Serviço Nacional de Saúde, será que ainda existe? - 2
As medidas que estão a ser implementadas na saúde com novos planos, sempre bons mas que não resultam, visam neste caso, abandonar e degradar ainda mais o SNS devido a falta de investimento. Ou seja, a Ministra da Saúde decide fechar urgências das maternidades em alguns hospitais, nomeadamente na Margem Sul do Tejo, concentrando tudo num hospital em cada região. Segundo anunciou na Comissão Parlamentar da Assembleia da República, com a finalidade de encerrar assim, o serviço de urgência da maternidade e obstectricia no hospital do Barreiro, transitando esses médicos para o hospital Garcia de Horta em Almada. Isto numa altura em que já nasceram cerca de 15 crianças nas ambulâncias do Barreiro e Moita durante este ano.
Entretanto, como se isto não bastasse, o governo toma uma nova medida. Segundo a Direcção Executiva da saúde, vai haver um corte na saúde, numa altura em que todos os serviços dos hóspitais e os centros de saúde do SNS se debatem com enormes carências de falta de equipamentos e falta de pessoal técnico bem como de enfermeiros e médicos para o funcionamento regular do serviço público de saúde, isto numa altura em que mais de 10% do Orçamento do Estado vai ser encaminhado para o Ministerio da Defesa, quando começam a encerrar igualmente algumas urgências de hospitais como é o caso do hospital dos Covões de Coimbra, por falta de médicos.
Todavia, o Governo de Luis Montenegro com mais esta medida, não vai evitar que os bebés continuem a nascer nas ambulâncias, e alguns casos, pior que isso, em plena rua, como aconteceu no Carregado no dia 11 de Agosto, sujeitando as gravidas a perderem a sua vida bem como os seus bebes, por falta de assistência médica, como aconteceu agora com uma grávida, que acabou por falecer no dia 31 de Outubro, vindo a falecer também o seu bebé 1 dia depois.
Nesta situação, a Senhora Ministra da “Saúde”, Ana Paula Martins, como não tem vergonha, não se demite, nem o 1º Ministro a demite porque está a desempenhar bem a função de fiel servidora do grande capital e do governo que por seu lado, defende os barões da medicina privada, resolvendo desta forma, matar o SNS, que é efectivamente o que está a acontecer.
Para evitar esta situação, o Governo se fosse no mínimo democrático e defensor dum serviço público de saúde, devia em todos os hospitais do SNS, meter mais pessoal técnico, mais médicos e enfermeiros das várias especialidades que são necessários nos quadros dos hospitais, com remunerações dignas, acabando com os médicos e enfermeiros tarefeiros, que diga-se em abono da verdade, já custaram cerca de 230 milhões de Euros ao Estado, portanto mais de 17 milhões do que no ano anterior, tudo isto, devido à incuria dos ultimos governos PS e PSD que tem esbanjado dinheiro público, em detrimento de certos negócios, que não, meramente os beneficios do povo português.
Neste caso, o Governo devia ainda investir na saúde, apetrechando o SNS de mais material técnico, em vez de autorizar mais hospitais e clínicas privadas, com o objectivo de destruir assim o SNS, pretendendo privatizar a saúde, entregando tudo aos barões da medicina privada.
Contudo, vem agora o Presidente da República, referir que é necessário um acordo de regime entre o PS e PSD, para que o sistema funcione melhor, evitando crises sistemáticas, como se de facto não houvesse entendimentos entre eles. Neste quadro, fica provado que o PR em vez de se distanciar do PSD, está cada vez mais a agir como militante deste partido, consentido todos os crimes que são praticados por este governo, contra o povo portugues, nomeadamente no que toca ao Serviço Nacional de saúde.
Por outro lado, vem agora a Ministra da Saúde inventar mais uma outra medida, referindo que vai aumentar as horas de serviço aos médicos que fizerem mais horas nos hospitais, como forma de reduzir os médicos tarefeiros, como se isso fosse resolver o problema da falta de médicos nos hospitais. Aliás como utente não queria ser atendido por um médico que tivesse mais de 10 horas de serviço.
Até quando estes crimes económicos, de esbanjamento dos dinheiros públicos, continuem a ser cometidos por governantes corruptos, sem que a “justiça” actue?
Certamente que as populações não irão ficar caladas, perante esta situação e irão lutar, para que o seu hospital funcione nas devidas condições, com todas as valências necessárias.
Para que essa luta seja vitoriosa, só existe um caminho, lutar por uma sociedade nova sem classes.
- Contra a privatização do SNS!
- Por um Serviço Nacional de Saúde ao serviço do Povo Português!
Redacção do LP – Nuno
