha maior: entre o imperialismo americano decadente e o imperialismo chinês ascendente.

O congresso voltou a reafirmar que a nossa estratégia é o marxismo. O partido tem de estudar, obrigatoriamente, os seus princípios gerais e fundamentais para saber aplicá-los de modo criador nas condições actuais. Sem uma teoria revolucionária, não há revolução possível.

Nesse sentido, ficou determinado implementar, para além do estudo individual e colectivo, um ciclo de debates, de preferência mensais, a iniciar-se com o estudo das Teses da Urgeiriça do camarada Arnaldo Matos, nas quais podemos encontrar uma explicação para o facto de as revoluções de 1917 na Rússia e de 1949 na China não terem levado ao comunismo.

Para além dos delegados das organizações do Partido, foram convocados publicamente no Luta Popular e individualmente por correio electrónico os quatro elementos do Comité Central cessante (Luís Júdice, José Lurdes, Pedro Pacheco e João Morais) e que foram abandonando a direcção, nos últimos dois anos. Contudo, nenhum deles, com destaque para os três primeiros, teve coragem de enfrentar o Congresso e apresentar de forma franca e honesta as suas divergências. Em consequência desse comportamento perderam toda e qualquer legitimidade para discutir sobre Partido. Saíram e não vão voltar, não valem nada! Deixaram de acreditar na revolução e passaram a dedicar-se a teorias bizarras no conforto do seu lar. Mas como diz o poeta “Triste de quem vive em casa,/contente com o seu lar…

Citando o camarada “(…) não se deve ter medo de discutir, mas dentro do Partido, não fora do Partido. O que os senhores têm estado a fazer, alguns de vós, é liquidar o Partido”.

Viva o II Congresso Extraordinário do Partido!

Viva o Partido Comunista Proletário!

Morte aos Traidores!

pctpmrpp

Partilhar
Está em... Home Editorial II Congresso Extraordinário do Partido