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BASE DAS LAJES:

Há ou não há Poluição Nuclear na Terceira?


Faz hoje um mês que o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) difundiu amplamente entre a população da Terceira um comunicado a denunciar que o solo contaminado da Base das Lajes e da cidade da Praia da Vitória pelos americanos estava a ameaçar a vida dos açorianos da nossa ilha.

Explicámos que a Estrada 25 de Abril, entre a vila das Lajes, em frente à Base, e o parque de combustível de aviões, à saída da cidade da Praia da Vitória, ladeado de moradias onde já residiram americanos e agora residem açorianos, é conhecida de uns e de outros como a Estrada do Cancro, que já se manifestou no caso de algumas famílias inteiras naquela Estrada.

E indicávamos até o nome de algumas das pessoas atacadas. Aconselhámos as vítimas a exigirem indemnizações pela sua doença ao governo central, ao governo regional e ao governo americano, este através do governo português.

A comunicação social democrática açoriana, designadamente o Diário Insular e o Rádio Clube de Angra na Ilha Terceira e o Açoriano Oriental na Ilha de São Miguel, difundiram o nosso comunicado e entrevistaram os nossos camaradas. Todo o povo de Angra fez suas as nossas denúncias e exigências e passou a exigir a publicação de todos os relatórios americanos e portugueses que apontavam 41 locais da ilha onde foi detectada poluição do solo e dos aquíferos profundos, poluição que fez correr grave risco à saúde e à vida dos Terceirenses.

Hoje temos mais para denunciar e para exigir ao governo americano, ao governo central e ao governo regional.

1Denunciamos agora que a Força Aérea dos Estados Unidos fez circular nos aviões P3 Orion, encarregados da vigilância de submarinos nas águas do Arquipélago, armas nucleares tácticas destinadas ao ataque de submarinos, e que haverá vestígios graves de poluição nuclear em alguns locais da Ilha Terceira, onde essas armas estiveram armazenadas.

Essa poluição nuclear atómica pode ter afectado gravemente a saúde de muitos Terceirenses e pode ser responsável pela morte de muitas pessoas.

Num livro publicado em 1979 sob o título Bases no Exterior – a Presença Militar Global no Estrangeiro, e num outro publicado em 2001, com o título Base Estratégica e os Grandes Poderes, o investigador americano, Robert Harkavy, da Universidade do Estado da Pensilvânia, revela que 32 bombas nucleares estiveram ou estão armazenadas nos Açores, nomeadamente na Ilha Terceira.

Armando Mendes, chefe de Redacção do Diário Insular, publicado na Terceira, conta que as 32 bombas constituíam armas nucleares tácticas, mas que também podem ter estado armazenadas armas nucleares estratégicas na nossa Ilha, armas estas muito mais potentes que as primeiras.

É possível que na Terceira tenham estado armazenadas quinze bombas nucleares estratégicas para serem usadas no Cáucaso, território da então URSS. Essas e outras bombas nucleares podem ter estado armazenadas em diversos locais da Terceira, designadamente no Pico Careca e na Furna do Cabrito.

O povo açoriano, em geral, e o povo Terceirense, em especial, exigem ao governo central uma declaração inequívoca sobre se as forças armadas dos Estados Unidos usaram ou não os Açores para depósito das armas nucleares tácticas ou estratégicas, e reclama uma imediata fiscalização dos locais onde há muitos anos se desconfia que tivessem sido escondidos esses tipos de armas.

E, sobretudo, exigir do governo central e do governo dos Estados Unidos a descontaminação nuclear dos locais utilizados e o pagamento pelos americanos dos prejuízos causados às nossas terras e às nossas gentes.

O governo central e o governo regional são governos de lacaios dos ianques, capazes de traírem o povo dos Açores, em benefício dos interesses dos imperialistas, por um prato de lentilhas.

Morte ao Imperialismo!
Viva o Povo da Terceira!
Queremos a Terceira limpa de toda a poluição imperialista!
Queremos as indemnizações a que temos direito!

09ABR18


Comité do PCTP/MRPP na Ilha Terceira


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