PAÍS

Serviço Nacional de Saúde, será que ainda existe? 

De facto, tal como denunciamos, durante a campanha eleitoral para as eleições de 18 de Maio de 2025, a situação do Serviço Nacional de Saúde tem-se vindo a agravar, devido à falta de médicos de várias especialidades, especialmente de médicos obstetras e pediatras, bem como de enfermeiros e pessoal técnico: nos hospitais públicos, alguns serviços têm fechado alternadamente, nas urgências de maternidades e ginecologia, bem como em alguns casos, de ortopedia, afectando sobretudo a área metropolitana de Lisboa, nomeadamente Setúbal, Barreiro e Almada, assim como as zonas centro e sul do país. 
 Aliás, o abondono e a degradação do Serviço Nacional de Saúde é tão grave que, como aconteceu recentemente no passado dia 11 e agosto, por não transferência da chamada do SNS 24 (gerido pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde que, em vez de autorizar a contratação de pessoal para esses serviços, permite, ou seja, obriga a contratação externa de serviços a empresas privadas, às quais o Estado paga milhões de euros!!!) para o INEM, uma senhora deu à luz, numa rua no Carregado, situação indigna e chocante, que só por sorte não lhe foi fatal. Um outro caso, também revoltante e inaceitável, ocorreu no passado mês de junho, depois de uma senhora grávida ter percorrido vários hospitais da área metropolitana de Lisboa – Setúbal, Barreiro, Almada, Cascais – originando a perda do seu bebé, após o nascimento do mesmo no Hospital de Santa Maria.
Como se isto não bastasse, a falta de meios leva a que, nas urgências, os doentes cheguem a esperar mais de 8, 10 e, às vezes, 20 horas para serem vistos pelo médico de turno!
E, no caso de o doente necessitar de ser operado, terá que esperar alguns meses ou até mais de 2 anos, para ser intervencionado.
Entretanto, no que diz respeito aos Centros de Saúde, também aqui, a situação não é melhor, ou seja, existe, na verdade, uma enorme carência de falta médicos de familia, levando a que os utentes para marcar uma consulta para o seu médico de familia, tenham de esperar um a dois meses para obter a referida consulta, obrigando-os, em muitos centros de saúde, como são os casos de Moscavide e Algueirão-Mem Martins, a terem de ir para a fila às 4 ou 5 da manhã, situação verdadeiramente degradante e humilhante.
Da mesma forma, devido aos tempos de demora nos hospitais, os utentes do SNS para fazerem os exames e análises, bem como radiografias, são direccionados para o privado ao qual o Estado, depois, paga balúrdios, significando neste caso, uma gestão danosa no SNS, porque bastaria utilizar esses meios financeiros na aquisição de mais equipamentos e no aumento dos recursos humanos para os hospitais/centros de saúde para estes ficarem capazes de responder a essas necessidades.
Nesta situação, os doentes, por vezes, recorrem aos serviços dos hospitais ou clínicas privadas, como forma de serem atendidos mais “rapidamente”, esquecendo ou não se dando conta que, é dessa forma que o público subsidia o privado.
Enquanto isto, os sussessivos governos do PS e PSD (coligados ou não), têm vindo a privatizar a saúde, entregando-a aos grandes grupos económicos, levando neste caso à destruicão e ruína do Serviço Nacional de Saúde, em vez de dotar todas as unidades de saúde dos meios técnicos e recursos humanos adequados, permitindo igualmente acabar com o escândalo e corrupção na saúde no nosso País, veja-se o exemplo dos pagamento de 400 mil euros a um médico dermatologista do Hospital de Santa Maria, por serviços feitos em 10 sábados. E isto é a ponta do iceberg.
Contudo, confrontada com todos estes escândalos e incapaz de apresentar um plano que altere esta realidade, também a ministra da saúde, Ana Paula Martins, tal como a da administração interna, Maria Lúcia Amaral, acha que não se deve demitir, propondo-se continuar com “serenidade” a destruir o SNS com consequências dramáticas. 
O PCTP/MRPP responsabiliza estas ministras e, consequentemente, todo o governo liderado por Luís Montenegro pelas consequências, incluindo os casos de morte, que decorrem de uma gestão danosa, incompetente e negligente.
Rua com as ministras da saúde e da administração interna!
Pagamento de indeminizações a todos os lesados!
Abaixo o modo de produção capitalista!
Viva a Revolução Proletária!

Nuno Silva

pctpmrpp