Se os operários e trabalhadores em geral têm sido as principais vítimas da política de feroz exploração e perseguição por parte deste governo de traição nacional, de entre eles, são as mulheres operárias, assalariadas rurais e trabalhadoras as que mais sofrem com essa politica.
Duplamente exploradas na fábrica e em casa, mercê da iníqua divisão de trabalho imposta pela sociedade capitalista, as mulheres trabalhadoras portuguesas continuam a ser discriminadas de forma cada vez mais impiedosa no salário e no desemprego.
Em resultado de uma política deliberada por parte do governo de traição nacional PSD/CDS de roubo do salário e do trabalho e de cobertura legal a toda a espécie de desmandos por parte dos capitalistas, cerca de 1,5 milhão de mulheres encontravam-se, em 2014, em situação de privação material, tendo esse número aumentado em mais 49 mil face a 2013 e mais 191 mil em comparação com o registado em 2010.
Em 2013, a taxa de risco de pobreza nas mulheres subiu para 20%, tendo a dos homens registado uma descida ainda que ligeira. Existiam 1,1 milhão de mulheres em risco de pobreza em 2013: mais 67 mil face a 2012 e mais 78,3 mil face a 2010. Hoje, em cada cinco mulheres, uma está em risco de pobreza.
A taxa real de mulheres desempregadas e subocupadas é de 25,3%, tendo o número de mulheres inactivas disponíveis para trabalhar mas que estão desencorajadas crescido 59% e o número de ocupadas em programas de emprego e formação profissional verificado um aumento de 409%, sendo que 70% das mulheres desempregadas não têm acesso a subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego.
Por outro lado, as mulheres trabalhadoras ganham, em média, menos 17,5% que os seus companheiros de trabalho, apesar de terem habilitações mais elevadas. São também elas a maioria dos trabalhadores a receber o salário mínimo nacional, pois 17,5% das mulheres trabalhadoras ganham a remuneração mínima face a 9,4% dos homens.
Neste quadro político e social de miséria e opressão criado pela política de austeridade de um governo de vende-pátrias, o que importa assinalar no Dia Internacional da Mulher Trabalhadora que hoje ocorre, é a necessidade de as mulheres trabalhadoras portuguesas prosseguirem o seu combate, ao lado dos seus irmãos de classe, pelo derrubamento deste governo e contra um regime anti-democrático e sistema capitalista que apenas gera e faz perdurar a desigualdade e o tratamento discriminatório, persecutório e de brutal exploração e humilhação da mulher que vende a sua força de trabalho.
Mais uma vez iremos assistir a um coro de hipócritas declarações de princípio contra a desigualdade e a infindáveis promessas de um sem fim de medidas de protecção da mulher e da maternidade, a par das já nauseabundas proclamações pequeno-burguesas em prol da igualdade de sexo.
Nada disso pode fazer desviar a atenção do que está e continuará a estar em causa: o único caminho para pôr termo à situação de dupla exploração da mulher trabalhadora – e não, obviamente, da mulher em abstracto - é o da luta do movimento operário e popular, em que ela se integra, pelo socialismo e o comunismo.
Viva a luta da mulher trabalhadora!
