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Aumento da venda de passes sociais provoca caos nos transportes urbanos e regionais

Existe um velho e sábio ditado popular que diz que quanto maior é a nau ... maior é a tormenta!
Desde a primeiríssima hora que o nosso Partido denunciou o autêntico Carnaval de manipulação que o governo de Costa e Centeno fizeram em torno da sua política de passes sociais em todo o país que, segundo a propaganda, iria tornar mais acessível o transporte aos trabalhadores e suas famílias, além de promover o desgongestionamento do tráfego automóvel, privado, nas cidades.
Cedo os utentes, isto é trabalhadores, estudantes, famílias, que necessitam de recorrer aos transportes públicos e privados foram confrontados com uma ainda mais brutal quebra da qualidade, da segurança, do respeito pelos horários e trajectos, de todo o tipo de transportes – ferroviário, rodoviário, fluvial, etc.
O horário das carreiras começou a ser desrespeitado, os passageiros a serem comprimidos que nem sardinhas em lata, as avarias e incidentes a ocorrerem mais amiúde.
Fomos o único Partido que previu – sem recorrer a nenhuma bola de cristal – que seria precisamente isto que iria acontecer. Não se poderia esperar coisa diversa quando somos confrontados com números que nos indicam que, só durante o mês de Outubro do corrente ano se venderam, na área Metropolitanda de Lisboa, qualquer coisa como 768.265 passes – tendo-se realizado 61,7 milhões de viagens –, superando o máximo que se havia registado em Setembro.
Os salários baixos, a precariedade, o desemprego, foram a mola impulsionadora para esta procura. Claro que quem passa a pagar metade, ou menos ainda, do que pagava, adere sem hesitações, para melhor acomodar os seus parcos rendimentos. Não lhes é, no entanto, dita qual a outra face da moeda.
E o que é que é escondido aos trabalhores e famílias, utentes dos transportes? É-lhes escondido que, para além de, directa ou indirectamente – através dos impostos que pagam – terem de ser eles a pagar as rendas que o estado – através das estruturas intermunicipais – estabeleceu com os operadores de transportes públicos e privados, garantindo que lhes seja paga a diferença entre o valor real dos passes e o valor subsidiado, têm de suportar o agravamento brutal das condições em que são obrigados a viajar.
Sem um plano de investimentos para a modernizção dos transportes, sem um planeamento de trajectos, horários e carreiras que melhor convenha a quem deles necessite de recorrer, a situação aqui relatada só se agravará.
É necessário colocar em prática uma política que não agrave a carga fiscal sobre quem trabalha e, ao invés, responsabilize pelo pagamento de grande parte dos custos dos transportes empresas, universidades, serviços que deles beneficiam para assegurar que os trabalhadores acorram aos seus locais de trabalho.

19NOV2019

LJ

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