O primeiro candidato do PCTP/MRPP ao Parlamento Europeu, Leopoldo Mesquita, enviou hoje uma mensagem de solidariedade ao presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, Mestre José Festas, com o qual esteve reunido ontem, dia 16 de Abril, na Póvoa de Varzim, expressando, em nome pessoal e da candidatura, pesar e solidariedade pela morte e desaparecimento de cinco tripulantes da embarcação “Mar Nosso”, matriculada no porto de Viana do Castelo, que, cerca das 13H00 de hoje, naufragou ao largo da ria de Navia, nas Astúrias.
Há pouco mais de um mês, um outro naufrágio, o da embarcação Santa Ana, provocou a morte de oito pescadores. A repetição cada vez mais frequente destes trágicos acontecimentos é o resultado directo de políticas criminosas que não podem ficar impunes.
A embarcação naufragada tinha já 42 anos de idade, o que remete para um dos mais graves problemas da frota pesqueira nacional, que é a antiguidade e obsolescência das embarcações existentes, obrigadas a manter-se em actividade ao arrepio das mais básicas condições de segurança.
A frota pesqueira portuguesa tem uma média de idade de 26 anos e conta com inúmeras unidades construídas ainda em madeira e com motores antiquados. As extremas dificuldades económicas da maioria dos pescadores, a necessidade de saírem para o mar mesmo em condições adversas e a inexistência praticamente total de apoios à renovação da frota pesqueira nacional, colocam permanentemente em risco a segurança das tripulações e dão origem a naufrágios cada vez mais frequentes das embarcações e à morte de pescadores.
Essas mortes, como as ocorridas hoje, são autênticos assassinatos de que são responsáveis directos os membros do governo de traição nacional PSD/CDS. No sector das pescas, a destruição da produção, sendo similar à que ocorre nos demais sectores, é tingida com o sangue dos pescadores e com a desgraça das suas famílias.
É urgente libertar os recursos necessários à resolução dos gravíssimos problemas que existem no sector das pescas e que tiram a vida a milhares de pescadores que lutam pela sobrevivência em condições duríssimas e desumanas. Há que recuperar a autonomia e a soberania nacional no domínio das pescas, as quais foram ilegitimamente entregues à União Europeia.
Neste quadro, é mais urgente do que nunca derrubar o governo Coelho/Portas e instituir um novo governo democrático e patriótico que promova a saída de Portugal do euro e reponha uma moeda própria, um novo escudo. Enquanto isto não for feito, a austeridade permanente e a afectação de parcelas cada vez maiores do rendimento nacional ao pagamento da dívida e ao financiamento da banca impedirão sempre as demais medidas que se impõe adoptar em benefício dos trabalhadores do mar e de todas as actividades económicas relacionadas com a pesca.
Lisboa, 17 de Abril de 2014
A Candidatura do PCTP/MRPP
ao Parlamento Europeu