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António Costa e deputados municipais vaiados - Trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa levam a sua revolta à Assembleia Municipal

2014-01-21-trabalhadores cml 01Várias centenas de trabalhadores da CML marcaram desde muito cedo presença na reunião da Assembleia Municipal realizada esta terça-feira, tendo muitos deles ficado impossibilitados de participar nesta manifestação, pela exiguidade do espaço destinado ao público.

Vários intervenientes, uns, representando os trabalhadores e, outros, em seu próprio nome, tiveram direito a uns escassos cinco minutos, por cada intervenção, para poderem contestar com veemência a transferência de recursos humanos da câmara para as juntas de freguesia, situação essa que já havia levado estes trabalhadores a realizar uma grande jornada de luta, paralisando os serviços, designadamente, da recolha de lixo, durante de mais dez dias, greve essa que contou com uma adesão maciça.

Durante as intervenções dos deputados municipais, muitos dos trabalhadores presentes não se contiveram em gritar mentirosos! e palhaços!, o que provocou o pânico e levou Helena Roseta, presidente desta assembleia, a ameaçar evacuar as galerias, ameaça essa que se veio a concretizar durante o discurso provocatório do presidente da junta de freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), interrompendo a sessão por mais de 30 minutos.

2014-01-21-trabalhadores cml 03Com esta intervenção, os trabalhadores camarários desmascararam o simulacro de democracia em que rodopiam deputados municipais que não escondem o seu pavor quando enfrentam a firmeza de quem trabalha. Ficou também demonstrado que desta assembleia os trabalhadores nada podem esperar, como muitos nos afirmaram directamente, porque a maioria PS, em conluio com o PSD, veio mais uma vez chorar, dizendo compreender as preocupações dos trabalhadores, mas que não deixará de aprovar esta transferência em condições que não garante que as juntas de freguesia quererão ou estarão dispostas a manter o número de trabalhadores transferidos, e que são já cerca de 1800.

Os trabalhadores mostraram-se conscientes de que terão de continuar a lutar sem cedências, garantindo e obtendo para com a sua luta o apoio dos moradores e do povo desta cidade, demonstrando que este combate também é seu, porquanto eles sofrem no seu dia-a-dia a falta de limpeza, a falta de qualidade de serviços, situação essa que irá piorar se essa transferência for avante.

Só ousando lutar, se ousará vencer!


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