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Estudo do Banco Mundial Elogia Aumento da Exploração em Portugal

grafico exploracao 01O Banco Mundial divulgou hoje a 12ª edição de um estudo designado Doing Business 2015, no qual examina, em 189 países e de forma comparativa, a facilidade de fazer negócios, de acordo com determinados indicadores.

Nesse estudo, Portugal que, na edição de 2014, ocupava a 31ª posição, surge agora (ano de 2014) em 25º lugar da tabela, subindo seis posições.

Esta classificação foi logo extasiadamente saudada pelo inefável ministro da economia Pires de Lima, o qual, esfalfando-se na correria dos seus roadshow à volta do mundo a esmolar de cócoras o investimento estrangeiro, se mostra sempre optimista, mesmo que todos os índices verdadeiramente reveladores do estado da economia e da dívida pública sejam, no mínimo, arrasadores.

O ex-gestor cervejeiro considerou que este score – à frente de países como a Holanda, a França a Polónia e a Itália – tornava Portugal um país mais amigo para fazer negócios do que todas estas nações, colocando-nos como melhores a fazer negócios do que todos esses países.

Fica, assim, por explicar por que carga de água somos tão injustiçados por não nos considerarem um país mais desenvolvido e avançado do que uma terceiro-mundista Holanda ou uma miserável China (que ocupa o lugar 90).

Não falando na venda de vistos (gold) a estrangeiros – vistos que asseguram uma autorização de residência por 5 anos, circulação no espaço Schengen e acesso à nacionalidade portuguesa ou residência permanente em Portugal, em troca da mera transferência de capital (lavagem de dinheiro) ou aquisição de bens imobiliários em montante superior a 500 mil euros - a subida de Portugal no ranking dos que mais se destacaram nas facilidades em negociatas deveu-se, no entender deste estudo do Banco Mundial, a duas razões fundamentais: por um lado, à maior facilidade na extinção de postos de trabalho, ou seja, dos despedimentos, e não pagamento ou redução para metade do preço das horas extraordinária e trabalho aos domingos e dias feriados e, por outro, à descida da tributação sobre os lucros das empresas (IRC) em 2013, de 25% para 23%.

O segredo do(s) negócio(s) para o Banco Mundial – como aliás para a Tróica, para o imperialismo germânico e para o governo de traição nacional Coelho/Portas – está, pois, relativamente a Portugal, em ter adoptado medidas mais eficazes para assegurar uma maior taxa de exploração dos trabalhadores portugueses, pelo roubo do trabalho e do salário, por parte dos capitalistas nacionais e estrangeiros, simultaneamente beneficiários ainda de reduções fiscais.

Não há dúvida que a organização dos banqueiros mundiais sabe reconhecer e gratificar os seus melhores lacaios ...




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