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Costa no reino dos bufos e da bufaria!

Comparado com Costa, o fascistóide André Ventura não passa de um menino de coro imbecil e mimado. Já o Toni é um malandro! Encartado. Finório. Que demonstra ter aprendido com os melhores mestres da retórica e da prática trauliteira e repressiva que deixaria cheia de vergonha qualquer polícia política do regime de Salazar e Caetano. E com uma perversidade incrível, porque é uma repressão anunciada como sendo para ... “o nosso bem”!

No decurso da actual crise pandémica – que, ainda por cima, veio agravar a crise económica que já se vivia - Costa começa por ter a arte da manipulação e mentira de escamotear que a chamada “pressão” sobre o Serviço Nacional de Saúde, mais não representa do que o desinvestimento que, quer o seu governo, quer os governos anteriores – da coligação da direita com a extrema direita, de Passos e Portas, e outros –, levaram sistematicamente à prática com o objectivo de facilitarem a privatização da saúde.

Como essa táctica oportunista e criminosa não estava a dar os resultados que se pretendiam, isto é, submeter, pacificar, desmobilizar, desarmar, a classe operária e os trabalhadores em geral, das lutas que já se avolumavam quanto à crise económica crescente, e aproveitando-se de uma alegada crise pandémica, adicionou a esta táctica uma outra, mais perversa ainda. A táctica de transferir a responsabilidade da progressão exponencial do número de infectados – que não conseguem demonstrar existirem de facto – para terceiros.

Porém, não são uns quaisquer terceiros. São os operários e os trabalhadores que, salvo se estiverem a ser explorados nas fábricas e estaleiros deste país, não podem circular. São os estudantes e os jovens que são proibidos de confraternizar. É todo um sector da economia que, por ser designado como “não essencial”, deve sujeitar-se ao implacável destino que o governo de Costa e seus lacaios lhe reserva – a falência, que provocará a miséria e o desemprego para milhares de trabalhadores.

Todos acusados por Costa e seus lacaios de serem os culpados do alastrar de uma epidemia que, ainda assim, é responsável por menos mortes do que uma gripe sazonal ou do que da mais de uma dezena de milhar de mortes a mais que se registaram – comparativamente com 2019 –, fruto da paranóia imposta pelo governo de impedir a procura de serviços primários de saúde, consultas hospitalares e o recurso a urgências, que não configurassem um quadro de Covid-19.

Sectores da economia responsáveis por assegurar mais empregos do que todas as grandes empresas juntas, e onde abundam aquilo a que a grande burguesia gosta de designar por pequenas e micro-empresas, para as quais têm a boca cheia de prebendas, enquanto os apunhalam pelas costas.

Estamos, bem se vê, a falar da restauração, das agências de viagens, da actividade ligada a eventos e aos parques de diversão, das feiras, e muitas, muitas outras. Sectores que empregam milhares de trabalhadores. Sectores que serão “sacrificados” pela estratégia de “reconfiguração” do sistema e do modo de produção capitalista que atirará para a proletarização uma pequena-burguesia por si considerada “descartável”.

Com o actual estado de emergência – e com os que já são antecipados – assistimos a um cada vez mais apertado controlo policial, a uma cada vez mais assanhada repressão sobre quem trabalha, sobre os jovens. Mas, assistimos, também, à cultura do bufo e da bufaria. Desde logo acarinhada pelo próprio governo de Costa que encarrega os seus lacaios nos principais órgãos de “comunicação social” de promovê-las como um princípio geral de que “cada qual se deve preocupar com a sua própria saúde – seja ela o que for – e com a dos outros”!

Ou seja, uma cultura em tudo igual à que Salazar alimentava quando criou um batalhão de bufos e uma estrutura de bufaria que assegurasse que quem não fosse “politicamente correcto”, segundo os padrões dominantes da época, deveria ser denunciado sem apelo nem agravo, para que a PIDE dele se pudesse encarregar – isto é, prender, torturar, assassinar.

Mas, voltemos à preocupação com a saúde e a um leit motiv tão caro a este governo que assenta no princípio de que, em matéria sanitária, não é ao Estado que cabe a obrigação de criar as condições da sua efectividade, Estado que nunca revelou, como podemos inferir da situação caótica a que deixou chegar o SNS, grande preocupação com um serviço de saúde que, se tem estado a dar alguma resposta – ainda que insuficiente – às necessidades dos doentes, é porque tem profissionais da saúde – poucos para as necessidades – que se têm empenhado, à custa de grandes sacrifícios pessoais e familiares, a dar essa resposta.

Temos relato de que já ocorreram centenas de denúncias levadas a cabo por bufos que conduzem as forças de repressão – policiais, fiscais, sanitárias – aos “prevaricadores”. Por enquanto, estas “autoridades” exercem a sua repressão através do roubo aos parcos rendimentos de quem se vê obrigado a pagar as multas que lhes são impostas.

A classe operária, os trabalhadores, a juventude operária e estudantil, devem, como no passado, dar a resposta e o justo correctivo a todos aqueles que se prestam, hoje, a serem os bufos do sistema fascista que Costa foi laboriosamente construindo e que já se revelou na brutal repressão dos estivadores, dos enfermeiros, dos professores, dos camionistas de longo curso, entre muitos outros sectores do trabalho.

E, de caminho, varrer com toda a sorte de oportunistas que, com Costa e o PS se têm prestado a ser suas muletas, aprovando sucessivos orçamentos de Estado, cada um mais gravoso do que o outro para os interesses da classe operária e de todos aqueles que só têm a sua força de trabalho para vender.

Morte aos bufos e a quem eles servem!

23Nov2020

LJ

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