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Concentração de trabalhadores e de pequenos comerciantes da área da restauração

20201114Restaurantes4Decorreu hoje, entre o meio-dia e cerca das 13h30, uma concentração na Praça do Rossio, em Lisboa, convocada pela plataforma “A Pão e Água”, com a presença de centenas de trabalhadores e de pequenos empresários da restauração, de estabelecimentos de diversão nocturna, todos eles ameaçados pelas “massivas falências” a que se referiu a Presidente do Conselho de Finanças Públicas, na sua última audição na Assembleia da República.

As palavras de ordem mais significativas – “Quando não tivermos dinheiro para a corda, enforcamo-nos com o quê?”, “Fome também mata!” e “Estão a matar quem não tem Covid” – são bem representativas do clamor, resistência e revolta que se avoluma contra o governo e as medidas terroristas e fascistas que este está a impor.

20201114Restaurantes3À hora da concentração/manifestação – e não certamente por acaso ou coincidência – todos os canais de televisão, demonstrando a soldo de quem estão, abriram o sinal de antena a uma conferência de imprensa do ministro da Economia em que este, uma vez mais, mente sobre os apoios que o Estado está a dar a estes sectores, insistindo que os 20% sobre a facturação a que estes empresários se podem candidatar, calculados na base do balancete contabilístico de 2020, são ajuda!!!

Pena é que não tenha estado no Rossio para sentir o repúdio dos presentes que denunciaram, de imediato, a natureza e alcance de tanta “generosidade”. É que, como o governo de Costa bem sabe, devido às sucessivas medidas fascistas que impôs ao povo – confinamento, estado de emergência, recolher obrigatório, barreiras sanitárias, etc. – estimar sobre uma facturação realizada em tais condições será uma provocação à condição de falência, miséria e desemprego a todos os que dependem destes sectores para sobreviver.

Demonstrando, de forma clara, que preferem estar a trabalhar do que a depender de subsídios, os manifestantes não aceitam ser os bodes expiatórios das conclusões a que chegam estudos com mais do que duvidosa credibilidade científica que estão na base de decisões sobre a aplicação das medidas de liquidação da liberdade que estão a ser adoptadas, tanto mais que têm cumprido com grande rigor todas as regras sanitárias, por mais imbecis que sejam, que a DGS e o governo lhes têm imposto.

Os pequenos empresários presentes – quer na concentração de ontem, na cidade do Porto, quer nas concentrações de hoje, em Lisboa e em Setúbal – apesar de considerarem ser manifestamente insuficiente um subsídio de 20% a “fundo perdido” sobre a média da facturação, exigem que esse cálculo seja feito sobre a facturação de 2019, quando o sector da restauração não estava sujeito às contingências e bloqueios a que este ano está.

14Nov2020

LJ

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