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O vírus da “Festa do Avante” e dos “festivais de Verão”!

Sempre afirmámos que as pomposamente denominadas “Festas do Avante”, não passavam de eventos destinados a imbecilizar a juventude operária, trabalhadora e estudantil , a alienar-lhe os objectivos e as práticas revolucionárias pelas quais, legitima e genuinamente, anseiam.

Como o comprova a sua história, o PCP sempre serviu a burguesia, desmobilizando a classe operária e, em particular a juventude, da luta revolucionária. Os pactos que sempre estabeleceu com a burguesia – de que o mais recente é o de se prestar a ser muleta do governo Costa/Centeno – estão aí para o demonstrar, muleta que esteve bem presente na pseudo comemoração sindicalista do 1.de Maio, quando se prestou a legitimar o estado de emergência , a qual, surgindo como a excepção, só tevecomo objectivo   fazer crer no carácter democrático de tal medida fascista. Daí os elogios que recebeu do incompetente ministro da administração interna , para não falar do Costa e do Marcelo, que tão empenhadamente colaboraram e defenderam a concentração sindicalista. Mas não se iludam, porque a resposta dos operários e trabalhadores irá derrubar  toda a espécie  de traições em preparação .  
Afirma-se de esquerda, arroga-se de comunista, uma ideologia e um programa que os jovens operários e estudantes acolhem sem hesitações e manifestam desejo de colocar as suas energias e generosidade ao seu serviço, para os enganar e desviar de uma praxis que só poderia levar à destruição do modo de produção capitalista e ao fim da escravatura assalariada e não à “democracia avançada” tão propalada e defendida pelos revisionistas e social-fascistas do PCP.

A “Festa do Avante” é o arraial dos arraiais para os social-fascistas. Todos os dias, numa sede daquele Partido se pode ver a elevação política e cultural com o copo na mão e o fado bandido na boca. Nunca a elevação da consciência política e organizativa do proletariado, já que há muito renegaram o comunismo e fecharam na gaveta de uma cómoda bem escondida, princípios tão caros à classe operária como são a ditadura do proletariado e uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem.

Se dúvidas subsistissem em relação ao papel de lacaio do capital, é observar o modelo em que assenta a dita “Festa do Avante”, um evento supostamente “cultural” que deveria homenagear o jornal revisionista e o seu papel no elevar da consciência das massas. Porém, como esse não é verdadeiramente o papel do pasquim em causa, todos os anos, em Setembro, isto é, nos finais do Verão, lá vem a “festa”. Milhares de jovens acorrem para uma agenda “cultural” plena de “cultura” rock e cerveja Super Bock.

Qual a diferença entre as bededeiras apanhadas nos outros “festivais de verão” de que a burguesia se aproveita para alienar a juventude e aquelas que se apanham na “Festa do Avante”? Nenhuma! Como acontece com os outros festivais, o PCP pretende, para além dessa alienação, facturar! E muito! Tal como os outros promotores das dezenas de festivais que ocorrem, por todo o país, nos meses de Verão!

Pois é, a crise pandémica de COVID-19, aparentemente veio estragar o negócio a todos eles. Não haverá “festivais de verão” dita o governo Costa/Centeno, tutelado por Marcelo Rebelo de Sousa. E o desespero instala-se nas hostes “festivaleiras”. Desde logo porque para os os cofres dos organizadores de festivais deixarão de fluir os milhões que vêm da bilheteira, do merchandising, da exploração do cattering e da restauração, dos patrocinadores, etc.

Depois, e em particular no caso do PCP e da sua “Festa do Avante” – que em nada se distingue das outras -, deixa de haver um meio poderoso para impedir que a juventude operária e estudantil se concentre naquilo que é essencial para quem almeja uma sociedade comunista: Que é o conhecimento de Marx, o dominar da história nacional e mundial do movimento operário e revolucionário, ferramentas essenciais para que essa juventude se torne efectivamente o sangue novo de que a revolução necessita.

Muita água irá ainda passar por debaixo desta ponte “festivaleira”. Nos bastidores, e para que o PCP se veja ressarcido da sua traição miserável aos operários e à revolução, desenrola-se um titânico jogo de influências para que a “Festa do Avante” não seja cancelada. Pudera! Depois de priviligiar a “concertação social” e a “luta” parlamentar e de se apresentar como assessor de negócios da burguesia, afirmando que esses são  os meios ideais para a defesa dos interesses da classe que afirma representar, O PCP revisionista e social-fascista, não está disposto a abrir mão de uma tão poderosa fonte de rendimento e de um demolidor meio de alienação das massas operárias e trabalhadoras.

Vai ser bonito de ver as comadres festivaleiras zangarem-se. E a verdade, como o azeite, vai vir mais rapidamente ao de cima!

08Abr2020

LJ

pctp

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