PAÍS

Em Frente com a Reconstrução da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas!

A reorganização da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas (FEM-L) surge como uma necessidade histórica no actual contexto político, social e académico. Perante o crescimento do número de militantes jovens no partido, torna-se evidente a necessidade de reorganizar a FEM-L como estrutura capaz de enquadrar, formar e orientar politicamente esta nova geração. Simultaneamente, face à crescente despolitização da juventude e à hegemonia de valores individualistas e burgueses, torna-se urgente reconstruir uma organização que forme, organize e mobilize os estudantes segundo os princípios do marxismo-leninismo.

Uma realidade revolucionária não se constrói espontaneamente, exige preparação teórica, disciplina organizativa e consciência de classe. A FEM-L deverá assumir o papel de escola política da juventude, promovendo a formação ideológica sólida baseada no marxismo-leninismo, capacitando os jovens para compreenderem as contradições do capitalismo e o papel histórico do proletariado.

A luta estudantil não pode ser entendida como um fenómeno isolado e meramente corporativo. Pelo contrário, está intrinsecamente ligada à luta de classes que atravessa toda a sociedade. Os estudantes devem compreender que as suas reivindicações, seja no acesso ao ensino, nas propinas ou nas condições de estudo, são expressão das contradições do sistema capitalista. Sem a compreensão da luta da classe trabalhadora, a luta estudantil perde o seu carácter transformador e tende a ser absorvida por soluções reformistas. Por isso, é necessário promover a ligação entre estudantes e trabalhadores, reforçando a consciência de que só através da unidade com o proletariado é possível alcançar mudanças estruturais.

Grande parte das associações estudantis encontra-se dominada por correntes reformistas e social-fascistas que, sob uma aparência progressista, reproduzem práticas conciliadoras com o sistema capitalista e de oprimir todos os que se opõem às suas ideologias traiçoeiras. Estas estruturas, longe de promoverem uma verdadeira consciência crítica, contribuem para a desmobilização dos estudantes e para a sua integração passiva na ordem vigente. Paralelamente, a academia, enquanto aparelho ideológica, reforça frequentemente a hegemonia do pensamento burguês, marginalizando abordagens críticas e revolucionárias e promovendo uma visão fragmentada e despolitizada da realidade social. Neste contexto, o combate ao social-fascismo nas associações estudantis está intrinsecamente ligado à luta contra a reacção e contra a ideologia dominante no meio académico. A FEM-L irá denunciar estas estruturas, expondo o seu papel na neutralização da luta estudantil e na integração dos estudantes nos mecanismos do sistema. O combate a estas tendências implica disputar a direcção do movimento estudantil, elevando o nível político da intervenção e rompendo com o oportunismo.

A FEM-L deverá afirmar-se como instrumento da formação político-ideológica e de organização da juventude segundo os princípios do marxismo-leninismo, assumindo o papel de escola de quadros ao serviço da luta de classes. A formação dos estudantes não pode ser neutra nem abstracta: deve estar orientada para a compreensão científica da realidade, para a assimilação da teoria revolucionária e para a sua aplicação na prática concreta. A prática militante, articulada com o estudo sistemático do marxismo-leninismo, permite forjar jovens capazes de intervir conscientemente na luta de classes, desenvolvendo disciplina, sentido colectivo e firmeza ideológica. Neste processo, a FEM-L poderá desempenha um papel essencial na preparação de novos quadros revolucionários, assegurando a sua integração futura no partido enquanto elemento avançado da classe trabalhadora. A organização assume aqui um carácter central. Inspirada no princípio do centralismo democrático, deverá garantir unidade na acção, direcção política firme e combate constante às tendências oportunistas e espontaneístas. Desta forma, a FEM-L não se limitará a organizar estudantes, mas contribuirá activamente para a formação de militantes revolucionários disciplinados, conscientes do seu papel histórico e preparados para integrar e fortalecer o partido na luta pela transformação revolucionária da sociedade.

A reorganização da FEM-L afirmar-se-á como uma tarefa indispensável no quadro da luta de classes, correspondendo à necessidade de organizar a juventude estudantil sob uma linha política marxista-leninista clara e consequente.

Num contexto de ofensiva ideológica da burguesia e de desagregação da consciência de classe, torna-se urgente construir uma organização capaz de elevar o nível político dos estudantes e de os integrar no movimento revolucionário.

A luta estudantil, subordinada aos interesses do proletariado e articulada com a sua prática, transforma-se assim numa frente integrante da luta revolucionária. Só através desta ligação orgânica entre juventude, partido e classe trabalhadora será possível avançar na construção de uma alternativa revolucionária, rumo à superação do sistema capitalista e à edificação de uma sociedade socialista.

pctpmrpp