EDITORIAL

O Partido e as Próximas Eleições Autárquicas

Espártaco

Na reunião alargada do Comité Central do Partido, realizada no passado dia 20 de Maio em Vila Nova de Santo André, no distrito de Setúbal, no Baixo Alentejo, definiu-se a política do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) para as próximas eleições autárquicas, marcadas para o dia 1 de Outubro de 2017.

A referida reunião alargada salientou que os comunistas portugueses participam nas eleições burguesas sempre que essa participação lhes permita divulgar, o mais amplamente possível, o marxismo, o comunismo e o programa político revolucionário do partido do proletariado, bem como o reforço da organização do Partido e das massas populares.

Os comunistas não alimentam nenhuma espécie de ilusão sobre a via reaccionária do revisionismo e do social-fascismo, que defendem a tomada do poder político pela via eleitoralista.

Os liquidacionistas anti-partido do grupelho de Garcia Pereira e seus lacaios participavam nas eleições burguesas unicamente com vista a eleger o papagaio Garcia, um anti-comunista primário, que não passava do mais inculto e analfabeto membro dirigente do PCTP/MRPP.

Do mesmo passo, os oportunistas do bando de Garcia Pereira e seus lacaios procediam à feitura de listas de candidatos eleitorais com o objectivo de angariar clientes para o escritório de advogados do Garcia e para o stand de automóveis do Domingos Bulhão, em Corroios.

Ora, o nosso Partido, afastado o bando dos liquidacionistas de Garcia Pereira e seus lacaios, está agora a singrar uma fase de reforço teórico, ideológico, político e organizativo, dando primazia ao estudo do marxismo e à agitação e propaganda políticas junto dos operários e do povo trabalhador, bem como à organização da classe operária, das mulheres, da juventude trabalhadora e estudantil, como aconteceu com as tarefas que levaram ao grande sucesso do Congresso Regional do Partido nos Açores.

No que concerne à participação do Partido nos actos e campanhas eleitorais burgueses, o Partido deve organizar-se para tomar parte, com listas próprias, nas seguintes eleições que ocorrerão à volta do ano de 2020, ano em que o nosso Partido comemorará os 50 anos da sua fundação, aos 18 de Setembro de 1970.

Sem prejuízo das tarefas principais de organização e reforço do nosso partido comunista operário, começaremos desde já a organizar a nossa participação nos seguintes actos eleitorais:

2019

  • Eleições para o Parlamento Europeu, em Março;
  • Eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, em Setembro/Outubro;
  • Eleições para a Assembleia da República, em Setembro/Outubro.

 

2020

  • Celebração do Cinquentenário do PCTP/MRPP, durante todo o ano de 2020, com ênfase na data de 18 de Setembro;
  • Eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em Setembro/Outubro.

 

O objectivo do nosso Partido em todas as eleições em que participa autonomamente, à excepção das europeias de 2019, é eleger uma representação revolucionária comunista nos órgãos a que se candidata. Sem prejuízo das tarefas teóricas, ideológicas, políticas e organizativas do Partido e da revolução proletária, a participação eleitoral acima prevista deve ser organizada a fundo e desde já, segundo a nova concepção estratégica que está a orientar o nosso Partido.

Ocorrem, todavia, este ano as eleições autárquicas nacionais. Mas, não constitui objectivo político do nosso Partido a participação nas eleições autárquicas já marcadas para o próximo dia 1 de Outubro.

Sob a direcção do grupelho liquidacionista anti-partido de Garcia Pereira, já expulso das nossas fileiras, a linha da participação eleitoral do Partido nas eleições burguesas era uma linha reaccionária que, entre outras coias, se saldava pela elaboração de listas eleitorais concorrentes de que não constavam candidatos naturais ou residentes nas freguesias, municípios, distritos e regiões por onde eram apresentados.

Designadamente nas eleições autárquicas, as nossas listas de candidatos não tinham nenhuma ligação – ou tinham-na muito escassa – com os órgãos autárquicos pelos quais os candidatos se propunham às eleições. Não é possível corrigir estas aldrabices do grupelho liquidacionista em pouco tempo.

Por isso, e como postulou a reunião alargada do comité central do Partido realizada no Baixo-Alentejo, não é nosso objectivo fazer das próximas eleições autárquicas uma campanha eleitoral nacional do Partido. O PCTP/MRPP apoiará, contudo, as candidaturas que os nossos camaradas poderem elaborar, contanto que os candidatos tenham ligação política ou social às autarquias a cujos órgãos se candidatarem.

E, mesmo assim, fá-lo-ão para reforçar a nossa organização partidária a nível local e não para enfraquecê-la, para divulgar o nosso programa comunista e não o programa da pequena burguesia, como sucedeu sob a direcção liquidacionista do papagaio Garcia.

Sob a direcção bicéfala dos liquidacionistas Garcia Pereira e Conceição Franco, o nosso Partido não dispunha de nenhuma célula ao nível dos concelhos, distritos, regiões, freguesias, bairros, aldeias ou ruas do País. Quando muito, teria uma grande lista de candidatos autárquicos que não reuniam nunca e que nem sequer se encontravam no dia do sufrágio, para discutir o significado dos resultados.

A prioridade vai agora, sem prejuízo da organização do Partido nas fábricas, para o reforço da organização local do Partido. As listas de candidatos autárquicos formar-se-ão para reforço das células do Partido e para o desenvolvimento da sua actividade política e ideológica.

Por outro lado, as listas de candidatos autárquicos devem organizar-se à volta dos programas políticos locais do Partido, e não o inverso, como é herança dos liquidacionistas, que urge abater sem apelo nem agravo no espaço nacional.

As listas de candidatos que, nestas condições, venham a ser apresentadas destinam-se a reforçar a organização local do nosso Partido ao nível municipal: concelhos, freguesias, bairros, aldeias e ruas do país.

Apelamos pois a todos os camaradas que lutaram pela organização de listas de candidatos autárquicos ao sufrágio do próximo dia 1 de Outubro para que apliquem as novas concepções políticas e organizativas que terão de nortear toda a linha política do Partido nas campanhas eleitorais do futuro, de modo a transformá-las em importantes instrumentos de reforço da actividade política do proletariado revolucionário e da revolução proletária.

03Ago17

 

 

 

 

 

 

 

 

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