Partido

Para Além da Evocação do Exemplo de
Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa

A romagem ao cemitério da Ajuda para homenagear os camaradas José António Leitão Ribeiro Santos, assassinado, no dia 12 de Outubro de 1972, pelas balas da Pide, após denúncia dos social-fascistas do PCP, e Alexandrino de Sousa assassinado cobarde e friamente pelos social-fascistas da UDP, no dia 9 de Outubro de 1975 (pouco antes do 25 de Novembro de 75), no Terreiro do Paço, quando procedia à colagem de cartazes a convocar a Romagem/Homenagem ao camarada Ribeiro Santos, vai para além da evocação do seu exemplo, enquanto verdadeiros revolucionários, exigindo uma reflexão sobre a luta de classes, o comunismo e a situação do Partido a cujas fileiras pertenceram inquestionavelmente e que tanto honraram.

O caminho da revolução não é um caminho recto: no seu desenvolvimento muitas são os obstáculos e, pior que tudo, as perseguições e as traições, obrigando a que o caminho se faça por momentos de avanço e momentos de recuo e, muitas vezes, há que dar um passo atrás, para ganhar força e poder avançar. Faz parte da luta e todos devemos estar preparados para tal. Marx afirmou “Não há estrada real para a ciência e só têm possibilidade de chegar aos seus cumes luminosos aqueles que não temem fatigar-se a escalar as suas veredas escarpadas.” O mesmo se pode dizer para a revolução. Só os verdadeiros revolucionários persistem no caminho da revolução. Os outros, os que se fatigaram e deixaram de acreditar na revolução são hoje “revolucionários” de sofá, que piam de vez em quando, pensando, dessa forma ocultar a sua traição. A estes resta o caixote do lixo da história, onde, aliás, se encontram, atolados no pântano que criaram e para onde querem arrastar os descuidados.

No nosso Partido e nas massas anónimas muitos foram os que seguiram o exemplo de Ribeiro Santos e de Alexandrino de Sousa, dedicando a sua vida à revolução, desde logo o seu fundador, o camarada Arnaldo Matos, que lutou até ao último sopro de vida, levantando bem alto a bandeira do comunismo; são todos esses os que merecem ser evocados. A esses camaradas, que não nomeamos para não correr o risco de deixar alguém de fora, erigimos o nosso Memorial; a esses prestamos também, hoje a nossa homenagem.

O nosso Partido, o Partido a que pertenceram Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa vive, como é próprio de um partido comunista, tempos de grande dificuldade organizativa, que passa, essencialmente pelo seu reforço. Em consonância também no campo da luta de classes, não obstante a exploração exercida sobre os trabalhadores, associada à eminência de uma terceira guerra interimperialista, o proletariado não ganhou ainda a consciência de classe e a emancipação que levem à revolução proletária. Mas, não duvidamos. Isso vai acontecer.

Honra a Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa!
Ousar lutar, ousar vencer!
Pelo Partido Comunista Proletário Marxista!
Viva o PCTP/MRPP!

pctpmrpp