A Terceira Mentira
No programa de governo que apresentou na Assembleia da República no passado dia 27 de Novembro e que está presentemente em vigor, António Costa comprometeu-se a regressar à semana das 35 horas para os funcionários públicos.
Essa promessa manteve-se no acordo de incidência parlamentar celebrado entre o partido dito socialista por um lado, e o partido dito comunista, o bloco dito de esquerda e o partido dito ecológico, por outro.
O diploma do regresso às 35 horas de trabalho semanal para a função pública foi aprovado na generalidade no dia 15 de Janeiro último.
Na véspera – dia 14.01.2016 – escrevi neste jornal um artigo intitulado A semana das 35 horas, no qual chamava a tenção dos meus dilectos leitores para a realidade: essa semana de 35 horas, pela mão de António Costa, nunca mais voltaria. E disse, nomeadamente: “Com efeito, proclamar que está disposto a voltar das 40 horas semanais de Passos Coelho às 35 horas semanais anteriores sem custos para a administração pública é o mesmo que pretender obter a quadratura do círculo.”
O orçamento geral do Estado para 2016, que irá ser aprovado hoje na Assembleia da República, adia para o fim do ano corrente a discussão daquele diploma na especialidade.
Em consequência, a semana das 35 horas para a função pública não regressará este ano, tal como eu vos garanti no meu artigo do dia 14 de Janeiro passado.
Costa é um aldrabão. Costa é um mentiroso. Costa sempre soube que não devolveria nunca aos trabalhadores da função pública a semana das 35 horas de trabalho.
Esta é já a terceira mentira de Costa, no espaço de pouco mais de um mês. E a lista não ficará por aqui. Eu hei-de voltar muitas vezes mais, prometo-vos!... E para perguntar também quais as razões ocultas por que o PCP e o Bloco apoiam um mentiroso compulsivo como António Costa.
E vão três!...
Arnaldo Matos
05.02.2016