O OE de 2026 é um bis agravado do OE de 2025!
Quem seguiu, no ano passado, a discussão do Orçamento de Estado de 2025 e agora leu a proposta de Orçamento de Estado para 2026 e segue a discussão do mesmo, vê, facilmente, que é a mesma coisa agravada: tudo praticamente igual, incluindo a discussão, mas com meios ainda mais insuficientes para a Saúde e a Educação e meios desperdiçados no alinhamento belicista imperialista (que nada têm a ver com despesas em defesa) especialmente maiores.
Para comprovação, remeto os nossos leitores para o artigo “O Circo do OE de 2025: um Espelho de Bruxelas!” publicado no ano passado e, não foram as pequenas diferenças de contexto como, por exemplo, estar já em curso a campanha eleitoral das presidenciais, pareceria estar a descrever a situação de hoje…
Não é a demissão deste ou daquele ministro que resolve o problema, como sugere essa reivindicação. Na verdade, enquanto o/a ministro/a se aguentar, o que se reforça com essa reivindicação é a ideia de que o problema é o da pessoa ou, na melhor das hipóteses, o da política seguida por essa pessoa, e não o do sistema de exploração da força de trabalho. Se é demitido e quando é demitido e substituído por outro, é-nos exigido a todos, que respeitemos um período nojo em relação ao novo ministro, pois ainda não teve tempo para mostrar o que vale, que, na realidade é tanto quanto o/a demitido/a, mas a moralidade burguesa dita que não se pode dizer logo. Com isso dá-se tempo ao engano e quase sempre é tolhida a hipótese de consciencialização que a repetição do falhanço da política traria.
Também não são novas eleições, como se tem visto, que resolvem o problema. Cada orçamento chumbado, com Marcelo e respectiva escola, dá em eleições seguidas de orçamento aprovado que, na prática, é uma mentira aprovada. Nem mesmo o que está orçamentado vai ser executado. Por mau que seja o orçamento aprovado, ainda assim é apenas propaganda sobre “o melhor que pode ser feito com os recursos escassos de que se dispõe”, pois a execução será dez vezes pior nas consequências para a vida do proletariado. De facto todos sabem isso mas, ainda assim, aprovam ou deixam passar porque também sabem o que está nas entrelinhas do orçamento e quem é o pequeno grupo que beneficia da sua execução.
O que resolve o problema é o proletariado tomar nas suas mãos o seu próprio destino realizando a Revolução Comunista!
Morte ao Capitalismo!
Viva o Comunismo!
Viva o partido revolucionário do proletariado!
Viva o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)!
JP
