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26 de Maio de 2024

Nota à Imprensa

PCTP/MRPP informa a sua posição sobre o Serviço Militar Obrigatório no momento presente

Lisboa, 29/04/2024

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) considera, e sempre considerou, que a defesa do país compete a todos os cidadãos e não a um grupo de mercenários mesmo que este se designe por Forças Armadas Portuguesas pelo que propugna a prestação, por todos os cidadãos, de Serviço Militar durante um dado período de tempo a definir que lhes permita aprender as perícias militares para, em caso de ataque ao nosso país ou o seu bem-estar se torne impossível, se mobilizem rapidamente para, consoante o caso, repelir esse ataque ou instaurar o bem-estar popular.

Sobre o mesmo tema, o PCTP/MRPP reafirma hoje o que o camarada Arnaldo Matos referia já em 2016:

As Forças Armadas, de portuguesas, só têm o nome. As Forças Armadas ditas portuguesas são hoje um grupo de mercenários, lacaios do imperialismo americano, francês e alemão.

Todas estas tropas mercenárias deviam recolher a Penates, para serem imediatamente desmobilizadas.

Os portugueses não podem nem têm de pagar tropas para defender os interesses do imperialismo, precisamente aquele mesmo imperialismo que também explora o nosso povo em Portugal, nas fábricas que já não são nossas, mas francesas, inglesas, suecas e alemãs, nos bancos que são espanhóis, nos mares que já só falam castelhano.

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Estado em Degradação Política Reprime Violentamente Manifestações Pacíficas de Apoio à Palestina

À volta de 100 estudantes ocuparam durante cerca de uma semana as instalações do departamento de Ciências e Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em favor da causa palestiniana. Eles exigem o fim das relações da UP com o Estado de Israel, face ao genocídio de Gaza. Por isso, entoaram palavras de ordem como "Solidariedade Proletária por uma Palestina Livre", "Israel não é uma democracia, Israel é um país terrorista" e "A Revolução começa aqui". Cânticos revolucionários, portanto.

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O fascista ventura Afinal É Tão ou Mais Corrupto Que os Outros

André ventura, o nazizinho, campeão da honestidade e da luta contra a corrupção, ao fim de contas, é, comprovadamente, corrupto.

Em 2014, o bom do ventura assinou um parecer, enquanto inspector da Autoridade Tributária, que contribuiu para isentar uma empresa de Lalanda e Castro, ex-patrão de José Sócrates, do pagamento de 1,8 milhões de euros de IVA. Este caso foi investigado no âmbito do processo dos "Vistos Gold", por suspeitas de favorecimento de Lalanda e Castro, que também está referenciado na Operação Marquês e é acusado de corrupção no processo Máfia do Sangue. O andré ventura que serviu de peão na manobra de evasão fiscal de Lalanda e Castro é o mesmo histérico ventura que demoniza todos os beneficiários do RSI, incluindo crianças.

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Manifestação Contra o Encerramento Nocturno da Urgência Pediátrica do CH Tondela - Viseu/ULS Viseu Dão - 1 de Junho

Para os partidos da burguesia, nada como campanhas eleitorais, oficiais ou não, para em palavras tudo resolver, mas chegados ao poder, o caso fia mais fino…

Num país que chora a baixa natalidade, a “solução” dos governos burgueses (o anterior e o presente) para o problema é encerrar maternidades e urgências pediátricas, primeiro aos fins-de-semana à noite, depois toda a semana à noite e depois, dia sim dia não, etc..

A propósito de mais um caso, o encerramento nocturno do serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar Tondela - Viseu / Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões, recebemos de uma cidadã mobilizada para a luta a Carta Aberta que abaixo publicamos na íntegra

Carta Aberta

O serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar Tondela - Viseu / Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões começou a encerrar, de sexta a segunda-feira, durante o período noturno, em março.

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EDITORIAL

O Papa, a Juventude e a Legionela!

                                                                                                                                         Arnaldo Matos

Como todo o Planeta já sabe, pois foi anunciado pelo Papa urbi et orbi no domingo passado na cidade do Panamá, a próxima edição das Jornadas Mundiais da Juventude realizar-se-á, em Lisboa, no Verão de 2022.

Em Lisboa, “na margem norte do Tejo, em frente ao Mar da Palha”, como esclareceu o Cardeal Patriarca, num tempo em que o material e o espiritual da capital do País estão em mãos de tripeiros… 

Mais concretamente, as JMJ terão lugar em 90 hectares de terreno, que haverão de ser requalificados e reconstruídos no Parque Tejo, no concelho de Lisboa, e na margem esquerda do Trancão, freguesia da Bobadela, concelho de Loures.

Os 90 hectares de terreno da margem norte do Tejo, onde se estima que venham a concentrar-se um Papa e dois milhões de jovens, incluem ou são contíguos de zonas do município de Vila Franca de Xira que, entre 7 e 21 de Novembro de 2014, foi vítima de um surto da doença do legionário.

Provocado por bácterias do género Legionella, o surto da doença afectou 375 pessoas e matou 12 delas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou então como “ uma grande emergência de saúde pública” o surto de legionela em Portugal.

O surto de legionela teve origem em torres de refrigeração da Empresa Adubos de Portugal; o caso está ainda em juízo, cinco anos depois, e os doentes e familiares dos mortos ainda não receberam as indemnizações a que têm direito.

As torres de refrigeração dos Adubos de Portugal, que aliás não reconheceu ainda a sua responsabilidade no crime, ficam perto e a lés-nordeste dos 90 hectares de concentração do Papa e dos jovens em 2022.

Um terço dos ventos anualmente dominantes varrem a área das torres de refrigeração das várias fábricas instaladas no local e despejam o varrimento sobre os terrenos da concentração e das celebrações papais.

A realização das JMJ em Lisboa em 2022 obriga o Estado Português a retomar desde já a fiscalização mensal de todas as torres de refrigeração que circundam a área ocupada pelo evento, fiscalização que deixou de existir por decisão criminosa da Tróica e do governo de Passos Coelho.
E os serviços de inspecção judiciária devem ordenar ao tribunal do processo o julgamento imediato dos responsáveis pelo surto de 2014 e a condenação nas indemnizações aos dontes e familiares dos mortos.

Ninguém trará o Papa e dois milhões de jovens para um (mesmo que só hipotético) difusor de legionela.

E não digam que não vos avisei a tempo. Fui ver o local e sei do que falo.

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