PAÍS

Alemanha na rota da emigração

Paulo Portas, o ministro dos negócios estrangeiro desaparecido in partibus infidelis, não tem feito outra coisa, desde que tomou posse, que não seja encerrar por esse mundo fora os nossos serviços consulares. É um Portas que fecha portas.

Como toda a gente já percebeu, Portas é um acabadíssimo ignorante quanto aos reais interesses de Portugal no estrangeiro, e, por isso, não admira que se meta a fechar os serviços consulares precisamente onde eles mais são necessários.

Assim, e de uma só pàzada, encerrou Portas uma vintena de consulados e dependências consulares apenas na Alemanha, deixando sem defesa e sem nenhuma ligação a Portugal cerca de um milhão de portugueses e seus descendentes.

Este abandono absoluto e brutal dos nossos emigrantes nos países de mais forte emigração portuguesa vai de par com a política governamental de traição nacional, consistente em mandar emigrar os nossos desempregados.

O mesmo governo que força a emigrar é o mesmo governo que corta todas as ligações com os emigrantes nos países de imigração.

No caso do encerramento dos serviços consulares no país da chancelerina Merkel, os emigrantes portugueses demonstraram que não são nenhuma pêra doce para o governo Coelho/Portas, e, o que é mais importante e mais significativo ainda, que mantêm bem vivas as suas capacidades de luta e a sua determinação patriótica revolucionária.

E vai daí, a Federação das Associações Portuguesas na Alemanha, reunida de emergência, apelou aos imigrantes para que deixem de enviar dinheiro para Portugal, em claro protesto contra o encerramento dos serviços consulares e o despedimento dos professores de português no estrangeiro.

O patriótico apelo da Federação das Associações Portuguesas na Alemanha deixou o governo de traição nacional Coelho/Portas em pânico, visto que a única linguagem a que tal governo é sensível é à linguagem do dinheiro.

Com as remessas em risco, o secretário de estado das comunidades, um adjunteco de Portas, apressou-se a garantir na antevéspera de Natal, através de alguns órgãos de comunicação social com destaque para a RTP internacional, que o ministério dos negócios estrangeiros enviará funcionários aos locais não cobertos pelas redes consulares em todo o mundo (sic).

Então a coisa será, mais ou menos, assim: um funcionário do ministério dos negócios externos, ido de Lisboa, assentar-se-á, em dia e local a designar não se sabe como, num banco de um jardim público de uma cidade estrangeira não consularmente coberta e irá atendendo, como o Messias aos seus discípulos em Cafarnaum, os emigrantes portugueses necessitados de um acto administrativo ou consular qualquer... e, é claro, cobrará, no fim, as taxas devidas por um modelo tão bizarro quanto original do exercício da consularidade!...

Para além de ridículas e inexequíveis, as apressadas promessas do secretário de estado das comunidades revelam que o homenzinho não passa de um incompetente farsante, pois ignora que um consulado é acima de tudo um órgão político de protecção e defesa dos portugueses e dos seus direitos nos países onde se encontrarem, o que exige fixação e permanência do órgão, e não unicamente uma secretaria burocrática, destinada a emitir vistos, certidões e bilhetes de identidade.

Saudemos a justa luta dos emigrantes portugueses na Alemanha contra o governo PSD/CDS de Lisboa, luta que contará sempre com a solidariedade e apoio do povo português em Portugal!


MORRA O TRABALHO FORÇADO!
ABAIXO O GOVERNO!
POR UM GOVERNO DE ESQUERDA, DEMOCRÁTICO PATRIÓTICO!



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