Opinião

Entrevista do camarada Pedro Pacheco ao Açoriano Oriental

“Um hospital em cada ilha, adaptado à sua dimensão, é algo fundamental”

PAULO SIMÕES/CAROLINA MOREIRA
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EntrevistaPedroAcorOrientalPedro Leite Pacheco é natural de São Miguel. Professor reformado e militante do PCTP/MRPP desde 1975, foi várias vezes cabeça-de-lista do partido pela ilha de São Miguel às eleições regionais.

Este ano, já não se apresenta como cabeça-de-lista do PCTP/MRPP. Porquê?
Porque começa a haver aquilo a que se chama uma consciência maior junto da população açoriana de que é muito importante pensarmos na nossa realidade e intervirmos. Não é só deixar os outros falar e pensar, é também cada um pensar, actuar e responsabilizar-se por essa acção.
Portanto, o nosso cabeça-de-lista é um jovem que, infelizmente, está com problemas de saúde, o que nos está a causar alguns problemas, mas de qualquer maneira é um jovem que reúne generosidade com a cultura. E não é só uma cultura livresca, digamos assim, só embebida nas leituras, sem estabelecer uma relação entre esse imenso universo daquilo a que se chama matéria significante com o que é o referente. É uma relação pouco comum, mas de grande relevância.

O facto de o cabeça-de-lista estar com problemas de saúde significa que o PCTP/MRPP vai estar afastado, por exemplo, dos debates que vão sendo feitos para esta campanha?
Vamos ver. O camarada José Afonso Lourdes foi esta semana para as urgências do hospital, ele tem um problema de saúde já antigo, mas que se agravou agora e ainda não sei como vai ser. Ainda está em repouso, sem possibilidade de intervir, pelo menos, hoje.

Como tem sido feita a renovação de militantes no PCTP/MRPP nos Açores?
A luta de classes que existe na sociedade ocorre também dentro das organizações políticas, sejam elas burguesas ou não. Dentro do PCTP/MRPP, como partido comunista, é particularmente violenta, digamos assim, a luta interna ao longo de toda a sua história, no sentido que é o factor decisivo. Portanto, um partido que quer mudar a sociedade, que quer acabar com esta exploração do homem pelo homem, que quer outros referenciais para a actividade económica, evidentemente que sofre estas contingências, estes ataques, tanto externa como internamente.

E a nova geração que se interessa pela política, interessa-se pelo PCTP/MRPP e por aquilo que defende?
Sim... Isto é interessante porque tem a ver com o aumento da consciência no seio da população para os reais problemas que vive e para aquilo que é a demagogia e as promessas grotescas, muitas vezes, e grosseiras.
Estamos numa situação muito crítica nos Açores. Neste momento, começámos a sofrer fortemente e vamos aceleradamente pagar os 40 anos de fantasia, equívocos e ilusões lançadas sobre a população e começamos a ver que as coisas não vão dar pelo caminho que tinham dito.

Qual é a meta que o partido traçou para as eleições regionais de 2020 nos Açores?
A meta é sempre o aumento da organização e a divulgação, o permitir nós podermos expor. Há pouco falava da relação entre a matéria significante e o referente: temos o discurso oficial, mas também temos o discurso popular que é muito diferente do oficial. Nós procuramos dar voz a esse discurso popular, porque hoje temos um desemprego que, por mais escondido que queira ser, é evidente; uma situação de precariedade, nalguns casos, dramática, com exclusão social crescente e uma pobreza que se alarga para sectores que, até agora, julgavam que não tinham problemas económicos.

Acha que há um descontentamento na sociedade açoriana?
Há um descontentamento crescente.

Acha que o MRPP poderá tirar “partido” desse descontentamento e ter um melhor resultado do que há quatro anos?
Não é tirar “partido”, é as pessoas ganharem consciência. E pode ser que sim, mas isso depende das pessoas. Depende do grau de atenção e do tempo que dedicarem a estudar o problema que estão a viver. Quem é que ganha com o desemprego? Quem é que ganha com a precariedade? Quem é que ganha com a exclusão social? Uma das entidades que ganha com isso é o governo. As pessoas provavelmente nunca pensaram nisso. Aliás, quem ganha com o baixo preço do leite logo à cabeça é o próprio governo. A quantidade de produtores da agropecuária que está numa situação insustentável e que, mais cedo ou mais tarde, vai ter que vender, o governo arrecada em impostos uma percentagem significativa por cada venda.
Além disso, nós estamos com o mar devassado e que continua a saque e o próprio território terrestre também. É de espantar que diversas propriedades, e nalguns casos as melhores, já não são açorianas. As pessoas acham que o capital é que traz desenvolvimento, mas esquecem-se que, ao longo da história da humanidade, fomos sempre progredindo e que o capitalismo só se consolida em Portugal no século XIX. Portanto, o progresso não é uma questão indexada ao capital.

Como vai ser feita a campanha do PCTP/MRPP?
Vai ser feita com as capacidades que temos, com entrevistas como esta que são já institucionalizadas e que procuramos beneficiar delas, com a distribuição de alguma documentação que temos vindo a fazer e, depois, com o contacto com as pessoas.

Olhando para alguns setores que têm merecido a atenção do partido, continua a criticar a política de transportes marítimos entre ilhas? Que soluções alternativas é que propõe?
Isto é um drama. Há uns anos, na Universidade dos Açores, havia uma equipa que estava a trabalhar o hidrogénio. Nós podíamos perfeitamente ter a nossa universidade a trabalhar nessa área e questiono até porque é que essa equipa foi impedida de progredir! Hoje em dia, podíamos ter viagens inter-ilhas com barcos a hidrogénio, porque não é muito difícil nem muito caro. Conseguíamos ter uma opção barata e não poluidora.

Há quatro anos, afirmava que “vivemos em autonomia, mas estamos mais dependentes do que nunca do exterior”. Deduzo que esta crítica não perdeu validade.
Agravou-se! Quase que para ir à casa de banho é preciso pedir à União Europeia! Isto é uma vergonha e nós estamos a ser dirigidos por trastes!

Que futuro é que antevê?
De luta! Porque, ao longo da história, nunca houve tirano ou demagogo que se mantivesse eternamente no poder.

Na área da Saúde, quais são os problemas que identifica e que soluções preconiza para os açorianos?
Há apenas três ilhas onde as senhoras podem ter crianças. Isto é uma coisa grotesca. Se começar a fazer contas, não sei o que é mais caro: se ter um hospital em cada ilha ou se é estar a pagar a deslocação. Os prejuízos que isto implica e os problemas que isto traz! As ilhas estão a desertificar-se, há ilhas que têm metade da população que tinham há uns anos. Portanto, um hospital em cada ilha é uma questão fundamental, adaptado à dimensão da ilha e com as valências principais.

Há condições económicas para concretizar isso?
Isso é outra conversa fiada! Se há dinheiro para fazer hotéis de luxo... Há todo o dinheiro necessário para que as transações possam acontecer.

Tendo sido professor, como é que analisa a Educação na Região?
A Educação é um sector que faz parte daquilo que é o Estado: a forma organizada de uma classe se impor na sociedade sobre as demais. E a Educação é uma ramificação de como essa classe se impõe e exerce o seu poder na sociedade. Só que as escolas são feitas de gente, de alunos, professores e outros funcionários, e portanto as expectativas dessa massa não são necessariamente as expectativas daqueles que, com o ensino, pretendem a eternização desta situação.
Portanto, no ensino vivem-se enormes equívocos por essa razão e nós estamos numa luta entre aqueles que se querem esclarecer no ensino, progredindo nos seus conhecimentos e na sua qualidade de vida, e aqueles que querem impor a ferro e fogo as determinações centrais da administração pública.

Relativamente ao transporte aéreo nos Açores, como é que encara o futuro da transportadora aérea regional SATA?
A manutenção da SATA devia ser um ponto de honra na Região, essa é uma questão fundamental.

Mas receia pelo futuro da SATA?
Nessa perspectiva, temos que recear por todo o futuro, porque esta corja está-nos a liquidar o futuro! Na perspectiva dos indivíduos que estão na administração pública actualmente, isto é tudo para vender! Até pode haver gente bem intencionada, mas não há gente séria na administração pública.

Que modelo defende para o transporte aéreo na Região?
Defendo a manutenção da nossa companhia aérea.

O PCTP/MRPP tem ideias concretas sobre o que deve ser a política fiscal e a carga fiscal nos Açores?
O que está a acontecer é uma brutalização sobre as populações. Não domino o assunto, mas vou observando e acho que houve muitas facilidades, e se calhar ainda continua a haver, na aquisição de bens nacionais por estrangeiros, por exemplo.
Um português quer comprar ou vender algo e caem-lhe em cima com exigências fiscais, mas se for uma pessoa externa ao país, de outra nacionalidade, é o contrário que lhe fazem. Isto é crime e um abuso!

Há condições, por exemplo, para reduzir a fiscalidade sobre os salários dos trabalhadores?
São 33,3% de impostos sobre o salário. São 22,3% para o patrão e 11% para o trabalhador. É uma coisa louca! E ainda temos que pagar quando vamos ao hospital, as consultas demoram meses ou anos e as pessoas têm de recorrer ao privado e pagar.

O que distingue o PCTP/MRPP dos restantes partidos e, em particular, dos partidos da esquerda?
Duas coisas: uma é a ciência e outra é a classe. Não é por acaso que o PCTP/MRPP continua a ser um partido extremamente atacado e silenciado. Dando um exemplo, vi na comunicação social a cobertura da proposta do PPM relativamente ao pagamento do leite. Mas foi mandado para a comunicação social um comunicado sobre essa matéria por parte do comité do MRPP na ilha de São Miguel e não obteve qualquer cobertura. Isto acontece porque a comunicação social não consegue sobreviver sem subvenções e sem investidores.

pctpmrpp

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Partido

Honra ao Camarada Leonel Coelho!

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É com grande emoção que prestamos a nossa derradeira homenagem ao camarada Leonel Coelho, militante comunista dotado de uma força indomável, de uma coragem inabalável, que lutou toda a sua vida contra a exploração, quer através da sua escrita, quer da acção prática, agindo e intervindo directamente em todas as situações que o indignavam e revoltavam, tomando o associativismo como uma possibilidade para despertar consciências e encontrar caminhos.

Nascido no Ribatejo, em Ortiga, há 87 anos, deixou marcado na sua obra os tempos difíceis da sua infância e juventude, as suas ânsias, os seus afectos, a sua enorme solidariedade e, sobretudo, o desejo de liberdade que o acompanhou até ao último dia.

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As lições do 25 de Novembro

 

O texto que a seguir se publica é o traslado da intervenção do camarada Arnaldo Matos no Encontro Nacional de Quadros e Activistas da FEM-L, na Reitoria da Cidade Universitária, a 6 de Dezembro de 1975. É um interessantíssimo e precioso testemunho dado a pouco mais de uma semana depois dos acontecimentos, muito exactamente documentados, descritos e explicados. Pelo seu elevado valor histórico e científico é muito oportuno vir de novo a público.

O 25 DE NOVEMBRO É UM GOLPE SOCIAL-FASCISTA FALHADO

O 25 de Novembro é um golpe falhado, desencadeado e dirigido pelo partido social-fascista do ministro Barreirinhas Cunhal. Devemos pensar um pouco sobre isto, porque agora todas as camadas da burguesia parecem apostadas em querer dizer-vos que, afinal, não foi o partido social-fascista que fez esse golpe.

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Honra ao camarada João Inácio!

 

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No terminus de um longo e intenso percurso, em que sempre demonstrou a sua fidelidade esclarecida aos princípios fundamentais da filosofia marxista e ao apoio ao Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), faleceu, aos 95 anos, o respeitado camarada Setubalense João Santana Inácio (4.10.1926-15.11.2021), de quem nos despedimos anteontem, dia 18, em Setúbal.

Um nó de profunda emoção passou pelo espaço – carregado de simbolismo − do “adeus”, no Crematório local (Cemitério de Algeruz), quando, em nome da família, as suas netas Sofia Vitória e Fabíola evocaram, com palavras luminosas de saudade e afecto, as reconhecidas características de um Homem modesto, discreto, sensível, inquieto, coerente e, sobretudo, solidário.

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 Não esqueceremos Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa!

 ComitesRibeiroSantosPeloPovoTudoDarPorMelhoresDiasResistenciaRSASOs camaradas José António Ribeiro Santos e José Alexandrino de Sousa foram e são dois inquestionáveis revolucionários, quadros servidores do povo oprimido e trabalhador, e sobretudo, dois comunistas marxistas de primeira água! A esmerada acção destes camaradas, em favor do Partido e da Classe Operária portuguesa reveste-se de uma considerada e singular importância!

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Sigamos o Exemplo Revolucionário do
Camarada Alexandrino de Sousa

  AlexandrinoFuneralMartinsSoaresHá 46 anos atrás, no dia 9 de Outubro de 1975, perdia-se na luta um camarada. Alexandrino de Sousa era o seu nome, a sua luta visava a sociedade sem classes. Estudava direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, sendo um dos membros da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, a organização para a juventude estudantil do Partido àquela data. Foi assassinado, de forma vil e cobarde por um bando de neo-revisionistas, estes militantes de um partido traidor que mais tarde se integrou numa coisa reaccionária e contra-revolucionária designada por Bloco de “Esquerda”, o que por si só já nos dá a entender de que tipo de gente estamos a falar e quais os seus interesses de classe, obviamente distintos daqueles pelos quais este camarada ousou lutar até ao último sopro.

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Cartaz18Set2021


A Luta de Classes no Partido do Proletariado

 Como já é do conhecimento dos nossos camaradas e leitores do Luta Popular, a luta ideológica e política dentro de um Partido Comunista Marxista Proletário é notoriamente forte e feroz, verificando-se duas perspectivas de acção e luta.

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Política geral

O PARLAMENTO BURGUÊS FALIU!

Não, Sr. presidente, não estamos perante “um berbicacho”, estamos perante a falência do parlamento burguês! do modo de produção capitalista!

Todos os partidos do arco da governação, sem deixar de fora o chefe de orquestra e sustentáculo desse governo, Marcelo Rebelo de Sousa, entraram num desvario alucinante, numa correria frenética, numa perplexidade hipócrita que mais não é do que o estertor do sistema capitalista, necessitando urgentemente de novas vestes e mais poder para travar a luta e o movimento de contestação que o precede e não um “berbicacho” como popularuchamente o caracterizou Marcelo.

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Costa e os ingénuos

O orçamento do Estado burguês está chumbado. Tudo indica que terão lugar eleições legislativas no início de 2022, convocadas após a anunciada dissolução da assembleia da república.

B"E" e P"C"P apontaram em uníssono a intransigência de Costa no decorrer das negociações com vista ao estabelecimento de um acordo entre os três partidos, para aprovação do OE.

Analisando as propostas elencadas pelas, até agora, convictas muletas do PS, como contrapartidas para a aprovação do OE, nomeadamente as que dizem respeito às pensões de reforma e à reposição do quadro legal laboral pré-tróica, constata-se que, caso implementadas, iriam trazer algum magro alívio aos trabalhadores. O seu impacto orçamental seria, ainda assim, relativamente baixo ou mesmo nulo.

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O governo fascista de António Costa trata os artistas e os trabalhadores da cultura abaixo de cão. Claro que há os artistas da corte, os pimbas e os versejadores da corte. Não nos referimos a esses vendidos. Além de gritantes situações de precariado e de desemprego muitos trabalhadores da cultura recebem do governo migalhas e esmolas de pouco mais de 400 euros mensais. Os artistas também raramente podem actuar.

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Quem pede desculpa é porque acha que pode ser inculpado; e isso porque tudo indica que é culpado.

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"Os ingleses" estiveram a semana passada em Portugal, enchendo maioritariamente a cidade do Porto, devido à final da liga dos campeões.

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Ainda a propósito do que toda a gente sabia sobre Odemira.

EstufasOdemira"Precisamos dos imigrantes para um tipo de trabalho que os portugueses não querem", disse o vendilhão de afectos de Judas, hipocondríaco-mor, o bobo dos holofotes, o papagaio-nu deste território. Já ninguém o leva a sério, tal como este país fica cada vez mais à deriva.

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 A casa da música dá música aos trabalhadores desafinados

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Operação Marquês:
a histeria histriónica invade o espaço público

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 A TRANSIÇÃO DIGITAL E AS SUAS CADEIAS: PRÓDIGOS DO CAPITAL E DA SUA CLASSE

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Local

 

ComunicadoSinaga202110044Um ataque violento que se abate sobre o movimento operário nos Açores

 

 

ComunicadoSinaga202110043A organização do nosso Partido na Ilha de São Miguel desencadeou hoje uma acção de agitação e propaganda  junto da fábrica de açúcar - Sinaga, com a distribuição de um clarividente comunicado, onde denuncia e retrata os crimes das sucessivas administrações da Sinaga e dos Governos Regionais da burguesia contra a classe operária açoriana, a história do movimento operário nos Açores, como também em relação à memória da indústria açórica, e daqueles que laboraram durante décadas a fio numa das mais importantes unidades fabris em território regional açoriano. Terminada a distribuição às portas da Sinaga, os camaradas António Vital, José Afonso Lourdes e Pedro Leite Pacheco que compunham a brigada, continuaram a sua acção de agitação e propaganda revolucionárias nos arredores da fábrica, onde auscultaram as amplas massas populares, obtendo testemunhos de indignação em resposta ao vil ataque àquela unidade fabril e ao seu património histórico, dizendo que o Governo Regional em conluio com a administração canalha da fábrica, iniciaram a destruição de várias máquinas da Sinaga, muitas dessas com um valor considerável.

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Porto

 

Como Se Faz Vigarice Chamando-lhe Investimento

SelminhoA vigarice, a especulação imobiliária e a corrupção infestam o nosso país. A autarquia do Porto não foge à regra. O presidente da Câmara, o reizinho Rui Moreira, é arguido no "caso Selminho", que vai a julgamento a Novembro. Moreira assinou uma procuração para a Câmara negociar com a empresa de que também é sócio, num negócio em que a família do autarca ganhava sempre. Um belo exemplo de rectidão e virtude. Este senhor só merece cair, tal como os Berardos, os Vieiras, os Salgados, os banqueiros, os políticos da máfia e do sistema e todos os outros bandidos, essa corja sem nome que rouba o povo.

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Internacional

A propósito dos acontecimentos em Cuba

CubaSão tempos de grande agitação social aqueles que se vivem em Cuba. O bloqueio assassino a que o país está sujeito por parte dos Estados Unidos continua a ser um enorme empecilho ao desenvolvimento económico da nação cubana e a pandemia veio agravar as situações de enorme pobreza que afectam uma grande parte do povo cubano. Esse mesmo embargo não pode, contudo, ser desculpa para a situação actual do país. Ao longo dos anos, o Partido Comunista de Cuba levou a cabo sucessivas reformas, acentuadas a partir do colapso da União Soviética revisionista (de quem Cuba sempre foi seguidista), que afastaram Cuba cada vez mais do suposto socialismo que, nas palavras dos seus governantes, é a ideologia oficial do regime.

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OS JOVENS DESEJAM ACABAR COM O CAPITALISMO, E MUITO MAIS...   

Bem sabemos que o socialismo ainda se enquadra no modo de produção capitalista, numa espécie de último estertor ideológico deste modo de produção caduco e podre, quando o modo de produção comunista começa a estar na ordem do dia. Não deixa de ser significativo, contudo, que cada vez mais frequentemente o desejo manifesto de socialismo  pelos jovens (pelo que dizem na verdade de comunismo) compreenda também a crítica aos erros passados do movimento comunista: «setenta e cinco por cento dos entrevistados concordaram que “o socialismo é uma boa ideia, mas falhou no passado porque foi mal executado”» .

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As Represálias que se Seguem à Derrota Militar de Israel

 As potências imperialistas dividem e partilham o Mundo de FaixaDeGaza2021ONUacordo com os seus interesses expansionistas, de saque e de exploração dos povos.
Assim aconteceu no final de cada uma das guerras mundiais e todos os conflitos, ocupações e guerras que o imperialismo fomenta não têm outra coisa em vista, a não ser a imposição e manutenção de um modo de produção que permita a exploração dos trabalhadores, os lucros exorbitantes e o saque das matérias-primas, o domínio e aumento de mercados assim como a ocupação e expansão dos seus territórios.

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A crueldade é um lamentável efeito secundário

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Mundial de 2022 - Catar

 O capitalismo previu e premeditou a morte de mais de 6500 pessoas!
O “fantástico” mundo deplorável e de alienação do futebol, serve para entreter o cidadão e matar gratuitamente quem morreu ao sol, trabalhando!

 Primeira parte – Introdução

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A alteração geopolítica no Golfo

Irão: um assassinato prenunciador da guerra inter-imperialista!

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Saúde

A NUA REALIDADE DOS ENFERMEIROS – UMA EXPLORAÇÃO ATROZ E INDIGNA

O tratamento que tem sido dado aos enfermeiros nos últimos anos, com especial destaque para os dois últimos, é representativo da natureza dos vários governos e, neste caso, de um governo que se rege e é vassalo do sistema capitalista

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 Luto contra três gigantes, querido Sancho; estes são: o medo, que tem forte raigambre e que toma conta dos seres e os sujeita para que não ultrapassem o muro do socialmente permitido ou admitido; o outro é a injustiça, que subjaz no mundo disfarçada de justiça geral, mas ...

O confinamento capitalista autodenuncia-se e anuncia o seu fim

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 A escandalosa situação dos contratados no Serviço Nacional de Saúde

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 2020 - Maior índice de mortalidade desde 1920!

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Balanço trágico entre “menos mortes” Covid-19 e mais mortes não-Covid!

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Correspondências

Do nosso correspondente em Coimbra recebemos este interessante artigo que agora publicamos:

Reflexão sobre o proletariado: estudo de caso

Ao longo das últimas décadas, nos países ditos desenvolvidos, temos assistido à exportação das contradições entre o trabalho e o capital. Com a mecanização da produção agrícola, a automatização da produção industrial, e a deslocalização da produção primária para fora das metrópoles, deu-se inevitavelmente também um offshoring significativo do proletariado, para os países periféricos.

Este fenómeno confirma-se consultando dados estatísticos que revelam um enorme movimento demográfico em Portugal, dos sectores primário e secundário para o terciário.1 Naturalmente, não se pode daqui concluir que não haja proletários explorados no quadro económico nacional, inclusive na agricultura e na indústria. No entanto, interessa notar que existem fracções do sector terciário que, não estando directamente ligadas ao processo produtivo, são fundamentais para o funcionamento das cadeias de produção e realização das mercadorias.

Este fenómeno representa uma considerável alteração da estrutura produtiva em Portugal, levanta a questão de quem constitui, na actualidade, o proletariado nacional, enquanto classe em si. Serão apenas os operários fabris e outros trabalhadores do sector secundário, ou devemos também incluir alguns dos trabalhadores que exercem funções no sector terciário? Se sim, quais?

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Vale de Cambra - Construção Civil

Mais 4 vítimas operárias da guerra de classes:
Um morto, dois feridos graves e um ligeiro em Vale de Cambra

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Juventude

Sobre a Praxe

É quase impossível, na actualidade, pensar o Ensino Superior e o contexto académico sem fazer uma análise à praxe e, na esquerda reformista (reaccionária no plano material) existem duas posições distintas a conhecer:

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O Departamento da Juventude do PCTP/MRPP reuniu no Porto

Dando cumprimento à resolução para a reorganização da juventude revolucionária do I Congresso Extraordinário do Partido, foi constituído e, no passado dia de 12 de Janeiro, reuniu na cidade do Porto o Departamento da Juventude do PCTP/MRPP, tendo elegido o camarada José Afonso Lourdes seu secretário.

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Educação

A propósito da proibição das aulas on-line

A igualdade e a equidade constitucionais social-fascistas
(socialistas pouco, fascistas muito)

Há pouco mais de uma semana, com a pompa e circunstância e falsidade que lhe é tão característica, o primeiro ministro Kôsta, decretou, a respeito de uma das medidas do novo estado de confinamento, o fecho das escolas e a proibição das aulas on-line.

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 Um país sem cultura não é um país!

No passado dia 2 de Dezembro, em frente ao teatro Rivoli, no Porto, decorreu uma iniciativa que reuniu cerca de 100 universitários da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD) e Escola Superior de Artes e Design (ESAD)

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Ensaio

A vida de um cantoneiro em Portugal!

Este artigo demorou a ser publicado, porque o capitalismo resolveu novamente fazer das suas! O nosso camarada/correspondente do Norte, e entrevistado neste artigo, esteve num total estado de estagnação, ...

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“Não devemos ter medo das discussões,
devemos ter é medo do silêncio”

LeonelCoelhoEnxada2Com a mesma coragem com que viveu, o camarada Leonel Coelho acabou o tempo do convívio com a família, com os amigos e com os camaradas que tanto honrou em vida.

Operário no berço, na política, no labor, na cultura e nas letras, o camarada Leonel Coelho defendeu sempre como sua a luta da classe operária.

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O corpo do camarada Leonel Coelho encontra-se em câmara-ardente junto à igreja de Alhos Vedros até às 14:30 de amanhã, 9 de Dezembro, quando a urna partirá em cortejo para o crematório da Quinta do Conde onde será cremado às 16 horas.

II Congresso Extraordinário

II Congresso Extraordinário
no 1º de Maio de 2022

O MRPP formou-se em 1970 para dar voz ao povo português, amordaçado pela política fascista, retrógrada, reaccionária, opressiva, ditatorial, policial, persecutória, a-científica e anti-científica, do autodenominado Estado Novo, e atacou à cabeça o revisionismo, principal agente da burguesia no seio da classe operária, procedendo, desde quase logo à sua nascença, três meses depois de formar-se, em Dezembro do mesmo ano, a um balanço da direcção política do partido que se reclama da classe operária e do comunismo, o PCP, formado em 1921 e em 1970 já com uma longa marcha de embuste e equívocas assunções, de falsidade e fragilidade ideológicas, de empirismo, de oportunismo, de golpismo, de prepotência, de insídia e traição contra-revolucionárias.

Publicado no BANDEIRA VERMELHA nº 1 em Dezembro de 1970 e com uma nova edição em Fevereiro de 2020, “REORGANIZAR O PARTIDO REVOLUCIONÁRIO DO PROLETARIADO – Necessidade histórica e tarefa central dos comunistas portugueses”, continua a ser de uma premente actualidade para os operários e comunistas portugueses, pois, mais uma vez, a Classe Operária e o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) estão confrontados com as sereias revisionistas a desarmarem as massas trabalhadoras para o campo ficar aberto à avassaladora progressão do capital no nosso país, manipulando, cercando, excluindo e controlando economicamente o povo português a uma dimensão nunca antes alcançada – significado de que também a revolução avança, que a luta de classes se clarifica e que urge preparar o Partido da Classe Operária para a vitória dos trabalhadores na crise que se agiganta.

Só os trabalhadores podem vencer a crise!

Viva o II Congresso Extraordinário!

Viva o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)!

18 de Setembro de 2021

O Comité Central  

Eleições Autárquicas 2021

 

Em Loures, o que está a dar é um Putedo de Coligações de partidos.
É fartar Vilanagem!

Em Loures, no pós-eleições autárquicas, é tudo um Putedo de coligações políticas; o deboche chegou com uma Coligação na Câmara Municipal de Loures, um acordo, após as eleições, entre o PS e o PSD de Loures — é a Rosa Laranja que renasce em Loures!

Também na Junta de Loures temos uma “Vodka Laranja” — um acordo entre a CDU e o PSD de Loures, para repartir os lugares na Junta de Loures; uma pouca-vergonha!

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A nossa participação em Aveiro nas eleições autárquicas e o significado dos resultados das mesmas

As eleições para a Câmara Municipal de Aveiro, realizadas no passado dia 26 de Setembro, caracterizaram-se – como o Partido afirmou, durante toda a campanha eleitoral, que iria acontecer – pelo facto da maioria absoluta dos eleitores as ter desprezado. A abstenção atingiu os 51,47%, o mesmo nível de 2017, mas ainda mais do que os 50,91% registados nessa data, e os votos brancos e nulos somaram, numa outra forma de abstenção, 5,34% dos votantes. Nem o isco dos “milhões a distribuir” do anunciado PRR que vão estar ao dispor do município (de Aveiro e de todos os outros…) foi capaz de inverter o movimento para a abstenção. Susteve-o momentaneamente, mas foi incapaz de o inverter.

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- A candidatura à CM de Aveiro na rádio


Tempos de Antena Loures


A penúltima acção de campanha

ao portão da Bosh - Aveiro
 PropagandaComunistaAAPortaDaBosh


Programa eleitoral
concelho de Loures

ProgramaLouresNestas eleições, como no passado, está montada uma farsa eleitoral manipuladora que promove a eleição e manutenção de corruptos e incapazes, de vendedores de falsas promessas: um sistema antidemocrático com promessas que não cumprirão.
Em Loures, os partidos CDU/PS com as suas muletas tornaram-se na maior agência de empregos.

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Por um SIMAR com futuro

ComunicadoSimarO SIMAR (Serviços intermunici-palizados de águas e resíduos) de Loures e Odivelas transformou-se numa empresa de contratar Empresas, recorrendo sistemati-camente à contratação exterior num ciclo vicioso que é preciso inverter rapidamente, sob pena de caminharmos para a sua destruição e, consequentemente, para  o desemprego que lhe está associado.
São 37 milhões de euros por ano do SIMAR que são entregues a privados, cerca de 40 % de perdas físicas de água, milhões de euros em perdas físicas e comerciais na distribuição de água:  esta gestão coloca em causa o futuro da nossa empresa e o nosso futuro.

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                          OS CARTAZES DE LOURES                          

CartazLoures2021

CartazTojal2021

 

PROGRAMA DA CANDIDATURA OPERÁRIA
POR UMA POLÍTICA AO SERVIÇO DO POVO

ProgramaAveiro2021Nas duas últimas eleições para a Câmara de Aveiro 51% dos eleitores não votaram e, dos que votaram, mais de 6% votaram branco ou nulo.
A classe operária e a juventude não votam, ou se votam é com os pés: emigram, elegem um outro lugar onde pensam poder ter uma vida melhor. E sem uma mudança profunda, o problema só se agravará.
É a legitimidade das acções dos “eleitos” que está em causa: como é que alguém se pode arvorar em executor de uma dada vontade popular se muito mais de metade dos eleitores não expressou essa dada vontade? Os “eleitos” são entronados mas dificilmente representam mais do que mesquinhos interesses privados.

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Listas do Partido em dois concelhos:
Loures e Aveiro

 

AbtencaoLegislativas

AbtencaoAutarquicas

Progressivamente, os operários e a juventude têm-se desiludido com a possibilidade de alterar seja o que for por via eleitoral. A sequência dos números da abstenção nas eleições legislativas dos últimos anos...

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As Eleições Autárquicas de 2021

Não constitui objectivo político do nosso Partido a participação nas próximas eleições autárquicas

No próximo dia 2 de Agosto termina o prazo para apresentação de candidaturas aos órgãos autárquicos, eleições que ocorrerão no dia 26 de Setembro do corrente ano, visando 308 municípios e 3091 freguesias.

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Movimento Operário e Sindical

POR UMA DIRECÇÃO COMUNISTA NA LUTA DOS TRABALHADORES DA GROUNDFORCE!

GroundForceGreveOs empresários públicos e privados exigem mais-valia no negócio da compra da força de trabalho dos operadores aeroportuários impondo ressarcirem-se do investimento com o dinheiro publicamente sancionado pelo Estado burguês.

Pelo seu lado os trabalhadores aeroportuários lutam pela segurança de vida e pelo pão para a boca em troca da sua prestação profissional.

A tão falada quanto equivocada mais-valia nada mais é do que horas de trabalho não pagas pelo salário recebido pelo trabalhador em troca da sua força de trabalho alienada ao empresário.

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Volkswagen Autoeuropa - Palmela

UM MUNDO NOVO NÓS OPOMOS AO MUNDO PARASITÁRIO!

AutoeuropaO tempo do escravo é o tempo do senhor: deve totalmente vida e morte o escravo ao senhor.

A revolução burguesa abole a propriedade privada dos produtos do trabalho pessoal e transforma a força de trabalho em mercadoria que o detentor põe à vendapara a compra do que precisa para sobreviver.

Face a face são aparentemente ambos livres, vendedor e comprador da força de trabalho – não fora este ter o monopólio dos meios de produção e aquele destituído de outros bens transaccionáveis para além da sua força de trabalho!

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IBERODYE - Vila do Conde

52 TRABALHADORES ATIRADOS PARA O DESEMPREGO"ESPERO QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGUE"

IberodyeVistaA fábrica situada em Macieira da Maia (Vila do Conde) já tinha despedido metade dos trabalhadores em Janeiro. Os outros, que têm dois meses de salários em atraso, tiveram o mesmo destino em Abril.

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 Eurest

Portugal – uma terra de oportunidades para os oportunistas

A Compass é a dona inglesa da Eurest, empresa que explora o trabalho humano pela via do fornecimento de serviços de cantina, refeitório, bar, cafetaria em áreas de serviço, empresas privadas e serviços do Estado.

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LASA – Guimarães

Trabalhar na terça de Carnaval?!! Porquê?

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Como se Faz a Transição Energética em Tempos de Pandemia e Confinamento

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A Luta dos Mineiros da Panasqueira

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 TAP: uma “reestruturação” sem surpresas!

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Luta – Unidade – Vitória

Contexto económico, político e social

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O fascismo do PS de Costa não é de hoje. O camarada Arnaldo Matos já o havia denunciado mal os primeiros traços do mesmo se manifestaram da pior maneira, no governo anterior, como a sequência de tuítes, que agora republicamos no Luta Popular, demonstra.


O PS no Poder é a Reacção no Poder!

É preciso dizê-lo sem medo, com a coragem necessária e com todas as letras: o Primeiro-Ministro António Costa e o governo do PS a que preside são um coio de reaccionários fascistas, da mesma natureza de Salazar e de Caetano.

Tal como Salazar e Caetano nos seus tempos, Costa e o seu governo, enviaram na última quinta-feira, e lá a mantiveram na sexta-feira e hoje sábado, um corpo da Polícia de Choque, para pôr termo a uma greve dos estivadores precários do Porto de Setúbal.

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A NOSSA ESTRATÉGIA É O MARXISMO
Nota Introdutória
A brochura que agora publicamos, dois anos após o desaparecimento físico do camarada Arnaldo Matos, corresponde à sua intervenção proferida durante a comemoração do 1.º de Maio Vermelho de 2018 e é a primeira de um conjunto de publicações, que constituem os Cadernos Arnaldo Matos, com os quais pretendemos divulgar e colocar à disposição de todos os importantes estudos e contributos do camarada na divulgação e actualidade do marxismo, que passa, desde logo, pela urgência do estudo, da reflexão e compreensão da natureza de classe das revoluções russa de Outubro de 1917 e chinesa de 1949, já claramente, por ele, exposta nas Teses da Urgeiriça, em 2016. 

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Divulgação das intervenções do Camarada Arnaldo Matos

É cada vez mais premente  a leitura, estudo e discussão das intervenções e dos textos legados pelo camarada Arnaldo Matos. Como o camarada refere, é preciso voltar a estudar Marx e  pôr tudo em causa; é preciso encontrar nos erros cometidos as  explicações dos falhanços das revoluções proletárias.

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Capa2ParteAMatos1Maio2018


A Luta Contra o Liquidacionismo e a Salvaguarda do Órgão Central

Nos últimos dias, sobretudo após a formação do Comité Distrital de Lisboa, o Partido, a sua direcção e o Órgão Central, o Luta Popular online, têm sido alvo do mais vil e traiçoeiro ataque, em que o oportunista Lopes tem sido o rosto, mas não certamente o cérebro, apelando à acção de sucessivos golpes ao atropelo dos Estatutos e dos princípios organizativos do Partido. A constituição do Comité Distrital de Lisboa foi claramente um grande golpe para os liquidacionistas e, tal como a convocação do Congresso, levou ao desespero e actuação descabelada, sem norte, dos que sabem que não terão sucesso no Congresso, pelo que, em vez de estarem a preparar o Congresso e os relatórios a apresentar, tudo fazem para impedir a sua realização. Esse é o seu verdadeiro receio.
Trabalhar pela unidade é o critério fundamental para distinguir os que verdadeiramente querem construir e reforçar o Partido Comunista Operário.
No momento em que se aproximam grandes combates, unir e organizar o Partido é vital!Preparar o Partido para esses combates é o que todos deveriam estar a fazer. Tudo o que conduza à divisão, tudo o que seja fomentar guerras baseadas em confrontos pessoais, em vaidades pessoais, em frases esquerdistas com o recurso às redes sociais, mais não fazem do que minar e destruir o Partido. Não há ninguém, por mais ignorante que seja, que não conheça este princípio. E é essa a responsabilidade que lhes cabe e que vão ter de assumir no futuro.
Em 2015, o Comité Central da altura decidiu substituir o Secretário-Geral Conceição Franco pela arara bem-falante Garcia, com boa presença nos órgãos de comunicação. Todos concordaram. Nenhum se opôs, nem os que ainda cá estão! E ainda não se lhes ouviu uma autocrítica a esse respeito! O critério foi, pois, o de falar e apresentar-se bem! A política era um aspecto secundário. Foi um golpe à revelia dos Estatutos e da linha política do Partido. Contudo, não fosse a intervenção e denúncia do Camarada Arnaldo Matos, o arara era agora o secretário-geral do Partido, com todos a baterem palmas. Talvez alguns ainda continuem a pensar assim. Não sabemos, nesse caso, onde fica o apoio ao camarada Arnaldo Matos e à linha por si defendida e que em palavras muitos diziam e dizem apoiar. É sobre estes métodos e a ausência de vigilância revolucionária que todos, mas todos, devemos reflectir e aprender. O I Congresso Extraordinário do Partido foi marcado pelo Camarada para os dias 30 de Abril e 1 de Maio de 2016. Vai fazer agora quatro anos!

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A Luta dos Marxistas Portugueses

Pelo Partido Comunista do Proletariado

Resposta de Arnaldo Matos

Ao comentário de Carlos Correia

O camarada Carlos Correia é um antigo e muito empenhado militante do nosso Partido, que todavia se afastou da sua dedicada actividade de membro da redacção do jornal Luta Popular Online, por via de um desentendimento nunca esclarecido, aparentemente com a minha pessoa. É com muito agrado e verdadeiro afecto que o vejo regressar hoje ao órgão central do Partido com o seu muito interessante comentário ao meu artigo “A Derrota do Grupelho Liquidacionista Anti-partido”, saído anteontem no nosso – dele, meu e de todos os operários portugueses – Luta Popular Online. E lembro-me de vê-lo participar muito entusiasticamente, com intervenções e perguntas inteligentes, no colóquio sobre a Revolução de Outubro, realizado no Salão dos Bombeiros da Parede, no dia 11 de Fevereiro passado, onde fui o orador principal.

No seu comentário agora publicado, Carlos Correia começa por ironizar com a ideia da dedicação da vida ao partido, avançando que nunca pôde dedicar-lhe mais do que uma parte do dia… Ora, dedicar a vida ao Partido pode consistir nisso mesmo: dedicar todos os dias ao partido uma parte do nosso dia…

Convém que eu o esclareça que nunca defendi que os comunistas incorram no dever de dedicar a vida ao Partido, pois acho que os comunistas devem dedicar a vida à revolução proletária e ao comunismo e não exactamente ao Partido, pois poderá até acontecer que se encontrem frequentemente em minoria e, apesar disso, terem todavia razão, ainda que minoritários.

Mesmo no interior de um partido comunista operário há classes, pontos de vista de classe e luta de classes, o que torna muito discutível a questão de saber como se dedica – - ou não – a vida ao partido. É que a consciência política do proletariado revolucionário pode nem sempre residir ou ser dominante no partido comunista operário ou nas organizações assim chamadas.

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# Pedro Leite Pacheco - 08.04.2017
Camarada Arnaldo Matos
Agradeço muito o e-mail com a resposta ao comentário de Carlos Correia.
Escrevi esta tarde:
Não há retorno
Para cada instante
E na ficção
Reside antes e depois.
Tal como a moeda a palavra também perpassa pelas condições sociais de produção que modelam palavra e moeda.
Analisá-la(s) ou não a(s) analisar admite rectificação mas nunca retorno.
Bem-haja pela análise.
Obrigado,


 


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