EDITORIAL

O fascismo do PS de Costa não é de hoje. O camarada Arnaldo Matos já o havia denunciado mal os primeiros traços do mesmo se manifestaram da pior maneira, no governo anterior, como a sequência de tuítes, que agora republicamos no Luta Popular, demonstra.


O PS no Poder é a Reacção no Poder!

É preciso dizê-lo sem medo, com a coragem necessária e com todas as letras: o Primeiro-Ministro António Costa e o governo do PS a que preside são um coio de reaccionários fascistas, da mesma natureza de Salazar e de Caetano.

Tal como Salazar e Caetano nos seus tempos, Costa e o seu governo, enviaram na última quinta-feira, e lá a mantiveram na sexta-feira e hoje sábado, um corpo da Polícia de Choque, para pôr termo a uma greve dos estivadores precários do Porto de Setúbal.

Convocada pelo Sindicato dos Estivadores e Apoio Logístico (SEAL), os estivadores precários portugueses decretaram uma greve geral nacional às horas extraordinárias, que corre até ao dia 1 de Janeiro de 2019, com o objectivo de obterem um contrato colectivo de trabalho.

A greve tem-se desenvolvido com inteiro sucesso e de forma pacífica, em estrita obediência à lei, nos Portos de Sines, Setúbal, Lisboa, Figueira da Foz, Porto, Leixões, Caniçal (na Região Autónoma da Madeira) e Ponta Delgada e Praia da Vitória (na Região Autónoma dos Açores).

No Porto de Setúbal, a greve dos estivadores precários tem tido um sucesso a todos os títulos notável, causando, como não podia deixar de ser, prejuízos consideráveis nas importações e exportações que utilizam aquele Porto.

Mais de 22 navios desviaram a sua rota de Setúbal, e a Autoeuropa, que utiliza Setúbal como principal porto de exportações dos automóveis produzidos na fábrica da VolksWagen, em Palmela, acumulou milhares de veículos nos parques da fábrica, do Porto e da Base Aérea do Montijo.

A empresa portuária Operestiva, que tem ao seu serviço estivadores precários a trabalhar sem contrato e sem interrupção há dez e há vinte anos, resolveu furar a greve daqueles estivadores às horas extraordinárias, contratando 30 não especializados fora do porto.

Esta conduta inteiramente ilegal da Operestiva passou sem interferência da Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) e com o apoio expresso da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, filha de um conhecido dirigente do PS, e do primeiro-ministro António Costa e do seu governo.

Com efeito, um corpo de Polícia de Choque foi enviado para o Porto de Setúbal, na última quinta-feira para proteger os fura-greves da Operestiva e afastar os grevistas do terminal Ro-Ro onde se encontravam.

Tal como nos tempos de Salazar e Caetano, a Polícia de Choque foi chamada a interferir na greve dos estivadores, com a diferença de que nesses tempos as greves eram proibidas e hoje são legais.

Admitir-se-ia que o corpo da Polícia de Choque fosse chamado para expulsar os 30 fura-greves recrutados pela Operestiva, mas nunca para perturbar uma greve absolutamente legal, com pré-aviso apresentado em prazo e em curso pacífico há mais de um mês.

Os esbirros da Polícia de Choque arrastaram à força os grevistas para fora do Terminal, deram entrada à camioneta dos fura-greves e protegeram até hoje, sábado, o embarque dos veículos da Autoeuropa no navio-fantasma de pavilhão gibraltino e nome italiano Paglia.

O navio-fantasma subiu o Sado proveniente do Porto de Santander, no norte de Espanha. Cada fura-greves recebeu da Operestiva a quantia de 500 euros pelos três dias de fura-greves, quase tanto quanto a Operestiva paga ao estivador pelo trabalho de um mês.

A Autoridade para as Condições do Trabalho não compareceu no Porto de Setúbal, para se opor, como lhe competia ao boicote da Operestiva e ao terrorismo da Polícia de Choque, apoiados todos pela ministra do Mar e pelo fascista António Costa, afinal um reles fura-greves.

António Costa e o governo, mesmo contando com o apoio dos social-fascistas do PCP e dos reaccionários do Bloco, não pode cometer as ilegalidades que cometeu no Porto de Setúbal, nem pode agir, depois de Abril, como os governos fascistas de Salazar e de Caetano

Como todos os operários portugueses ficaram a ver, Costa não encabeça um governo democrático e de esquerda, consoante alegam o PCP de Jerónimo e o Bloco de Catarina, mas um governo reaccionário e fascista, capaz de lançar a Polícia de Choque contra uma greve justa e legal.

E tudo isto contra estivadores que lutam apenas por um contrato de trabalho, enquanto 5 camaradas seus morriam na estrada de Borba, onde o governo não se preocupa com a segurança, e quando Costa ainda não limpara as mãos do sangue dos mortos dos incêndios de 2017.

Podem dizer o que quiserem, mas Costa e a ministra do Mar mostraram hoje em Setúbal, nas cargas da Polícia de Choque contra uma greve legal e justa, que não passam de dois fascistas, de um governo de fascistas apoiados por fascistas do PCP e do Bloco.

Republicado no Luta Popular a 01Nov2020

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