EDITORIAL

Os Ladrões de Quatrocentos Mil Votos
Publicado em 03.08.2015 

Para poderem votar nas próximas eleições legislativas de 4 de Outubro próximo, os portugueses residentes no estrangeiro – os nossos emigrantes – têm de inscrever-se nos cadernos eleitorais dos consulados da área da residência até ao dia de amanhã, 4 de Agosto.

Se até amanhã não estiverem inscritos, não poderão exercer o seu direito de voto.

Desde que o governo de traição nacional Coelho/Portas, apoiado pelo presidente vende-pátrias Cavaco Silva, tomou posse e pôs em prática a política terrorista austeritária dos credores externos definida pela Tróica, emigraram 400.000 portugueses, de entre um milhão e duzentos mil dos trabalhadores que ficaram sem trabalho.

Expulsos da Pátria por um governo de traidores, é evidente que estes quatrocentos mil portugueses jamais votariam nessa coligação de gatunos e ladrões, e decerto que, chamados a votar, votariam nos partidos da oposição.

Contudo, o governo Coelho/Portas e o presidente de Boliqueime tomaram as devidas medidas para que os 400.000 emigrantes à força não pudessem exercer nunca o seu direito de voto em futuras eleições legislativas.

O governo, sob o comando do então ministro dos negócios estrangeiros Paulo Portas, traçou e executou uma política de retracção de despesas que reduziu para menos de metade o número de consulados portugueses nos países de mais forte emigração. E, em alguns casos, chegou até a substituir consulados, como sucedeu na Suíça, por secretarias ambulantes em parques e jardins...

Os quatrocentos mil emigrantes, depois de expulsos do território pátrio, ficaram totalmente impossibilitados, por inexistência geral de consulados nos países das novas residências, de se inscreverem nos cadernos eleitorais.

Por outro lado, o presidente da república demorou, até ao extremo limite, a declaração da data do acto eleitoral para a assembleia da república.

Declarou tão tardiamente a data do sufrágio eleitoral legislativo que os 400.000 emigrantes, mesmo que largassem tudo, nunca teriam nem tempo nem consulado para se inscreverem.

Foram assim eliminados dos cadernos eleitorais os quatrocentos mil votantes de novos emigrantes criados pela política contra-revolucionária da Tróica. Quatrocentos mil votantes que, se pudessem votar, não votariam com certeza na quadrilha de políticos que os roubaram.

Quatrocentos mil votos roubados à oposição pelos gatunos do costume em São Bento e em Belém.

O que se está a passar em Portugal nestes últimos quatro anos não é apenas um roubo sistemático do trabalho, dos salários, das pensões, do emprego, da saúde, da educação e da cultura; é também um roubo sistemático da liberdade, da democracia, dos direitos civis, humanos e políticos.

Compatriotas! Unamo-nos como um só homem para escorraçar definitivamente os gatunos que nos têm estado a roubar em São Bento e em Belém!



Arnaldo Matos

 

 

 

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