PAÍS

As Revoltas Reaccionárias dos Grandes Agrários

Com os desenvolvimentos tecnológicos recentes, o modo de produção no campo sofreu muitas alterações. A classe dos assalariados rurais, na verdade a classe operária dos campos, com a introdução de novas máquinas, sofreu o mesmo processo de desenvolvimento que a classe operária das cidades quando esta passou da manufactura ao fabrico mecanizado: passaram a estar sujeitos a determinado tipo de horários, a disciplina centralizada, enfim, a tudo o que um operário fabril de hoje está sujeito, é claro, com as especificidades de cada indústria em particular … os latifundiários, pelo seu lado, evoluíram rapidamente para a mecanização de todos os processos agrícolas ou foram expulsos da actividade pelos competidores; dos camponeses, ou seja, da pequena burguesia dos campos, antes a classe mais numerosa nos campos, pouco resta quer em número quer em “quota de mercado” por cabeça: na competição burguesa, os poucos a quem chamam “ganhadores” passaram a capitalistas, os quase todos, tidos como perdedores, passaram a proletários nos campos mal pagos e com condições de trabalho precárias ou emigraram para as cidades ou estrangeiro, alguns com a falsa esperança de voltarem à situação anterior, restando uns quantos em luta desesperada para manterem a sua situação na sociedade.

No entanto, com todo o avanço tecnológico e a automatização da colheita, os preços só subiram… desde dos últimos 20 anos que os preços dos alimentos vem a subir, culminando em 2023 em que a inflação dos preços dos alimentos chegou a 19%, após o acordo Mercosul (a causa do descontentamento dos grandes agrários) a inflação tem reduzido, hoje em dia está por volta dos 5%. Mas mesmo nos anos de mais alta inflação dos preços dos alimentos o lucro dos grandes agrários europeus não sentiu um abalo. Concluindo enquanto os grandes agrários europeus lucravam com a inflação do preço dos alimentos na europa… cabia aos contribuintes europeus pagar o preço para o continente não passar fome.

Vendo o lucro imenso dos grandes agrários… a Führer Ursula Von der Leyen decidiu que deveria ser ela a lucrar com a miséria do povo europeu… assim é criado o acordo Mercosul (mercado comum do sul)… um acordo que pretende facilitar o comércio entre a UE e países do continente sul americano, ou seja, a UE vai comprar os bens feitos com trabalho escravo ou mal remunerado e com regulações não existentes e aplicar as suas taxas alfandegárias por cima… uma autêntica mina de ouro (às custas do povo sul americano e europeu). 

Esta guerra comercial burguesa é a causa das revoltas em Bruxelas… os grandes agrários que em tempos lucravam com a subida do preço de bens essenciais à custa do povo foram destronados pelo 4º Reich, que lucrou e vai continuar a lucrar com a exploração dos trabalhadores europeus… isto é comprovado pela reacção da comunicação social burguesa as revoltas em Bruxelas… enquanto eles arrasam moradias e lojas, sujam as ruas com estrume, acções que só prejudicam os trabalhadores, a comunicação social limita-se a dizer que estão no seu direito de se manifestar, mas quando uma revolta é popular, quando os trabalhadores lutam pelos seus direitos… aí somos pintados como arruaceiros e preguiçosos, ridicularizados por completo.


Os trabalhadores europeus precisam de pôr um fim ao reinado fascista da UE, que nos roubou a soberania e independência nacional económica e política! 

PELA EXPROPRIAÇÃO DAS TERRAS E FÁBRICAS DOS GRANDES AGRÁRIOS!
FORA O EURO!
MORTE AOS TRAIDORES!
POR UM GOVERNO POPULAR E INDEPENDENTE!

PM

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