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Uma política criminosa de liquidação dos cuidados de saúde primários!

Os cuidados primários de saúde estão a ser criminosamente liquidados pelo governo do fascista Costa e seus lacaios – dentro e fora do executivo. E não somos os únicos a denunciar a situação. A Ordem dos Médicos, que ultimamente tem andado numa deriva perigosa, veio agora afirmar “... o papel determinante dos médicos de família no acompanhamento dos doentes Covid-19...”, numa reunião que decorreu entre aquela instituição e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.
Não é caso para menos a preocupação manifestada. É que a agenda dos médicos de família, “... já antes sobrecarregada com 1.900 doentes...” continua completamente capturada pelo “... Trace-Covid, Áreas para Doentes Respiratórios e App StayAway Covid...”, não sendo este desvio alheio aos “... números conhecidos do excesso de mortalidade...”.

A política criminosa de confinamento demente, do recolher obrigatório, das barreiras sanitárias e outras medidas terroristas estão a ser responsáveis pelo completo divórcio entre os médicos de família e os doentes que era suposto seguirem, com acompanhamento presencial, única forma de se apostar “... na promoção da saúde e prevenção da doença...” 

E 2021 não se afigura melhor, quando é a própria Ordem dos Médicos a afirmar-se preocupada, na supracitada reunião com representantes do governo, quanto às previsões da tutela para 2021, "com menos quatro milhões de consultas médicas presenciais e menos 64 000 ao domicílio", em relação a 2019. Ou seja, segundo o que a OM revelou em comunicado, “mesmo em consulta aberta, vão ser feitos quase menos 200 000 atendimentos...”

Sabe-se, hoje, que a esmagadora maioria do excesso de mortes registadas este ano, são de doentes que não foram devidamente monitorizados, acabando muitos deles por sucumbir devido à ausência de um despiste rápido e atempado das mais diferentes patologias – desde o cancro à hipertensão, passando pela prevenção de enfartes e AVCs, ou pela tuberculose, ou controlo da gripe, entre muitas outras patologias. 

Outra coisa não seria de esperar num quadro em que, por imposição do governo e das suas “autoridades de saúde” foram canceladas mais de 6 milhões de consultas e adiadas mais de uma centena de milhar de cirurgias. Isto para não falarmos dos milhões de complementos de diagnóstico, testes e análises que deixaram de ser realizados, em nome de uma “exclusividade” para o Covid-19, que se tem revelado genocida.

Voltar a acompanhar os doentes crónicos e apetrechar os hospitais, Centros de Saúde e Unidades Familiares de Saúde com os meios humanos e materiais capazes de dar resposta às necessidades de saúde correntes e fazer com que o SNS esteja sempre preparado para enfrentar toda e qualquer crise sanitária é uma exigência comum a todos os profissionais da saúde e à classe operária e aos trabalhadores em geral.
13Nov2020
LJ
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