EDITORIAL

No passado dia 6 de Junho, os Coordenadores do Bloco de Esquerda, Catarina Martins e João Semedo, publicaram no seu jornal Esquerda.net uma Carta às Esquerdas, sublinhando “a necessidade de um diálogo aberto entre partidos e forças que lutam contra a austeridade, que saiba juntar energias e envolver cidadãos independentes, activistas e movimentos sociais, indispensáveis ao esforço para a construção de uma alternativa alargada”.

Não comungamos do conceito de esquerdas, muito embora saibamos que há e sempre houve mais do que um partido ou força política a reclamar-se da esquerda.

Todavia, a proposta de diálogo avançada pelos Coordenadores do BE vem, de algum modo, ao encontro da luta que o PCTP/MRPP tem travado para estabelecer, sempre com o respeito devido à autonomia de cada partido e de cada força, um movimento democrático e patriótico, unindo todas as forças políticas susceptíveis de serem unidas, com vista ao derrubamento do governo de traição nacional PSD/CDS e à constituição de um governo democrático e patriótico, que determine a saída de Portugal do Euro, a criação de uma moeda própria e o repúdio da dívida pública.

Hoje é claro para toda a esquerda – até, ao que parece, para o BE – que a saída do Euro é condição indispensável para retomar o desenvolvimento sustentado da economia portuguesa e encarar sob uma nova perspectiva a problemática da dívida pública, surgida da necessidade de solucionar problemas impostos pela crise bancária e financeira nacional e internacional, e não por pretensos gastos populares acima das suas possibilidades.

Estamos, pois, disponíveis para o diálogo aberto e transparente com todas as forças democráticas e patrióticas, nas quais obviamente se inclui também o Bloco de Esquerda, assim como nas forças de esquerda se inclui o PCTP/MRPP.

 


Carlos Paisana
Director do jornal Luta Popular e
Membro do Comité Central do PCTP/MRPP


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