Greve Geral Nacional!
A queda inexorável da taxa de lucro do Capital, além da falência de cada vez mais capitalistas individuais vitimizados pela competição com os outros capitalistas por mercados e mercadorias, traz consigo tentativas da burguesia, cada vez mais desesperadas e violentas, de multiplicar a taxa de exploração da força de trabalho.
A sucessão de pacotes laborais (os que já foram concretizados 2003, 2009, 2019 e 2023 e o actual) são a prova da progressiva violência capitalista. O objectivo da burguesia é piorar a situação do proletariado nas relações de produção. É reconhecido por todos que uma parte substancial do proletariado, apesar de manter o posto de trabalho, só consegue viver nas mais abjectas condições (9,2% dos trabalhadores estão em “risco de pobreza” e, segundo a Fundação Francisco Manuel dos Santos, um terço dos pobres em Portugal trabalha e tem salário certo ao fim do mês) função do salário miserável que é obrigado a aceitar. A luta pela sobrevivência assim o obriga. Ao mesmo tempo a burguesia dispõe-se a gastos militares em 2026 superiores 25% aos deste ano: são 3837 milhões de euros contra os 3065 milhões deste ano!
A resistência do proletariado, centrando-se em particular na “manutenção dos postos de trabalho” e utilizando formas de luta recuadas, não tem, até hoje, conseguido estancar o vórtice predatório capitalista. Como dizia Lenine, não é lutando por reformas que o proletariado consegue obtê-las, mas lutando pela Revolução. E o caso ainda é pior, nem se trata de melhorar a sua situação mas de impedir que piore. Só a ameaça da Revolução faz com que a burguesia ceda no intuito de a conter. E bom será que esse intuito não seja satisfeito! A persistência na luta com o objectivo claro na Revolução é essencial.
Por isso marcar o ponto não chega, é preciso muito mais. A Greve Geral Nacional deve ser amplamente preparada fábrica a fábrica, empresa a empresa, operário a operário, trabalhador a trabalhador. E deve resultar dela uma ameaça clara de Revolução.
Viva a Greve Geral Nacional!
Viva a Revolução Comunista!
JP
