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TJA - Estarreja

O capitalismo mata

Os factos são simples de explicar: o Jorge, amigo e conterrâneo, deixou a cisterna do benzeno; era preciso lavá-la; no Sábado, 15 de Novembro, o Gabriel Tavares, de 34 anos, na força da vida, caiu/entrou no seu interior e já não conseguiu sair.

Trabalhava na manutenção da Transportes J. Amaral, em Estarreja, há cerca de ano e meio, era casado e tinha uma filha. Nem se consegue pensar no sofrimento da família! No Sábado, à hora esperada, não chegou a casa na Murtosa. Foi um perguntar para todo o lado e ninguém sabia. O carro estava estacionado na TJA. Só no Domingo é que se soube: foi “encontrado no interior duma cisterna”.

Como foi possível que uma coisa destas tivesse acontecido?

Essa é a pergunta que todos fazem a si próprios e cuja resposta todos sabem, mas que os responsáveis não querem admitir.

Fingem! Aprovam leis para fingir que se preocupam. Fingem que fiscalizam e sentem-se satisfeitos. Nas empresas sabem, promovem e vêem normas mínimas de segurança não serem cumpridas, mas fingem que não sabem nem vêem para se descartarem de responsabilidades. Mas, ao mesmo tempo, cresce a consciência nos operários. A nossa bandeira é rubra!

Morte ao capitalismo!

17Nov2020

O correspondente no distrito de Aveiro

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