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Arnaldo Matos: Um intrépido dirigente e combatente marxista!

AMEvocacao2Ano1No próximo dia 22 do corrente mês, assinalamos dois anos do desaparecimento físico do maior marxista português, o eminente camarada Arnaldo Matos! A morte inesperada do camarada Arnaldo Matos constituiu uma terrível perda tanto para a classe operária, como para o seu Partido de vanguarda, o PCTP/MRPP.

Falar no camarada Arnaldo Matos não é coisa fácil, muito pelo contrário, é algo complexo e de uma abrangência enorme, quer pelos mais variados domínios em que o camarada Arnaldo Matos participou e interveio, quer pela sua forte e justa personalidade, sempre brilhante e claramente meritória! Desde tenra idade, o nosso saudoso camarada Arnaldo Matos envolveu-se nas mais diversificadas lutas pela libertação do ser humano do jugo, da servidão, e do crescente pauperismo, que a burguesia e o seu modo de produção capitalista tanto fomentam e produzem. Basta recordar o papel fundamental de Arnaldo Matos, na fundação da Esquerda Democrática Estudantil (EDE), organização fundada na sequência das primeiras manifestações contra a Guerra do Vietname, quando foi nomeado para delegado do movimento de Maio de 1968, em Portugal; quando foi eleito em 1961, como secretário nacional dos estudantes portugueses.

AMEvocacao2Ano2A conjugação de todas as experiências que são referidas anteriormente, influenciaram, de forma deveras notável, a sua decisão em fundar o Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), de inspiração maoísta, a 18 de Setembro de 1970. Arnaldo Matos, armado e pleno conhecedor da teoria legada por Karl Marx e Frederico Engels, formação que obteve e consolidou, aquando da sua estadia em Macau, visto que a censura estava um pouco ausente nesta antiga colónia do extinto Império Português, onde lhe foi possível ler as principais obras marxistas e maoístas.

Arnaldo Matos, um honroso filho da bela insularidade madeirense, mostrou inúmeras vezes possuir tal clarividência e conhecimento das questões, por exemplo, quando o tentaram designar como “Grande Dirigente e Educador da Classe Operária”, denominação que ele sempre repudiou, denunciando o seu teor de culto à personalidade, fundamentando a sua opinião com o facto de ter sido desde logo um aluno da classe operária, e que aprendia de duas formas: através dos livros e do contacto diário com as massas proletárias. Anos mais tarde, assistimos a uma reafirmação do seu combate ao culto da personalidade, num conjunto de entrevistas realizadas, em 2008, a alguns participantes da revista cultural e política “O Tempo e o Modo”, Arnaldo Matos enfatizava para a questão de esta revista não ter criado figuras, mas sim ideias. Afirmando peremptoriamente que as ideias são mais importantes do que as pessoas, no que concerne ao individualismo burguês e à importância do colectivo.

Nos seus escritos é notório a sua inteligência brilhante, o seu interesse e conhecimento nas mais distintas temáticas, desde a literatura até à arte, à música, ao teatro, passando também pela história e pela natureza. Arnaldo Matos foi um homem profundamente humano, justo, coerente, dedicado e que nunca abjurou as suas AMEvocacao2Ano3convicções, lutando até ao último sopro de vida por uma sociedade de iguais, assente na propriedade operária dos meios de produção, e pelo término da escravatura assalariada!

É puramente inquestionável que o camarada Arnaldo Matos foi sempre o pilar ideológico do Partido, desde a sua fundação, e continuará a ser! A sua vigilância revolucionária foi sempre constante e entusiasmante, naquilo que é a mobilização das massas de dentro e de fora do Partido! Denunciou sempre os desvios aos princípios basilares da ideologia marxista, alertando para a necessidade do estudo, da organização, da disciplina férrea comum e para uma intensa e intrínseca ligação com o proletariado.

As suas Teses da Urgeiriça representam um estudo muito estruturado e desenvolvido que elaborou durante vários anos, teses que explicam o falhanço das revoluções ditas socialistas, de 1917 na Rússia e de 1949 na China. Revoluções que foram caracterizadas como burguesas, tendo sido revoluções políticas e ideológicas antes de o serem no aspecto da concepção económica. Documento de imensa categoria e honestidade intelectual onde assume os erros do movimento comunista internacional, bem como os da classe operária em Portugal, apontando o caminho rumo à revolução proletária e comunista internacional!

A vida e obra do camarada Arnaldo Matos inspira-nos a lutar denodadamente contra este grotesco e abjecto modo de produção capitalista, a não ter pejo ao assumir a nossa posição de comunistas marxistas, a consciencializar as amplas massas populares, mobilizando as mesmas para um combate que será longo, violento e vitorioso, e a dedicar toda a nossa vida à causa imortal do comunismo!

O camarada Arnaldo Matos viveu, vive e continuará a viver na memória e no enorme coração da classe operária! Avançar a todo o vapor!

Honra ao camarada Arnaldo Matos!
Viva o Partido!
Viva o Marxismo!
Viva o Comunismo!

21Fev2021

A União da Juventude Marxista

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