Luta Dura, Vida Simples, Pensamento Elevado
O presente estado do país, a sua crise, foi o principal motivo da elaboração deste texto que se debruça sobre a sua origem (a presente crise), aquilo que está a ser feito, os caminhos que existem e o que se pode aprender com o estudo aprofundado e o conhecimento das experiências passadas.
Os temas mais comuns que preocupam a generalidade do povo, e os jovens em especial, são a habitação, pelo facto de não haverem imóveis acessíveis à compra ou ao aluguer; a saúde por estarem cada vez menos utentes atribuídos aos médicos de família, haver um grande desinvestimento no serviço público e a reversão neste serviço da tendência para a gratuitidade e da universalidade, para um serviço privado pago para quem o puder pagar; o ensino público pela falta de professores colocados, os novos contratos de direito privado em instituições públicas com autonomia administrativa e financeira, o descongelamento das propinas do ensino superior que, idealmente, também seriam tendencialmente gratuitas, sendo este descongelamento um passo atrás nesse sentido; mas também a última ameaça aos direitos dos trabalhadores, sob a forma de um “pacote laboral” que promete diminuir o emprego estável, criar a possibilidade de contratos a termo certo, renováveis de forma vitalícia, perpetuando a precariedade.
Existe, portanto, um sentimento de revolta e procura de alternativas por parte dos jovens, que assume diversas formas, como colectivos, acções culturais, grupos de estudo e partidos. Esta procura não se deve só ao descontentamento, mas também à vontade de dar sentido à luta contra aquilo que se vê de mau no dia-a-dia, e um desejo de justiça social cumprida.
Numa época onde tudo está muito acessível, existe, paradoxalmente, uma incapacidade da generalidade dos trabalhadores jovens de se organizar, de filtrar a informação dos meios de comunicação social e de estudar de forma a esclarecer questões e definir objectivos para o futuro.
Um meio possível de esclarecimento e aprendizagem é ouvir e procurar diálogo e aconselhamento dos mais velhos (militantes, por exemplo) que experienciaram já outro regime e a sua transição, sendo conhecedores das ferramentas de luta, com uma visão daquilo que é necessário para uma organização eficaz e são eles próprios inspiração para quem se pretende organizar, estudar e lutar pelo objectivo comum.
Uma outra ferramenta essencial é o estudo do marxismo, de forma a criar uma base de ideologia comum em que se possa construir um espaço de troca de ideias, mas também um estudo da História, o que já foi feito e em que condições, o que poderia ter sido feito, e o modo como podemos aplicar à nossa situação, na nossa região.
Numa época de grande consumo desmedido, levar uma vida simples é um acto revolucionário. Focar o estudo e fundos com propósito torna-se desse modo imperativo.
Há uma luta a ser travada pela classe operária contra a exploração e a opressão capitalista, capaz de ser potenciada pelo estudo e pelo Partido.
Contra o pacote laboral e o governo AD, a classe operária prevalecerá.
Viva o PCTP/MRPP!
Viva o comunismo!
JB
