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INTERNACIONAL

Paris a Ferro e Fogo

Deixemo-nos de hipocrisia! Olhemos para o que se passou, sexta-feira, 13 de Novembro, em Paris, de uma maneira objectiva, tal como o devem fazer um comunista ou um proletário consciente, em Portugal, em França ou em qualquer outra parte do mundo, sem se deixar iludir pela monumental campanha de intoxicação mental montada e desencadeada pelo imperialismo e seus lacaios.

Rejeitemos as visões moralistas do caso, onde acabam de cair Eanes e o Papa Francisco. A nossa missão não é condenar nem absolver, mas compreender e agir. Vamos pois aos pontos e ao significado da luta de classes à escala do Mundo. Na era da globalização, já não há guerras mundiais entre nações, ordenadas em eixos beligerantes opostos. Na era da globalização imperialista, toda e cada guerra é mundializável e as que já estão em curso já estão todas mundializadas.

É aliás a mundialização de todas as guerras que porá fim ao imperialismo e criará condições objectivas para a vitória da classe operária, do comunismo e da sociedade sem classes.

Eanes, melhor Presidente da República que tivemos, meu amigo de longa data, com quem andei trinta meses na mesma companhia de caçadores, primeiro em Macau, e depois, no ano de 1964, no norte de Moçambique, quando a Frelimo encetou aí a luta armada de libertação nacional, teve ontem esta infeliz declaração, falando de Castelo Branco: “Tenho que concluir que é necessário atuar coordenada e concertadamente para liquidar de vez o Estado Islâmico”. Mas concluiu mal, como já tinha concluído mal em 1964, quando pensava que era preciso destruir o terrorismo na Guiné, em Angola e em Moçambique, e eu lhe garantia que o que era preciso destruir seria o colonialismo português, ele sim, terrorista e causa única de todo o chamado terrorismo nas nossas colónias. Dez anos mais tarde, em 1974, Eanes já tinha entendido que o colonialismo era a causa de todos os nossos males, incluindo o terrorismo, e, muito coerentemente, ajudou a derrubar, em Abril, a causa de todas as causas.

Eanes volta agora, cinquenta anos depois das nossas conversas moçambicanas, a cometer o mesmo erro, quando confere prioridade ao combate para liquidar o Estado Islâmico, em vez de conferir total e absoluta primazia à luta pelo isolamento e derrubamento do imperialismo.

O imperialismo, ele próprio terrorista, é que é a única causa real do terrorismo no mundo. Enquanto houver imperialismo, haverá violência terrorista, a qual, não sendo a forma própria da violência de classe do proletariado, é todavia a forma típica da violência imperialista e também daqueles povos e nações que, não tendo os meios tecnológicos apropriados para responder às sofisticadas tecnologias de guerra dos imperialistas, só lhes resta o tipo de guerra que exige os meios e as formas mais baratos, mas por vezes também eficazes, para dobrar a espinha aos imperialistas mais poderosos.

O Papa Francisco também condenou ontem, da janela da Praça de São Pedro, o ataque a Paris, mas não se viu Bergoglio, nem nenhum dos seus antecessores, condenar o terrorismo da França no Mali, na Nigéria, no Chade, na Líbia, no Iraque, no Afeganistão ou na Síria.

Onde em Eanes vejo apenas um erro, que há-de levar mais dez anos a corrigir, em Bergoglio vejo a suprema hipocrisia da Santa-Sé na política das coisas do mundo.

Examinemos então os factos ocorridos em Paris na última sexta-feira, os seus objectivos, as suas causas, as suas consequências. Mas examinêmo-los sem hipocrisia, contra aquela baba nojosa com que os jornalistas (com excepção para Jorge Almeida Fernandes) e os órgãos de comunicação social do imperialismo e da reacção mundial tentam afogar a inteligência dos povos do mundo.

Três brigadas, num total de oito jiadistas jovens, vestidos de negro e cara descoberta, armados com espingardas automáticas AK47 (Kalashnikov) de fabrico russo e cintos explosivos, estão em Paris para executar – e executam – um plano de ataque militar, longamente pensado e minuciosamente organizado, a determinados alvos rigorosamente escolhidos com o objectivo de despertar a consciência do povo francês, dos povos da Europa e de todo o mundo para a natureza e significado da política que o governo de François Hollande, continuando aliás a política de Sarkozy, tem posto em prática contra os povos do norte do Mali, da Nigéria, do Chade e, conjuntamente com o imperialismo ianque e demais lacaios, na Líbia, na Síria, no Iraque e no Afeganistão, e que já causou, nos últimos catorze anos e numa guerra que se mundializou desde Marrocos ao Afeganistão, mais de dez milhões de mortos entre os povos árabes e muçulmanos, para controlo do petróleo do Oriente Médio.

Paris a ferro e fogo, porque quem com ferro mata com ferro morre!

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