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Nos Aeroportos Portugueses - Trabalhadores de Handling Voltam à Greve com Forte Participação

vooscancelados01No seguimento da luta que têm vindo a travar, os trabalhadores das empresas Groundforce – SPdH Serviços Portugueses de Handling, S.A, Portway e ainda trabalhadores das empresas de trabalho temporário que, actualmente, exercem funções naquelas duas empresas (Adecco, Cross Staff, Kelly Services, Inflight Solutions, Multitempo, Omniteam, Randstad, RH Mais, Talenter) estão a realizar hoje, dia 1 de Dezembro, uma greve de 24 horas nos aeroportos de Lisboa e Porto.

De acordo com informações prestadas pelo Presidente do Sindicatos dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) ao nosso jornal, o nível de adesão ultrapassou os 80%, registando os trabalhadores temporários uma participação histórica com cerca de 95%. Apesar de uma série de manobras da empresa de uma série de manobras das empresas envolvidas, com a cumplicidade da ANA, a qual permitiu designadamente que alguns aviões estacionassem no meio da pista, para dispensarem o chamado taxi way que os deviam levar à pista, foram muitos os serviços que foram afectados, principalmente, os relacionados com a carga e bagagem.

No aeroporto da Portela, em Lisboa, estiveram concentrados cerca de 250 trabalhadores junto à saída do Metro do aeroporto. No Porto, no aeroporto Sá Carneiro, apenas se realizaram os serviços mínimos, seis partidas e seis chegadas.

Os trabalhadores concentrados decidiram realizar um plenário nas empresas para marcação de uma nova greve, assim como entregar um pré--aviso de greve ao trabalho suplementar por parte dos trabalhadores temporários.

Os trabalhadores que prestam serviço de assistência em terra a aeronaves (handling) nos aeroportos desencadearam de novo esta greve com objectivo de impor a elaboração de um contrato colectivo de trabalho para todo o sector e que abranja assim todas as empresas que actuam nesta área, pondo termo a uma concorrência que assenta na desigualdade de remunerações e na consequente discriminação e divisão dos trabalhadores.

Para além disso, batem-se ainda pelo fim da contratação de trabalhadores temporários para trabalhos que são permanentes, da coacção para o prolongamento das horas de serviço, incluindo a ameaça de processos disciplinares, e contra a liberalização do sector.

Os trabalhadores da ground force não podem também, neste momento, deixar de fazer sua a bandeira da luta contra a privatização da TAP, empunhada pelos seus camaradas de trabalho na TAP e por milhares de patriotas e democratas.